O
Currículo do Ensino Médio, seus sujeitos e o desafio da Formação Humana
Integral
OBJETIVOS DO CADERNO III
- Reflexão sobre as práticas do professor e as
relações dessas práticas com o campo teórico do currículo;
- Entender o sentido de conhecimento e a relação
entre o conhecimento escolar e o sujeito do Ensino Médio;
- Buscar compreender como o conhecimento se articula
entre às dimensões da formação humana a ciência, a cultura, o trabalho e a
tecnologia presentes nas proposições das Diretrizes Curriculares Nacionais para
o Ensino Médio.
REFLEXÃO
É caminhando que se vê que nada passa.
Pois as marcas ficam no outro que vem depois.
E nesta trilha que se chama vida,
O passado é mais presente
Quando o rastro vale a pena,
E se não vale, é pena,
Mas também fica.
Professora
Manoelina Moraes Apoliano
Para que um conhecimento seja
aprendido e recriado deve ser levado em consideração os diferentes níveis de
percepções dos alunos, uma vez que existem pessoas sinestésicas, visuais e auditivas
e, segundo as Diretrizes Curriculares do Estado do Maranhão que fundamenta e
orienta toda a Rede de Ensino Médio Estadual afirma que, a aprendizagem
significativa deve ser instrumentalizada com princípios pedagógicos com
atividades planejadas, objetivos estabelecidos, método didático na perspectiva
dialética, e ações organizadas com diálogo entre as disciplinas, com fio
condutor nas práticas sequenciadas tendo como ponto de partida a formação
humana integral, ao mesmo tempo em que as dimensões do trabalho, da ciência, da
cultura e da tecnologia estejam voltadas para a teoria e a prática aliadas ao
conhecimento e a produção do pensamento pelo qual se aprende e se representa
nas relações que constituem o dia a dia, dentro e fora do espaço escolar.
Partindo de uma compreensão de
que não existe nenhuma receita pronta para a prática pedagógica e de que não
podemos adquirir uma concepção mais ampla a qual não seja construída pelo
próprio educador, entendemos que os conteúdos ministrados em sala de aula
contribuem sim, tanto para a vida como para o mundo do trabalho uma vez que
estas se complementam. A escola é, sem dúvida, um laboratório de relações
pessoais.
A partir dos conhecimentos
iniciados na escola espera-se que o estudante consiga relacioná-los com o
contexto científico, cultural, tecnológico e social no qual está inserido, exercendo e
atuando de forma coerente com a sociedade.
ATIVIDADE CADERNO III – Parte I
(Atividade de leitura e reflexão)
Para iniciar o nosso trabalho é
preciso que cada professor/coordenador, antes da leitura do caderno III, faça o
levantamento dos conteúdos da sua disciplina em pelo menos uma das séries que
leciona, observando e analisando-os por bimestre, fazendo as devidas anotações
em relação ao aproveitamento dos conteúdos e se eles estão de acordo com a realidade
da escola. No caso do coordenador pedagógico ele deverá fazer as anotações em relação ao acompanhamento e análise dos planos anuais dos professores. Em seguida o professor/coordenador deverá fazer uma leitura mais aprofundada do
caderno e refletir sobre sua prática em relação ao currículo para posterior
atividade em grupo.
Vamos lá, professores!!!

5 comentários:
Diante dos temas que trabalhei o bimestre passado que foi sobre a preocupação com o conhecimento,A percepção,A memória,A imaginação,A linguagem,O pensamento
e o conhecimento da ciência, pude observar o quanto eles relacionavam os assuntos a casos reais vividos por pessoas da família ou conhecidos, como no caso de problemas relacionados à memória, o fato de as vezes eles estarem em sala e admitirem que os pensamentos estão muito distante da sala de aula,as várias formas que os avós falavam e eles as vezes não entendiam ou outras vezes sorriam e muitas outras coisas interessantes que pude observar num número bastante expressivo de meus alunos em todas as salas da segunda série que trabalhei estes conteúdos,e com isso vejo que não tem como separar a vida do aluno em sala com a vida dele em casa,acho que alguns de nós só precisamos compreender melhor para poder de alguma forma ajudar.
PARA SABER-SE O QUE OS ALUNOS PRECISARIAM APRENDER É MISTER PELO MENOS CONSIDERAR-SE DOIS PONTOS.PRIMEIRO,QUAL O SEU SONHO,O QUE ELE PRETENDE ALCANÇAR.SEGUNDO,O QUE ÊLE ACHA QUE MAIS IMPORTANTE APRENDER PARA ALCANÇAR SEU OBJETIVO.
A palavra,o termo,FORMAÇÃO,no contexto educacional,se não tem,deveria ter,sentido holístico,daí não vermos incongruência entre preparar para o Trabalho,para o ENEM ou para a Vida e Cidadania.Essa dicotomia(aqui tratada como tricotomia)surgiu na tradição Greco-Romana,onde a escola(=ócio) se destinava aos ociosos,àqueles privilegiados que não precisavam trabalhar.A escola era para cultivar a inteligência,o espírito e não as mãos.Mais tarde os burgueses,mudaram essa visão,tão somente como preparo de mão de obra,interesse do capital.Instrução para vida não era o escopo.Tais atitudes levadas ao extremo,descartaram a escola como local de educação do trabalhador,o que passou a ser na própria fábrica,onde o trabalho infantil começou a ser explorado.Não era a escola e sim o trabalho que era educativo.Apesar desses contra pontos ainda persistirem,acredito que o texto nos traz algo consistente e objetivo em um dos seus questionamentos,que é o de "Formar para a vida e para a Cidadania",quase redundante até,mas abrangente.Mesmo porque a função básica da escola é garantir a aprendizagem de conteúdos e de habilidades necessárias à vida sócio-econômica,política e cultural,
isso é Formação Humana Integral.É aqui que entra a importância do currículo,do currículo adequado,nacional(valorizando temas regionais)participativo,que explicite o que o aluno precisa aprender em cada período letivo.Esse currículo que deverá ser flexível,norteará a planejamento dos professores que deverão no início de cada período discutirem os itens a serem abordados.O que existe no Brasil "é uma bagunça curricular",basta ver como o aluno fica meio perdido ao mudar de escola,se mudar de estado é que a coisa piora.Para que os coisas comecem a acontecer precisamos com urgência de uma política educacional consistente.Finalizamos nossa participação lembrando que para uma uma Formação Humana Integral,necessário se faz uma escola ,professores e alunos de tempo integral.
A palavra,o termo, FORMAÇÃO, no contexto educacional,se não tem,deveria ter,sentido holístico.Daí não vermos incongruência entre ensinar para o trabalho,para o ENEM ou para vida e cidadania.Este último tema,inclusive,no meu entendimento,contempla o todo.Essa dicotomia(aqui tratada como tricotomia)vem da tradição Greco-Romana onde a escola(escola=ócio) se destinava aos ociosos,aqueles privilegiados que não precisavam trabalhar.A escola seria para cultivar a inteligência,o espirito e não as mãos.A classe burguesa mudou essa visão,queria trabalhador na escola,mas só como preparo de mão de obra,a interesse do capital,nada de instrução para vida.
Muita coisa mudou,mas apesar desse contraponto persistir,acredito que o texto sinaliza para forma mais abrangente e objetiva:Formar para Vida e para a Cidadania.
Para mim o aspecto curricular escolar, seja talvez um dos fatores mais conflitantes dentro do contexto eeducacional, por não se ter uma base linear e uma sitemática pré estabelecida para a aplicação, onde depende basicamente do corpo docente, cada um utilizando de variáveis e critérios próprios, onde na maioria das vezes não atende a realidade atual. essa problemática gerada na aplicação do currículo, acaba por gerar no corpo discente uma situação conflitante e confusa, o por que difere tanto a ementa. Contudo, observa o quanto estamos longe de alcançar resultados satisfatórios, primeiro por pouca aplicação do livro didático que apesar de ser escolhido (definido) para escola, pouco se utiliza e muita das vezes não obedece a grade curricular. Outro dilema é que a grade curricular em sua maioria não atende o foco principal hoje do ensino médio que é a preparação dos alunos para o ENEM. Pouco estreitamento entre as disciplinas, fazendo com que não haja uma metodologia interdisciplinar. Precisamos, também conhecer a realidade dos nossos alunados, esse é um ponto fundamental, para que possamos de fato definir o currículo básico e a melhor metodologia a ser aplicada.
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