segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

3º Caderno - Parte II



O Currículo do Ensino Médio, seus sujeitos e o desafio da Formação Humana Integral

Reflexão: Que Ensino Médio queremos? Quais os caminhos para uma aprendizagem?

 
Possíveis caminhos para uma aprendizagem:

Quais seriam as aprendizagens essenciais dos jovens considerando o seu conhecimento a respeito da vida dos jovens? Que coisas eles precisariam aprender?


O ENSINO MÉDIO DEVE FORMAR PARA O MUNDO DO TRABALHO?

No Brasil, uma parcela importante dos jovens que estudam está trabalhando ou procurando trabalho. Ou seja, são estudantes, mas também são trabalhadores. Uma das maiores preocupações destes jovens é como se inserir num mercado de trabalho tão competitivo, com oportunidades cada vez mais escassas. E para os que já estão
nele, o desafio é de se manter e/ou conseguir progredir profissionalmente.

É dever da escola, como um espaço dedicado à formação e preparação dos jovens, reconhecer a necessidade do trabalho em suas vidas e ajudá-los a compreenderem o funcionamento do “mundo do trabalho” atual, bem como apoiá-los para que tenham mais chances de nele se inserir, permanecer e progredir.

Pontos favoráveis

• Se a escola for voltada à formação profissional, permitirá que os jovens tenham um diploma. Isso vai facilitar sua entrada no mercado de trabalho em ocupações mais qualificadas.
• A escola deixará de se silenciar em relação à condição trabalhadora de seus alunos e deverá oferecer um ensino mais sintonizado com as expectativas e as necessidades profissionais deles.
• O ensino será mais prático, voltado ao trabalho, e, consequentemente, menos teórico, o que vai despertar o interesse dos alunos.
• Os jovens terão mais chances de construir um projeto profissional ao longo do Ensino Médio, coisa que não acontece hoje em dia. Isso porque vão compreender melhor o mercado de trabalho e serão estimulados a pensar sobre si dentro deste mercado, a planejar e projetar uma escolha profissional, bem como ter ideia de
caminhos que deverão percorrer para concretizar seus planos.
• O país poderá melhorar sua economia, pois se os jovens estiverem melhor preparados para o trabalho serão mais produtivos e capazes de gerar mais riquezas.
• A escola terá que se atualizar em relação às mudanças científicas, tecnológicas, produtivas, tornando-se mais próxima dos avanços existentes nas empresas e na sociedade, e aproximando os alunos destes avanços.

Pontos desfavoráveis

• Se as escolas oferecerem formação tendo em vista fornecer uma habilitação profissional aos jovens, vai gerar um “excesso” de diplomas no mercado. Diante de tanta oferta de diplomas, eles valerão pouco e, consequentemente, não vão ajudar os jovens a conseguirem emprego.
• A escola vai deixar de formar cidadãos críticos e conscientes para formar, sobretudo, trabalhadores que “sirvam” para o mercado de trabalho, que se “encaixem” nas exigências dos empregadores e cuja preocupação central é com sua própria vida profissional.
• Como as escolas estão muito despreparadas para a formação profissional (não tem laboratórios, equipamentos, máquinas e materiais) vão oferecer um ensino de baixa qualidade.
• Os jovens que serão formados para o trabalho terão mais dificuldade de prestar o vestibular, pois não foram preparados para isso. As chances dos alunos de escolas públicas entrarem na faculdade vão diminuir ainda mais
• Como os professores que estão nas escolas não possuem conhecimentos técnicos e profissionalizantes, eles podem perder seus empregos, e o país vai desperdiçar um grande contingente de profissionais já formados.
• Como não há empregos para todos, a escola corre o risco de formar trabalhadores que irão ocupar postos de baixa qualificação no mercado de trabalho, desenvolvendo tarefas para as quais a escolaridade do Ensino Médio não seria necessária. Isso iria reforçar ainda mais as desigualdades já existentes.

O ENSINO MÉDIO DEVE FORMAR OS JOVENS PARA INGRESSAREM NO ENSINO SUPERIOR?

Atualmente as oportunidades de escolarização estão aumentando para os jovens. Cada vez mais eles têm acesso ao Ensino Médio e também demonstram interesse em prosseguir os estudos nas universidades. Em boa parte, isso se deve à necessidade de buscar maior qualificação frente a um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Isso porque quanto maior o grau de escolaridade, maiores as chances de conseguir um emprego e de progredir profissionalmente. Além disso, a vida universitária abre um grande leque de oportunidades aos jovens: acesso a um ambiente acadêmico, experimentação de escolhas profissionais, convívio com outros jovens, engajamento em projetos de extensão universitária que ajudam as comunidades, contato com informações e conhecimentos socialmente valorizados, entre outros. Enfim, a universidade oferece um conjunto de oportunidades de crescimento pessoal e social.

Considerando a alta competitividade pelas vagas nas universidades, sobretudo nas públicas, é tarefa da escola preparar os jovens para enfrentarem esta competição e, inclusive, estimular e incentivar aqueles alunos que ainda não tenham interesse a ingressarem no Ensino Superior.

Pontos favoráveis

• Os alunos das escolas públicas terão maiores chances de entrarem nas universidades, inclusive nas públicas. Isso vai permitir romper o ciclo de reprodução da desigualdade social, pois as pessoas mais pobres terão mais chances de melhorar de vida.
• Quem está preparado para o vestibular também está mais preparado para enfrentar outras provas, como os concursos públicos e outros processos de seleção.
• Os alunos vão ficar mais motivados para estudar e para concluir o Ensino Médio, pois vão sentir que têm chances reais de entrarem numa universidade.
• Os jovens, em geral, serão estimulados a seguirem uma carreira universitária, o que vai aumentar o nível de escolaridade da população brasileira e possibilitar ao país acelerar seu processo de desenvolvimento econômico e social.
• A preparação para o ingresso no Ensino Superior vai fornecer uma base de formação teórica e científica aos jovens. O Brasil vai revelar talentos na área da pesquisa e da ciência, o que é muito importante para o desenvolvimento de um país.
• Os jovens dependeriam cada vez menos de cursinho particulares e deixariam de contribuir para o atual “mercado dos vestibulares”.


pontos desfavoráveis

• O Ensino Médio vai se voltar ao preparo dos jovens para a competição no vestibular, quando deveria ensinar os valores da cooperação, da solidariedade e da inclusão. Vai estimular a competitividade em vez de questioná-la e de defender que haja vagas para todos nas universidades.
• Há muitos estudantes no Ensino Médio que não pretendem fazer faculdade. Se a escola for voltada apenas para o prosseguimento dos estudos no ensino superior, estes alunos vão se sentir desestimulados em frequentar o Ensino Médio e a escola não terá sentido para eles.
• A formação para o vestibular é muito restrita aos conteúdos teóricos das várias matérias. Há outras coisas que os jovens devem aprender para se prepararem para a vida, tais como: desenvolver uma visão crítica da realidade, aprender habilidades, atitudes e valores necessários para a vida em sociedade, estar preparado para ajudar a resolver conflitos, saber conduzir-se nas relações afetivas e nos cuidados com o corpo, usar a criatividade, entre outras. Se o Ensino Médio for apenas voltado para o vestibular, vamos ter pessoas com mais conhecimentos, porém menos preparadas para enfrentar os desafios da vida.
• O número de vagas no Ensino Superior é bem menor do que o número de estudantes que se formam no Ensino Médio. Aqueles que não conseguirem entrar numa faculdade vão estar despreparados para outras alternativas e serão prejudicados.
• Não basta formar os jovens para entrarem nas faculdades, pois muitos não têm condições de se manter nelas. Eles precisam comprar livros, pagar pelo transporte, se alimentar, ter tempo disponível para estudar. Boa parte dos jovens apenas poderá se manter na faculdade se arranjar um emprego, mas como o estudante conseguirá fazer isso se estará despreparado para o mundo do trabalho?
• O país precisa de todo tipo de trabalho, não só o de nível superior. Se ficar voltado apenas à preparação para a universidade, o Ensino Médio vai difundir a falsa ideia de que o único caminho para um bom futuro profissional é entrar na faculdade, quando na verdade há outros caminhos.

O ENSINO MÉDIO DEVE FORMAR OS JOVENS PARA A VIDA E PARA A CIDADANIA?

No mundo atual, é cada vez maior a quantidade de informações que as pessoas podem ter acesso. Rádio, televisão, jornais, revistas, filmes, livros e Internet são meios que, sem dúvida, aumentam nosso leque de comunicação e de busca por conhecimento. É papel do Ensino Médio enriquecer as informações disponíveis aos alunos, oferecendo-lhes acesso às tecnologias, aos espaços culturais, às diferentes linguagens artísticas. Mas não para por aí: a escola precisa formar o aluno para que ele possa ter uma postura ativa frente a esse conjunto de informações e buscar um saber mais aprofundado, com espírito crítico e fundamentado.

A escola deve, principalmente, ajudar o aluno a compreender o mundo e a desenvolver sua própria opinião, a conhecer melhor suas próprias potencialidades e limites, a expressar-se por meio de diferentes linguagens, a saber fazer escolhas conscientes, a conviver com as diferenças, a construir projetos para o seu futuro e para o da sociedade.

PONTOS FAVORÁVEIS

• A formação para a vida e para a cidadania prepara as pessoas para enfrentarem os desafios do presente, para se posicionarem diante da realidade social. Com isso, os indivíduos poderão realizar diversas escolhas, sem se limitar à ideia de somente pensar o que serão no futuro.
• As pessoas se tornarão mais críticas e participativas, o que é bom para o país e para a democracia.
• Uma formação voltada para a cidadania irá enfatizar a importância da convivência democrática, da aceitação das diferenças, da necessidade do diálogo e da participação das pessoas para a resolução dos problemas coletivos.
• Os jovens terão mais acesso a diferentes linguagens artísticas e culturais e às diferentes tecnologias e meios de comunicação.
• Essa formação vai contribuir para as pessoas serem mais criativas, mais autônomas, e não ficarem restritas a um certo tipo de atividade.
• A escola dará uma base para que cada um possa conhecer suas potencialidades e escolher seu próprio caminho na universidade, no mundo do trabalho, no mundo da política e da vida comunitária, dando as condições para que as pessoas continuem aprendendo em outros espaços para além da sua unidade escolar.

Pontos desfavoráveis

• Com essa formação, as disciplinas e conteúdos escolares tradicionais perdem importância, o que pode prejudicar aqueles que pretendem prestar vestibular.
• Essa formação não garante que os estudantes tenham uma profissão e que estejam preparados para um mercado de trabalho competitivo.
• A escola pode perder o seu foco, envolvendo-se em um conjunto de atividades de caráter cultural, comunitário, político e social, sem ter clareza dos seus objetivos.
• O fortalecimento de grupos culturais, de grupos de mídia e de grêmios estudantis nas escolas pode provocar o aparecimento de conflitos e de tensões entre professores e estudantes.
• Os professores teriam que receber um preparo do Estado para esse tipo de formação, pois a maioria deles teve uma formação universitária voltada apenas para a sua disciplina (História, Física...). Esse pode ser um processo muito demorado e os alunos seriam prejudicados por isso.
• A escola é uma instituição muito rígida, que resiste às mudanças. Dificilmente terá agilidade para acompanhar os avanços tecnológicos, o desenvolvimento artístico e cultural, até porque isso exige recursos materiais que a escola não possui. Outros espaços, como a TV, a família, os grupos religiosos e culturais, as associações comunitárias, entre outras, são mais eficientes para possibilitar o acesso às informações, às tecnologias, ao desenvolvimento de valores e ao exercício da cidadania.

Fonte: Ação Educativa
 

ATIVIDADE III CADERNO - PARTE II (Individual)

Baseado nas reflexões acerca do conteúdo ensinado na sua disciplina, que relações existem entre o que você ensina e o mundo do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura?




ATIVIDADE III CADERNO - PARTE III (coletiva)

O desafio da semana é a organização curricular na perspectiva interdisciplinar que articule os conhecimentos com conexões entre as áreas, a fim de inserir a transversalidade como proposta de trabalho já discutida no encontro do dia 29 de novembro, a exemplo da formação de Pais e o diálogo entre as disciplinas, sem deixar de organizar a base comum nacional voltada para o trabalho nas áreas do conhecimento, desdobradas em disciplinas e a formação geral do aluno.



O professor deverá se reunir por área e apresentar uma proposta, no dia da nossa próxima Oficina, que envolva uma produção coletiva fundamentada nos conteúdos de um bimestre com ações educativas no exercício das competências e das habilidades, que promova as identidades juvenis ao mostrar o jovem como sujeito do ensino e dê oportunidade a esse jovem de se mostrar por trás do uniforme que carrega no que se refere aos procedimentos e às atitudes com o objetivo de envolver no trabalho pedagógico comportamentos éticos com formação de valores de cooperação, solidariedade, trabalho em grupo, respeito ao próximo, respeito à diversidade, exercício da cidadania e a boa convivência em sala de aula.



Bom trabalho a todos!
 

30 comentários:

Unknown disse...

A Física, no ensino médio, desperta, ainda mais, o interesse pré-existente do discente por tecnologia, ou seja, pela área de exatas. Como podemos fazer alguns lincks como por exemplo: no primeiro ano, falando de momento de uma força, pode-se despertar o interesse do discente na área de Engenharia Civil ou Mecânica, ou no terceiro ano, falando de eletricidade e eletromagnetismo relacionar com as Fontes de Energia Renováveis, com o desperdício de energia elétrica, ou seja, relacionar com a Engenharia Elétrica.

A.APOLIANO disse...

ENERGIA SEM LIMITES:O uso racional da energia é um fator básico para o desenvolvimento das nações.Independente do aspecto cultural a busca empreendida por pessoas ou países em desenvolvimento por um padrão de vida igualável ao de pises industrializados é justa e natural.No entanto,um desafio enfrentado pela humanidade é de que maneira aumentar a disponibilidade de energia sem pôr em risco as reservas existente e sem prejudicar o meio ambiente.O consumo mundial de energia tem aumentado em média 25% desde a metade do século XIX e,como os países continuam a se desenvolver,até 2030 o total desse consumo poderá dobrar.É evidente,então,a necessidade de melhorar a eficiência nos processos de geração de sua utilização de forma racional,evitando o desperdícios.Isso pressupõe a utilização de novas tecnologias agregada ao mercado de trabalho

Anônimo disse...

O que tenho percebido no contexto escolar é que poucas práticas partem da contextualização e das experiências dos sujeitos. As disciplinas, na maioria das vezes, são trabalhadas de forma isolada e fragmentada, dificultando um trabalho articulado e integrado.
As Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio orientam que as relações entre trabalho, ciência, tecnologia e cultura são indissociáveis, que é necessário ir para além da dimensão puramente técnica, é importante também levar em consideração as relações interpessoais, as vivências de cunho afetivo, valorativo, ético, cultural, tecnológico, etc.
Entretanto, a realidade está muito distante dessa perspectiva formativa. Na maioria das vezes, constatamos que não há uma coerência entre o que se planeja e o que se realiza, entre o conteúdo ministrado e as reais necessidades dos educandos.
Loysianne Nascimento

Unknown disse...

A escolha dos assuntos abordados em sala de aula, têm como objetivo o cotidiano dos alunos, para que, os mesmos possam ter a oportunidade de desenvolver análises geográficas contextualizadas. Por exemplo no tema:Localização e Orientação Geográfica, os alunos utilizaram guia de ruas para encontrar endereço. Outro temas como violência, segregação urbana, a história e as perspectivas das famílias, os hábitos de consumo, as chances de inserção profissional, por exemplo é visto no tópico O Mundo do Trabalho e os Movimentos sociais. Também nesse capítulo aproveitamos para desenvolver o projeto Saúde no trabalho (A IDH E AS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS). Instigando com isso a curiosidade e a imaginação, levando alunos silencioso a falar e ampliar o significado do espaço escolar.

Unknown disse...

Correção: Saúde no trabalho, na verdade é Saúde na escola. E onde sê lê IDH, NA VERDADE É AIDS.
OBRIGADA PELA COMPREENÇÃO. LÚCIA NASCIMENTO. FELIZ NATAL A TODOS E TODOS.

joselia disse...

O que faço com o meu trabalho é levar o aluno a refletir sobre suas próprias ações e sobre o que o espera lá fora da sala de aula e de sua casa, como focar o pensamento em algo proveitoso,tentar compreender as várias formas de comunicação entre as pessoas e suas idades e respeitar isso,lembrando sempre que estamos num mundo competitivo e que eles terão que brigar entre si pra mostrar quem buscou mais, se interessou mais e mereceu sua recompensa.

Anônimo disse...

o Ensino Médio tem sido um sobrevivente: sem recursos próprios, vem existindo das sobras do Ensino Fundamental, não recebendo a devida atenção tanto no que diz respeito às necessidades de investimento quanto no que se refere à reflexão sobre seu papel na formação do estudante. As exigências da modernidade, porém, fazem crescer a procura por esse nível de ensino e nos obrigam a repensá-lo.É preciso definir que ensino Médio queremos, dar-lhe identidade.
A sala de aula não pode ser um ambiente "fora do mundo" onde o aluno vive. quem tem filhos sabe que a forma de estudar e de aprender dos jovens mudou. eles estudam com música, com computador aberto, fazem grupos em redes sociais para resolver exercícios e se prepararem para provas; leem notícias por sites e não por jornais e revistas como nós, etc.

Anônimo disse...

O Ensino Médio tem sido um sobrevivente........
Postado por: Lucélia.

Anônimo disse...

No ensino da LE, o professor deve tentar fazer com que seus alunos compreendam a importância e estudá-la, fazendo com que assimilem a relevância da disciplina na escola.É necessário frisar que os objetivos da LE na escola são diferentes dos objetivos da LE em um curso de idiomas. Trata-se de instituições com finalidades diferenciadas.
Lucélia.

Unknown disse...

Em primeiro lugar precisamos ter em mente que o ensino da arte nas escolas não visa formar artistas, mas sim desenvolver nos educandos uma sensibilidade para o mundo das artes, levando-os a refletir a respeito das produções culturais e da sua importância para a formação do ser humano e consequentemente do mundo que o cerca, sem esquecer de incentivar e possibilitar a prática das diversas manifestações artísticas e culturais como meio de desenvolver a criatividade e o bem estar dos alunos.
Nesse sentido, eu busco sempre em minhas aulas mostrar aos alunos onde e quando podemos utilizar a arte em nossa vida no que diz respeito ao uso de objetos de arte e das manifestações artísticas e culturais que nos cercam. Temos arte em nosso dia-a-dia, basta olhar ao nosso redor e refletir a respeito de tudo que usamos, como por exemplo, nosso vestuário, acessórios, objetos de decoração, entre outros. Também convivemos com a arte nas manifestações culturais como por exemplo a dança, a música, a culinária, o artesanato, etc. tudo tem um pouco de arte. Trazendo mais ainda para o mundo do trabalho e da tecnologia, costumo mostrar aos alunos como a arte pode ajudá-los por exemplo na criação de design de diversos objetos de suma importância para o nosso cotidiano, como automóveis, na construção e decoração de casas e de interiores,assim como também é extremamente necessária no mundo da tecnologia, mundo esse que tando interessa e fascina os jovens de hoje. Temos arte na criação de sites, blogs, em modelos de produtos que precisam além de serem eficientes, chamar a atenção pela beleza para atrair mais consumidores.E ainda tem o ramo da fotografia, do cinema, televisão, das histórias em quadrinhos, enfim, um leque muito grande de trabalho, ciência e cultura também se abre para os alunos quando eles compreendem o verdadeiro sentido e valor da arte em nossa vida.

Iole Cutrim disse...

Durante este ano letivo muitos conteúdos da disciplina que leciono,Português,foram de fundamental importância para os alunos do terceiro ano do ensino médio,uma vez que, estes puderam entender a importância da Língua Portuguesa e da Literatura,para sua vida profissional e social.No entanto o assunto mais evidenciado foi Variabilidade Linguistica,observei que muitos deles ficaram interessados,por isso esse foi um tema recorrente.Na prática sabemos que por tratar-se das várias naneiras de falar,os individuos assimilam melhor e aprende com maior facilidade,isso se deve ao fato de a sociedade está em constante evolução linguistica.Acredito que um conteúdo voltado para a realidades dos estudantes é mais valido do que algo que este verá uma vez e nunca mais falará dele,o Curriculum do Ensino Médio deve ser adequado aos individuos,levando em consideração o meio em que ele vive.Considero de fundamental importância uma reformulação desses Conteúdos programáticos que a anos vem sendo ministrados para os educando do Brasil inteiro.

Anônimo disse...

A História no ensino médio, desperta grande interesse por parte dos alunos, em virtude da contribuição da tecnologia nos ensinamentos na da sala de aula.A História como sabemos faz parte do nosso cotidiano e durante todo este ano tentei mostrar que na minha matéria existe várias possibilidades de trabalho dentro do campo profissional. Um exemplo foi quando o assunto abordado sobre as leis e o direito,mostraram a importância das leis na vida da sociedade e quais são os benefícios,que elas poderão trazer para a comunidade de forma geral.Embora tanto a História como o direito poderão também num futuro próximo estudarem Licenciatura e contribuírem no campo educacional como professor de ensino.Piedade

MÁRCIO CJF disse...

Não consigo conceber um ensino médio particionado, é como se uma finalidade anulasse a outra; ou se tem um ensino voltado para o trabalho ou para o ingresso em cursos superiores. Na realidade isso reflete um modelo de ensino em "gavetas", onde o contato entre os conteúdos das diferentes áreas parecem incapazes de se integrarem. Mesmo assim existem avanços, algumas disciplinas já se apresentam em blocos como linguagens e códigos, por exemplo.
A Educação física, disciplina a qual trabalho, está diretamente relacionada com os contextos sociais e do mundo do trabalho. Primeiro entendendo como seus conteúdos se relacionam com a cultura (o que chamamos atualmente de cultura corporal de movimento), nova concepção que reflete a respeito das concepções de corpo e seus significados e, ainda, como questões da imagem corporal se reflete nas sociedades, Outra vertente da Educação Física trata do aspecto biologicista, identificando o funcionamento do corpo e relacionando o mesmo com aspectos ligados a saúde. O que devo enfatizar, também, é que a nossa disciplina oferece um leque imenso de atuação profissional e tem com ponto forte a conscientização do sujeito social a partir de uma ferramenta de linguagem muito poderosa que é a expressão corporal

blogger da glorita disse...

Sabemos que o estudo de uma língua estrangeira proporciona ao aluno o acesso à outra cultura, a uma nova realidade social, provavelmente diferente daquela de que ele faz parte. Com isso, aprender uma nova língua não é somente conseguir o domínio funcional de um novo código linguístico, mas ser capaz de interpretar e se relacionar com uma realidade sociocultural diferente. Assim que este ano trabalhando com o terceiro ano, os levei a acessar paginas de jornais oficiais de alguns países hispano falantes para que eles tivessem contato direto com a realidade de cada país, que não é tão diferente da nossa, se tratando dos nossos vizinhos e parceiros comerciais. Sendo o espanhol uma das línguas mais faladas, depois do inglês, especialmente no comercio é importante que o aluno se aproprie da riqueza cultural da língua espanhola.

Marlise Feitosa disse...

A contextualização de qualquer conteúdo é fundamental para o entendimento, para a compreensão e para a análise de fatos ou fenômenos relacionados a área natural, assim como, os da área social.
O desenvolvimento do conteúdo " a obra morte vida: severina" de João Cabral de Melo Neto de forma contextualizada, dialogada, com apresentação, em grupo, de aspectos relevantes da referida obra, despertou um grande interesse pelos temas abordados na obra, tais como: os problemas relacionados com a seca, a questão dos retirantes, a reforma agraria, a questão latifundiária, entre outros.
Os temas citados e analisados exemplificam a integração entre as áreas de conhecimento; a leitura de uma imagem (um quadro ou uma escultura) no início de cada capítulo, evidencia a integração entre as disciplinas, tornando o processo de aprendizagem mais dinâmico e atraente para os alunos
Ao pesquisarem a respeito da obra " morte e vida severina", os alunos encontraram muitas informações relevantes, inclusive um vídeo da referida obra que foi musicada ha algum tempo, evidenciando a importância da tecnologia para o enriquecimento cultural dos mesmos, ampliando seus conhecimentos para a vida e para melhorar o desempenho em várias áreas do conhecimento.

Anônimo disse...

Diferentemente do que muitos estudantes pensam, a Química é uma ciência que não está limitada somente às pesquisas de laboratório e à produção industrial. Pelo contrário, ela está muito presente em nosso cotidiano das mais variadas formas e é parte importante dele.Seu principal foco de estudo é a matéria, suas transformações e a energia envolvida nesses processos. A Química explica diversos fenômenos da natureza e esse conhecimento pode ser utilizado em benefício do próprio ser humano.Os avanços da tecnologia e da sociedade só foram possíveis graças às contribuições da Química. Por exemplo: na medicina, em que os medicamentos e métodos de tratamento têm prolongado a vida de muitas pessoas; no desenvolvimento da agricultura; na produção de combustíveis mais potentes e renováveis; entre outros aspectos extremamente importantes que é a descoberta desta displina por nossos alunos. Glaubert F Santos

Anônimo disse...

Ligia diz...
Vivemos em um mundo onde as informações correm de forma tão acelerada que não podemos medir a sua velocidade, tal fato e refletida nas salas de aula, porem com todo esse aparato e uma das funções da Escola preparar o aluno para saber filtrar toda essa gama de informações e de conhecimentos e assim melhor se inserir no mundo do trabalho e na vida de forma mais eficaz e criativa.
Sabemos que tal tarefa esbarra em um conjunto de dificuldades em nível de preparo dos professores e da Escola que devem estar preparados para essa “Nova Escola”, que anda de mãos dadas com o futuro e com a vida.

SeuRiba disse...

O País precisa de todo tipo de trabalhador.
Na seleção dos conteúdos (já que não podemos estudar toda a história). Procuramos os conteúdos que visem estudar as diversas etapas da evolução da humanidade relacionado com o mundo do trabalho, da tecnologia e da cultura nas diversas fases e refletindo sobre suas mudanças ao longo do tempo.
A Escola vive um grande conflito no sentido de qual caminho deve seguir; se a aprendizagem voltada para o mundo do trabalho, para a formação universitária ou para a cidadania. Temos todo tipo de estudantes com sonhos e perspectivas diferentes. Como professor, precisamos continuar incentivando-o no sentido de ter postura, comprometimento e fazer bem feito, “fazer a diferença”, em qualquer posição que seja com curso superior ou não.

Anônimo disse...

Célia disse.....
De acordo com os conteúdos pré-selecionados dentro da Geografia, observa – se que no mundo globalizado, o aluno tem que estar preparado para se destacar no mundo do trabalho, sendo criativo, participativo, consciente e cidadão.
Numa sociedade globalizada, com grande revolução nos meios de comunicação e transporte, a escola deve inserir esse aluno no mundo do trabalho, adquirindo conhecimentos para a vida, despertando a criatividade e interesse, para que como profissional possa resolver conflitos diante de uma sociedade tão competitiva.

Unknown disse...

A maior parte dos conteúdos trabalhados na matemática está relacionada com o mundo do trabalho, da ciência, da tecnologia ou da cultura. A grande problemática consiste numa readequação curricular que permita ao professor que possa extrapolar todas essas possibilidades ao trabalhar a matemática.
Faz-se também necessário, uma nova postura profissional, por parte do professor, buscando e inovando no seu labor diário, proporcionando a classe discente todas as possibilidades que a matemática propõe.
Reginaldo Júnior

Unknown disse...

O estudo das ciências naturais causa melhoria na qualidade de vida dos alunos pois eles conseguem associar o conhecimento à sua prática diária. No entanto, o professor não pode ser simplesmente um transmissor de conhecimentos ao ensinar biologia, pois os alunos devem ser estimulados à aplicar o conhecimento no seu cotidiano.

Ao planejar a atividade curricular, deve-se levar em conta que o conteúdo trabalhado deve estar articulado de forma que os jovens terão que raciocinar para obter soluções para os questionamentos e problematizações. Os conhecimentos prévios apresentados pelos alunos são geradores de debates e reflexões, trazendo à sala de aula interação e novas possibilidades de desenvolver os assuntos.

É importante a educação na vida das pessoas, pois quanto maior seu conhecimento, maior sua capacidade de relacionar-se com o Mundo. Em face de vivermos num mundo comandado pelas ciências e tecnologia, os conhecimentos científicos se tornam indispensáveis para que essa relação aconteça.

Nesse sentido, o ensino de biologia tem relevância inconteste para a vida do cidadão e as escolas têm a missão de levar esse conhecimento a todos. A educação biológica pode contribuir para a construção do mundo que queremos, ou seja, o ato de educar implica uma visão do mundo e, por consequência, nosso modo de atuar nele. Assim como de interferir no modo como as pessoas interagem e se relacionam com ele.

Anônimo disse...

"Infelizmente, apenas uma minoria das escolas acredita que o inglês é uma matéria como qualquer outra".

The book is on the table. Não há expressão que caracterize melhor o ensino de inglês nas escolas ao longo das últimas décadas. Um ensino cosmético, excessivamente baseado em regras gramaticais e poucos resultados, que levou gerações inteiras de crianças e jovens a buscar uma formação complementar em cursos livres - muitas vezes, também ineficientes. Mas isso vem mudando rapidamente. O domínio do inglês como segunda língua - e, se possível, de pelo menos mais um terceiro idioma - já é mais do que um pré-requisito para a inserção no mercado de trabalho. Na verdade, a língua inglesa é um instrumento de navegação na cultura contemporânea globalizada. É hora de falar, escrever e pensar em inglês, com fluência e segurança, e é bom investigar se a escola de seu filho está cuidando disso. Pois aí vai a má notícia: é quase certo que não está. "Infelizmente, apenas uma minoria das escolas acredita que o inglês é uma matéria como qualquer outra. Capricham na matemática, na química, mas não assumem a segunda língua como uma responsabilidade própria", acredita o consultor Paulo Sérgio Rezende, que há mais de uma década implanta projetos de aprimoramento do ensino de idiomas em diversas escolas paulistas. "Em algumas boas instituições, há uma tendência de melhoria, mas em geral isso é ainda muito incipiente".
Lucélia.

Profª Macilda Sena disse...

Baseado nas reflexões acerca do conteúdo ensinado na sua disciplina, que relações existem entre o que você ensina e o mundo do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura?

O Estudo a língua materna, uma língua que o aluno supõe dominar por ser falante, só terá sentido se contextualizado, voltado par a realidade prática do aluno. É necessário mostrar-lhe que o domínio da língua culta traz prestígio no mundo social, do trabalho e possibilita o acesso a ferramentas tecnológicas e bens culturais.

Terezinha disse...

A função do professor de matemática além de ensinar o conteúdo existente em diversos livros didáticos tem que desenvolver estratégias e formas de resoluções de problemas criativos e objetivos para as mais diversas situações da vida do aluno. Por exemplo, ao perceber a origem do uso dos logaritmos ou das razões trigonométricas como resultado do avanço tecnológico pode-se conceber a Matemática como instrumento para a solução de problemas práticos e que se desenvolve para muito além deles, ganhando a dimensão de ideias gerais para novas aplicações fora do contexto que deu origem a elas. Uma opção de aula extremamente atrativa para o aluno é a utilização de slides com parâmetros de uma função mostrando diversas características com o uso de computador ou mesmo televisão. Assim através de animações e movimentos pode-se alcançar o principal objetivo de todo esse estudo que é uma aprendizagem de maneira prazerosa e efetiva por parte do aluno com relação a Matemática.
Terezinha.

Terezinha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vania disse...

A aprendizagem de uma língua estrangeira permite ao aluno compreender-se inserido em um contexto que vai além dos limites da fronteira do seu país. Percebe que, além de gramática e vocabulário, ele passa a conhecer e compreender outra cultura. Percebe que os problemas que afetam os jovens brasileiros também preocupam jovens estrangeiros da mesma idade. Temas como o cuidado com o meio ambiente, uso de internet e muitos outros levam o aluno a refletir e sugerir soluções para melhorar sua convivência social.

Sandra disse...

De modo geral, o ensino de arte serve primeiramente para sensibilizar o aluno sobre aspectos da sua vida, através do estudo das produções artística. Quando é possível faço relação com o mundo do trabalho, como por exemplo o estudo da cor, possibilita conhecimentos sobre o mundo da moda, web sites, design. Sobre a cultura sempre é possível valorizar as nossas raízes e cultura diferentes no decorrer do estudo.

Unknown disse...

Trabalho com meus alunos seja no ensino médio ou ensino fundamental, de uma forma que sempre trago o conteúdo abordado para algo de seu cotidiano ou vivencia, acredito que é a melhor forma de conquistar a atenção ou despertar nele a sua participação nas aulas. Tenho o livro como um orientador e não como única peça de meu trabalho. Agora como todas as tecnologias que temos disponível, creio que ate competir com elas é um pouco difícil, e ter essa atenção exclusiva é cada vez mais difícil. Mas também observo que nosso aluno tem muita informação, mas infelizmente ele não sabe é que tipo ira ou não lhe servir na pratica de sala de aula.
Imagino que todos somos orientados e faz parte de nossa pratica de sala de aula trazer o melhor conteúdo para nossos alunos, mas será que o conteúdo apresentado é realmente o que eles realmente necessitam. Pela minha vivencia acredito que o aluno que chega ate nós é um aluno sem base alguma, em nenhuma área do conhecimento. Acredito que nosso aluno é reflexo dessa nossa sociedade que pouco lê ou se prepara e que pega suas opiniões de televisão ou internet. Solução para esse problema é conseguir de alguma forma tornar nosso assunto agradável ou interessante, e para isso, nada melhor do que falar na língua dele e na realidade que ele convive, desta forma fazer com que ele sinta maior vontade de participar, e é esse ponto que abordo na geografia com eles no meu cotidiano.

Anônimo disse...

As exigências do mercado de trabalho são cada dia uma grande preocupação para quem esta desempregado.Para os que desejam manter-se em seus empregos a busca de aperfeiçoamentos capacitações tem se tornado uma constante no cotidiano.
em um mundo cada vez mais globalizado, onde o intercâmbio entre as pessoas exige capacidades de comunicação que visam uma maior interação nas relações entre os sujeitos,falar e escrever é bem mais que juntar letras.É tornas aquilo que se pensa compreensivo para quem se quer dizer.Nas relações profissionais o grande diferencial esta naqueles que conseguem se comunicar melhor, pois não se trata apenas apenas de ler e escrever, mas sim de entender o que se ler e poder transmitir o conhecimento por suas próprias palavras,pois no mundo corporativo, a comunicação é a alma do negocio.As pessoas se comunicam por telefone,pessoalmente,por cartas e hoje em dia principalmente por e-mail.Todos esses meios de comunicação necessitam de um bom conhecimento deda língua portuguesa para que haja um entendimento pleno da mensagem.

*A língua espanhola é tida como uma língua quase universal no mercado de trabalho.Hoje o Espanhol é fundamental para muitos profissionais, principalmente aqueles que trabalham com negociações entre o Brasil e países latino-americanos.Com o ensino da língua espanhola nas escolas, teremos as próximas gerações bem mais preparadas para o novo mercado de trabalho que se anuncia.
Prof.Rosangela Lobato

Unknown disse...

Em se tratando da área das ciências da natureza e suas tecnologias, tem-se feito uma abordagem da parte histórica, analisando a cultura e pensamentos de épocas diferentes, incentivo à leitura, sugestões de livros, revistas, sítios para pesquisa e filmes. Com relação as tecnologias aborda-se os tópicos relevantes das descobertas, suas evoluções, como as máquinas, desde a máquina a vapor até os carros mais modernos, computadores, eletroportáteis, pesquisas espaciais, lançamentos de satélites e naves espaciais para efeito de pesquisa e para uso nas telecomunicações, enfim. A energia que os move e promove o seu funcionamento, e a necessidade do uso de fontes de energias renováveis para um melhor equilíbrio ambiental e uma melhor qualidade de vida das pessoas.
Quanto ao mundo do trabalho a abordagem é mais relativa, enfatizando-se a responsabilidade, tomadas de decisões e atitudes.