ATIVIDADE COLETIVA CADERNO V
ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA
São Luís, 31 de janeiro de 2015
Caríssimos Gestores do Centro de Ensino
Cidade Operária II,
A partir do estudo e
da reflexão dos conteúdos contidos nos Cadernos do Pacto para o Fortalecimento
do Ensino Médio, no Centro de Ensino Cidade Operária II, a fim de otimizar as
nossas práticas pedagógicas e na esperança de mudanças e de podermos contribuir
com a melhoria do processo do ensino e aprendizagem em nossa escola, procuramos,
desde então, abraçar essa formação de forma voluntária. Em cada caderno as
abordagens dos temas sobre a educação, em especial a do Ensino Médio,
enriqueceu os nossos conhecimentos e durante esse período em que estudamos, aprendemos
muito. Por isso, estamos criando um canal para dialogarmos sobre as práticas da
nossa escola baseado no estudo do Caderno V, que propõe reflexões de itens sobre
Gestão democrática.
Quando se pensa em gestão democrática, são
apresentados muitos questionamentos, por isso a reflexão sobre esse tipo de
gestão, no âmbito do nosso local de trabalho e da comunidade na qual está
inserida a escola, o que motivou a redação desta carta.
Para compreendermos
melhor a nossa realidade escolar e analisar como estamos vivenciando e
colocando em prática a gestão democrática, buscamos detectar os pontos
negativos e positivos da gestão democrática desenvolvida na escola, isso nos
possibilitou saber em que precisamos melhorar.
Nessa análise feita
em um encontro da formação dos professores que fazem parte do programa de
estudo, o primeiro aspecto com o qual nos deparamos foi à necessidade de sabermos
qual a nossa verdadeira compreensão do conceito da gestão democrática. Como
devem atuar os elementos que fazem parte desse tipo de gestão? Conseguimos
fazer com que essa gestão aconteça em nossa escola?
A gestão democrática
envolve um trabalho conjunto e colaborativo de todos que estão dentro do espaço
escolar e dos que, mesmo fora desse ambiente, estão envolvidos na atuação da
escola na comunidade. Há uma relação direta entre obrigações, deveres e
direitos, a qual implica na colaboração dos segmentos envolvidos nesse processo.
Logo, chegamos à
conclusão de que não há mais espaço para um trabalho solitário e centralizador.
A participação de todos é fundamental. Nesse contexto, o gestor, o professor, os
funcionários, os alunos, os pais e a comunidade em geral são elementos
indispensáveis para a boa execução desse tipo de gestão. Todos possuem o seu
papel bem definido nessa grande família que é a comunidade escolar. Isso faz
com que a omissão ou a participação efetiva de cada um desses elementos exerça
influência no resultado final da boa gestão democrática: aprendizagem e
desenvolvimento dos estudantes.
Princípios como a
descentralização, participação e transparência exigem que todos os recursos
disponíveis na escola sejam bem administrados para que haja uma boa gestão,
sendo o gestor o colaborador que cuidará para que tudo funcione efetiva e
harmoniosamente.
A partir desse
primeiro entendimento e depois de muita reflexão, foi possível detectarmos
alguns pontos que precisam ser tratados com mais atenção.
O primeiro ponto é a
necessidade de que todos sejam protagonistas na elaboração, finalização e
execução do Projeto Político Pedagógico da escola. A autonomia e o compromisso
devem está presente em todos os segmentos através de um diálogo igualitário,
horizontal e equilibrado entre as forças que compõe a comunidade escolar, sem a
manipulação de nenhum dos segmentos. Também é urgente o cumprimento de tudo que
for proposto durante o processo. Embora já haja uma preocupação com a
mobilização de todos para sua elaboração, é fundamental existir uma maior
relação e integração deste projeto com o currículo. Além disso, a comunidade
escolar necessita vivenciar cada uma das propostas presentes nesse projeto.
Outro aspecto a ser
apontado é a ausência de uma equipe efetiva composta por um professor/coordenador
pedagógico (por área de conhecimento), psicólogo e assistente social. Esses
profissionais vão desafogar o excesso de responsabilidades acumuladas pela
gestão escolar e proporcionar a possibilidade de vislumbrar melhoras no
andamento do trabalho na escola. Certamente a escola terá um atendimento direcionado
aos alunos, aos professores e aos responsáveis dos alunos, com a detecção de
problemas e sugestões de soluções.
No turno onde existe,
apenas, o supervisor pedagógico, este não deve ser desviado de sua função para
que possa desenvolver, satisfatoriamente, as suas atividades. Sabemos que parte
desses problemas não são gerados pela gestão da escola, mas é necessário dar a cada
membro desta comunidade escolar a medida exata de sua responsabilidade. Embora
a escola continue “funcionando” sem a presença de um supervisor pedagógico, em
alguns dos seus turnos, a ausência desse profissional gera muitos outros
problemas como: falta de participação e envolvimento em um trabalho em equipe
dos professores; não cumprimento da maioria dos projetos pensados para a
escola, como o Projeto Ensino Médio Inovador; não atendimento de todas as
necessidades dos alunos; falta de estabelecimento de uma melhor relação entre
os outros segmentos da comunidade escolar.
Outro ponto a ser
apresentado é a atenção dada às verdadeiras necessidades dos alunos. Eles
também devem ser parte integrante na gestão democrática, por isso necessitam
receber uma melhor orientação sobre a atuação do Grêmio Estudantil para que
tenham mais autonomia e sejam mais atuantes. Além disso, deve-se observar que
eles possuem outras necessidades: uma biblioteca com a presença de um
bibliotecário para um melhor funcionamento e atendimento; implantação de um
refeitório; compra de equipamentos adequados para a prática das atividades
esportivas; melhor aproveitamento dos espaços da escola, durante a sua presença
na escola, com o desenvolvimento de projetos e atividades; continuação das
atividades do projeto Ensino Médio Inovador que já estão em andamento (como a
Banda Fanfarra), pois melhoram o desempenho dos alunos.
Com relação aos
professores é necessário que seja dado um tratamento igualitário para todos e,
também, seja criado um canal que proporcione o diálogo mais flexível entre
gestão e professores. Ainda é necessário dizer que é imprescindível que haja: a
criação de metas para melhorar a qualificação, participação e atuação deste
profissional; elaboração do horário de aulas de forma interdisciplinar e em
comum acordo com os professores; retorno aos professores do resultado das
avaliações, feitas pelos alunos e a gestão, sobre o seu trabalho; possuir salas
de aula com, no máximo, 35 alunos; horários definidos e regulares para os
professores da disciplina de Educação Física, a qual é garantida, por lei, aos
estudantes; estudo de elaboração de avaliação externa e interna, sob a
orientação de um profissional, para o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM e,
para um melhor preparo do aluno, é necessário que conteúdos básicos, como
português e matemática, sejam trabalhados, paralelamente, independentemente da
série onde seja necessário abordá-los.
Além de todos esses
aspectos apresentados, há ainda, outras sugestões a serem dadas como: Inclusão
no currículo de metodologias que melhorem o processo de preparação do aluno
para o ENEM, com a discussão entre os professores, objetivando um trabalho
conjunto; Inclusão do estudo da literatura maranhense, na grade curricular;
criar um espaço para que ex- alunos possam fazer
palestras motivadoras aos alunos que farão o ENEM; maior transparência a todos
dos recursos financeiros e materiais; uma resposta oficial com relação à
climatização das salas de aula e ao tratamento dado ao armazenamento dos
aparelhos de ar-condicionado e um melhor controle para que não haja desperdício
do lanche.
Finalizamos esta
carta, esperando que ela venha a ser o início do estabelecimento de um canal de
comunicação e que todos os aspectos e problemas apresentados sejam solucionados
em um trabalho conjunto, onde o respeito, a noção de direitos e deveres e a
participação colaborativa ajudem a concretizar, nesta escola, a gestão
democrática.
Atenciosamente,
Adriano Santos Gonçalves
Edmilson de Nazaré Filho
Glaubert Freitas Santos
Iole Cutrim Costa
Lígia Maria dos Santos Gomes
Loysianne Nascimento Araújo
Macilda Serra dos Santos
Marcio Cláudio de J. Ferreira
Maria da Piedade dos Santos Brito
Marlise Garcês Feitosa
Milton Almeida Costa
Reginaldo João Assunção Júnior
Ribamar de Jesus Silva Ramos
Rosângela Abreu Lobato
Ariston Chagas Apoliano
Célia Regina Duarte Silva
Edmilson de Nazaré Filho
José Ribamar S. Almeida
Lígia Maria P. Ferreira
Maria da Glória Barros
Ricardo Tajra de Figueredo
Sandra Regina Santos Ferreira
Vanda Maria Bastos
Vivaldo P. Cordeiro
Terezinha Pereira
Silva
Lucélia Nilma Rodrigues
Newton Monteiro Júnior
Marilú Moraes Araújo
Fabíola Vieira Silva Netto
Manoelina Moraes Apoliano


Nenhum comentário:
Postar um comentário