quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ATIVIDADE COLETIVA



ATIVIDADE COLETIVA CADERNO V 
ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA
 
 



São Luís, 31 de janeiro de 2015



Caríssimos Gestores do Centro de Ensino Cidade Operária II, 


A partir do estudo e da reflexão dos conteúdos contidos nos Cadernos do Pacto para o Fortalecimento do Ensino Médio, no Centro de Ensino Cidade Operária II, a fim de otimizar as nossas práticas pedagógicas e na esperança de mudanças e de podermos contribuir com a melhoria do processo do ensino e aprendizagem em nossa escola, procuramos, desde então, abraçar essa formação de forma voluntária. Em cada caderno as abordagens dos temas sobre a educação, em especial a do Ensino Médio, enriqueceu os nossos conhecimentos e durante esse período em que estudamos, aprendemos muito. Por isso, estamos criando um canal para dialogarmos sobre as práticas da nossa escola baseado no estudo do Caderno V, que propõe reflexões de itens sobre Gestão democrática.
 Quando se pensa em gestão democrática, são apresentados muitos questionamentos, por isso a reflexão sobre esse tipo de gestão, no âmbito do nosso local de trabalho e da comunidade na qual está inserida a escola, o que motivou a redação desta carta.
Para compreendermos melhor a nossa realidade escolar e analisar como estamos vivenciando e colocando em prática a gestão democrática, buscamos detectar os pontos negativos e positivos da gestão democrática desenvolvida na escola, isso nos possibilitou saber em que precisamos melhorar.
Nessa análise feita em um encontro da formação dos professores que fazem parte do programa de estudo, o primeiro aspecto com o qual nos deparamos foi à necessidade de sabermos qual a nossa verdadeira compreensão do conceito da gestão democrática. Como devem atuar os elementos que fazem parte desse tipo de gestão? Conseguimos fazer com que essa gestão aconteça em nossa escola?
A gestão democrática envolve um trabalho conjunto e colaborativo de todos que estão dentro do espaço escolar e dos que, mesmo fora desse ambiente, estão envolvidos na atuação da escola na comunidade. Há uma relação direta entre obrigações, deveres e direitos, a qual implica na colaboração dos segmentos envolvidos nesse processo.
Logo, chegamos à conclusão de que não há mais espaço para um trabalho solitário e centralizador. A participação de todos é fundamental. Nesse contexto, o gestor, o professor, os funcionários, os alunos, os pais e a comunidade em geral são elementos indispensáveis para a boa execução desse tipo de gestão. Todos possuem o seu papel bem definido nessa grande família que é a comunidade escolar. Isso faz com que a omissão ou a participação efetiva de cada um desses elementos exerça influência no resultado final da boa gestão democrática: aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes.
Princípios como a descentralização, participação e transparência exigem que todos os recursos disponíveis na escola sejam bem administrados para que haja uma boa gestão, sendo o gestor o colaborador que cuidará para que tudo funcione efetiva e harmoniosamente.
A partir desse primeiro entendimento e depois de muita reflexão, foi possível detectarmos alguns pontos que precisam ser tratados com mais atenção.
O primeiro ponto é a necessidade de que todos sejam protagonistas na elaboração, finalização e execução do Projeto Político Pedagógico da escola. A autonomia e o compromisso devem está presente em todos os segmentos através de um diálogo igualitário, horizontal e equilibrado entre as forças que compõe a comunidade escolar, sem a manipulação de nenhum dos segmentos. Também é urgente o cumprimento de tudo que for proposto durante o processo. Embora já haja uma preocupação com a mobilização de todos para sua elaboração, é fundamental existir uma maior relação e integração deste projeto com o currículo. Além disso, a comunidade escolar necessita vivenciar cada uma das propostas presentes nesse projeto.
Outro aspecto a ser apontado é a ausência de uma equipe efetiva composta por um professor/coordenador pedagógico (por área de conhecimento), psicólogo e assistente social. Esses profissionais vão desafogar o excesso de responsabilidades acumuladas pela gestão escolar e proporcionar a possibilidade de vislumbrar melhoras no andamento do trabalho na escola.  Certamente a escola terá um atendimento direcionado aos alunos, aos professores e aos responsáveis dos alunos, com a detecção de problemas e sugestões de soluções.
No turno onde existe, apenas, o supervisor pedagógico, este não deve ser desviado de sua função para que possa desenvolver, satisfatoriamente, as suas atividades. Sabemos que parte desses problemas não são gerados pela gestão da escola, mas é necessário dar a cada membro desta comunidade escolar a medida exata de sua responsabilidade. Embora a escola continue “funcionando” sem a presença de um supervisor pedagógico, em alguns dos seus turnos, a ausência desse profissional gera muitos outros problemas como: falta de participação e envolvimento em um trabalho em equipe dos professores; não cumprimento da maioria dos projetos pensados para a escola, como o Projeto Ensino Médio Inovador; não atendimento de todas as necessidades dos alunos; falta de estabelecimento de uma melhor relação entre os outros segmentos da comunidade escolar.
Outro ponto a ser apresentado é a atenção dada às verdadeiras necessidades dos alunos. Eles também devem ser parte integrante na gestão democrática, por isso necessitam receber uma melhor orientação sobre a atuação do Grêmio Estudantil para que tenham mais autonomia e sejam mais atuantes. Além disso, deve-se observar que eles possuem outras necessidades: uma biblioteca com a presença de um bibliotecário para um melhor funcionamento e atendimento; implantação de um refeitório; compra de equipamentos adequados para a prática das atividades esportivas; melhor aproveitamento dos espaços da escola, durante a sua presença na escola, com o desenvolvimento de projetos e atividades; continuação das atividades do projeto Ensino Médio Inovador que já estão em andamento (como a Banda Fanfarra), pois melhoram o desempenho dos alunos.
Com relação aos professores é necessário que seja dado um tratamento igualitário para todos e, também, seja criado um canal que proporcione o diálogo mais flexível entre gestão e professores. Ainda é necessário dizer que é imprescindível que haja: a criação de metas para melhorar a qualificação, participação e atuação deste profissional; elaboração do horário de aulas de forma interdisciplinar e em comum acordo com os professores; retorno aos professores do resultado das avaliações, feitas pelos alunos e a gestão, sobre o seu trabalho; possuir salas de aula com, no máximo, 35 alunos; horários definidos e regulares para os professores da disciplina de Educação Física, a qual é garantida, por lei, aos estudantes; estudo de elaboração de avaliação externa e interna, sob a orientação de um profissional, para o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM e, para um melhor preparo do aluno, é necessário que conteúdos básicos, como português e matemática, sejam trabalhados, paralelamente, independentemente da série onde seja necessário abordá-los.
Além de todos esses aspectos apresentados, há ainda, outras sugestões a serem dadas como: Inclusão no currículo de metodologias que melhorem o processo de preparação do aluno para o ENEM, com a discussão entre os professores, objetivando um trabalho conjunto; Inclusão do estudo da literatura maranhense, na grade curricular; criar um espaço para que ex- alunos possam fazer palestras motivadoras aos alunos que farão o ENEM; maior transparência a todos dos recursos financeiros e materiais; uma resposta oficial com relação à climatização das salas de aula e ao tratamento dado ao armazenamento dos aparelhos de ar-condicionado e um melhor controle para que não haja desperdício do lanche.
Finalizamos esta carta, esperando que ela venha a ser o início do estabelecimento de um canal de comunicação e que todos os aspectos e problemas apresentados sejam solucionados em um trabalho conjunto, onde o respeito, a noção de direitos e deveres e a participação colaborativa ajudem a concretizar, nesta escola, a gestão democrática.

Atenciosamente, 


Adriano Santos Gonçalves
Edmilson de Nazaré Filho
Glaubert Freitas Santos
Iole Cutrim Costa
Lígia Maria dos Santos Gomes
Loysianne Nascimento Araújo
Macilda Serra dos Santos
Marcio Cláudio de J. Ferreira
Maria da Piedade dos Santos Brito
Marlise Garcês Feitosa
Milton Almeida Costa
Reginaldo João Assunção Júnior
Ribamar de Jesus Silva Ramos
Rosângela Abreu Lobato
Ariston Chagas Apoliano
Célia Regina Duarte Silva
Edmilson de Nazaré Filho
José Ribamar S. Almeida
Lígia Maria P. Ferreira
Maria da Glória Barros
Ricardo Tajra de Figueredo
Sandra Regina Santos Ferreira
Vanda Maria Bastos
Vivaldo P. Cordeiro
Terezinha Pereira Silva
Lucélia Nilma Rodrigues
Newton Monteiro Júnior
Marilú Moraes Araújo
Fabíola Vieira Silva Netto
Manoelina Moraes Apoliano
 

 

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