Ensino Médio e Formação Humana Integral
Objetivos
do caderno I
- Contribuir para a reflexão a respeito da realidade atual
do Ensino Médio partindo de uma rápida retomada de suas origens e conformação
histórica no país;
- Apresentar
indicadores e informações de como a escola publica vem atendendo a população;
- Enumerar desafios a serem enfrentados.
Reflexão ( Vídeo The Wall - Pink Floyd)
Tradução da Música The Wall
Quando
crescemos e fomos à escola
Havia
certos professores que
Machucariam
as crianças da forma que eles pudessem
Despejando
escárnio
Sobre
tudo o que fazíamos
E os
expondo todas as nossas fraquezas
Mesmo que
escondidas pelas crianças
Mas na
cidade era bem sabido
Que
quando eles chegavam em casa
Suas
esposas, gordas psicopatas, batiam neles
Quase até
a morte
Não
precisamos de nenhuma educação
Não
precisamos de controle mental
Chega de
humor negro na sala de aula
Professores,
deixem as crianças em paz
Ei! Professores!
Deixem essas crianças em paz!
Tudo era
apenas um tijolo no muro
Todos são
somente tijolos na parede
Não
precisamos de nenhuma educação
Não
precisamos de controle mental
Chega de
humor negro na sala de aula
Professores,
deixem as crianças em paz
Ei!
Professores! Deixem essas crianças em paz!
Tudo era
apenas um tijolo no muro
Todos são
somente tijolos na parede
"Errado,
faça de novo! "
"Se
não comer sua carne, você não ganha pudim
Como
você pode ganhar pudim se não comer sua carne? "
"Você!
Sim, você atrás das bicicletas, parada aí, garota!
Atividade I
Para falar sobre a Educação no Brasil atual, deve estar presente também a Educação histórica neste país, pois foi a história, pela construção do saber nacional, pela experiência do homem vivido, que hoje temos e vivenciamos esta educação. A Educação sempre esteve voltada aos interesses do homem. Baseado nos índices da Educação Básica atual, e na construção da história da educação desde o Império até o período atual, expostos no caderno I, reflita e dê sua contribuição com possibilidades de práticas, a fim de melhorar esses índices no ano letivo de 2015 em nossa escola.

34 comentários:
Podemos concluir com o estudo que é possível mudar os índices atuais na educação brasileira mas,para que isso ocorra é necessário a intervenção no sentido de que haja aprimoramento do educando como pessoa humana,incluindo a formação ética, desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico tanto quanto a preparação e orientação básica para sua integração ao mundo do trabalho.Nesse sentido tem que haver necessariamente, na escola a integração entre gestão,família e professores.
Historicamente, o Ensino Médio no Brasil, caracteriza-se pela dualidade cultura x trabalho, onde os ideias e as práticas educativas na maioria das vezes refletem os interesses das classes dominantes.
Observa-se nas últimas décadas, avanços significativos no âmbito das políticas educacionais.Entretanto, ainda precisamos avançar bastante.
Indicadores sociais demonstram que o acesso ao Ensino Médio não acontece de forma igualitária e universal e essa oferta diversificada resulta em "distintas concepções e práticas de formação humana" ocasionando exclusão do acesso e da permanência na escola, assim como de outros direitos.
Dessa forma, para revertermos os índices desfavoráveis apontados pelo caderno em estudo, precisamos de forma coletiva a partir do disgnóstico da realidade, discutirmos, reelaborarmos e executarmos uma Proposta Pedagógica pautada na Formação Integral do sujeito que possibilite o desenvolvimento de todas as potencialidades necessárias para que o mesmo possa posicionar-se criticamente, emancipar-se e promover a superação da atual estrutura social geradora de desigualdade.
É evidente, que além do fazer pedagógico comprometido com a qualidade, é necessário investimentos na infraestrutura, formação e remuneração de professores dentre outras ações que viabilizem tal mudança.
Loysianne Nascimento.
Devido a limitação de caracteres vou dividir a postagem:
1ª PARTE
Para responder a Atividade I, inicialmente gostaria de tecer alguns comentários:
I- “Como afirma Celso Beisiegel (1974, p. 21- 22) existem dois sistemas paralelos de educação um para o povo e outro para as classes superiores, de nítidos contornos no ensino posterior ao primário. Os alunos provenientes da escola primária popular não tinham, também, acesso às escolas secundárias.” (Etapa I, Caderno I, Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, pág-09).
→ Mas, atualmente, ainda existem dois sistemas paralelos de educação um é a rede privada e outro é a rede pública. A primeira com um foco pré-estabelecido, uma meta formar vencedores, os melhores colocados, os melhores cursos. A segunda, sonhadora, e com tantos focos. Se, a pública estiver correta, por que a privada ainda não copiou a sua metodologia??
edmilson100@bol.com.br
edmilfrazao@gmail.com
2ª PARTE
II- “No item anterior, discutiu-se sobre a diversificação do EM, mas, como você sabe, além de diversificada, essa etapa educacional é desigual. Os poucos melhores posicionados na hierarquia socioeconômica estão na escola privada, cujo fim é aprovar seus alunos nos cursos mais bem reconhecidos das universidades públicas, reduzindo a formação humana à dimensão da continuidade de estudos (unilateralidade, ao invés de formação humana integral).” (Etapa I, Caderno I, Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, pág-31).
→ A rede pública não estaria criando uma clientela de Subserviência com a metodologia aplicada no EM? Ao se preocupar com tantas coisas ao mesmo tempo esquecendo do foco principal que seria a continuação dos seus estudos, numa ascensão vertical, no 3º Grau.
→ Será que um Bacharel de Direito, um Médico ou um Engenheiro, por não terem cursado em escola pública(EM) que se preocupa tanto em falar de formação humana e integral, não possuem essa visão? Será que durante o período de curso dentro de uma faculdade isso não se torne até mais intenso e compreensível?
→ Onde será que a maioria dos autores dessa obra, a qual estamos estudando, estudaram? Em escola públicas ou privadas?
edmilson100@bol.com.br
edmilfrazao@gmail.com
3ª PARTE
III- “Para isso, é fundamental garantir uma base igualitária para todos. Assim, o EM profissionalizante ou não, destinado a adolescentes, jovens ou adultos, urbano ou rural, diurno ou noturno, indígena, quilombola ou ribeirinho deve ser concebido a partir de uma concepção comum, igualitária. Evidentemente, as especificidades de cada um desses grupos (e de outros que seguramente existem e que não foram aqui contemplados) precisam ser consideradas no projeto pedagógico e na organização curricular, sem prejuízo da garantia da base comum, assentada na concepção de formação humana integral.” (Etapa I, Caderno I, Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, pág-33).
→ Por que a base comum tem que ser no EM?
→ Pois a base comum, aparentemente, estaria muito mais propícia no Ensino Fundamental, onde são vistas todas as disciplinas do EM, e o nível em que as disciplinas transferem os seus conhecimentos são muito mais compreensíveis, num nível mais aceitável, acessível, sem aquele aprofundamento, que por algumas vezes se realça no EM, e pode gerar uma antipatia por parte dos discentes que não possuem aptidão para uma determinada matéria.
IV- “Tal formação, caro professor da rede pública de educação, não pode centrar-se exclusivamente nos conteúdos voltados para o acesso ao ensino superior, quer seja o vestibular ou o ENEM, tampouco o foco pode ser a formação instrumental para o mercado de trabalho, centrada na lógica das competências para a empregabilidade. Ambas são mutiladoras do ser humano. Ambas são unilaterais ao invés de se apoiarem na omnilateralidade.” [ A omnilateralidade diz respeito à formação integral do ser humano, desenvolvido em todas as suas potencialidades, por meio de um processo educacional que considere a formação científica, tecnológica e humanística, a política e a estética, com vistas à emancipação das pessoas.] (Etapa I, Caderno I, Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, pág-34).
→ O que foi comentado no item II está aqui novamente. Será que todo conhecimento adquirido com o foco para prosseguir nos estudos, já não está embutido em si mesmo: a formação científica, tecnológica e humanística, a política e a estética.
→ Aparenta que o texto está focado nesse assunto (omnilateralidade), e que talvez nossa opinião não devesse fugir desse foco? Mas, e se foco da rede particular for o correto? E se a omnilateralidade no EM, não está fazendo na verdade é a escola pública sair do foco?
→ Já que o texto insistiu, em voltar a tocar no mesmo assunto, também bate-se na mesma tecla por aqui, e por que não aplicar omnilateralidade no Ensino Fundamental, apenas, e ainda melhora-la com mais qualidade.
edmilson100@bol.com.br
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Agora, respondendo a atividade I:
“Imaginemos, que com nossas opiniões vamos mudar o que já está pré-estabelecido.”
Resposta:
Para melhorar-se os índices da Educação Básica, principalmente no EM deveria-se aplicar um teste vocacional ao final do Ensino Fundamental, visando determinar a área de conhecimento que o discente tem mais afinidade. Isso faria com que cada discente fizesse no ensino médio as disciplinas que envolvesse sua área de aptidão de conhecimentos, o que fomentaria um maior interesse, participação, aprofundamento nos conhecimentos, criaria uma empatia com a disciplina e com os docentes, um aumento significativo no interesse e consequentemente diminuiria a evasão e aumentaria o coeficiente de rendimento dos discentes, que estariam muito mais preparados para entrarem numa universidade.
Pois, não adianta recursos multimídia para tentar transferir determinados conhecimentos para quem não tem aptidão nem interesse por eles. Pois quem tem aptidão por Artes, não adianta ter uma lousa digital, data show, e explicar funções trigonométricas para um docente que o resultado será o mesmo que fazer uma aula expositiva e dialogada num quadro com giz. O mesmo vale para um discente que tem aptidão por exatas e faze-lo ouvir uma aula de artes.
Ainda mais, imagine o quanto de tempo se perde, em coisas que jamais serão usadas, por quem não tem aptidão e não se importou em aprende-las apenas as suportou ou as “driblou” se assim pode-se dizer. Como por exemplo, os pedagogos que possivelmente tem uma grande participação nessa obra, se pudéssemos indaga-los sobre as aulas de físico-química, de logaritmos, de termodinâmica, se eles ainda se lembram de alguma coisa, se foi prazeroso em assistir essas aulas, como fizeram para, se livrar, passar nessas matérias.
Por isso, para o Em ter um salto de qualidade seria interessante cada um fazendo o que gosta, ou seja, dentro de sua área de aptidão.
→ Espero que tenha contribuído, aguardo criticas para que possa evoluir com elas.
→ Gostaria de agradecer por estar participando, e também pedir desculpas por possíveis erros de português, afinal, essa não é minha área de aptidão.
edmilson100@bol.com.br
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145Concordo com todas as explicações dos meus colegas. Primeiro quando se deve levar em consideração o aprimoramento do educando como pessoa humana, sua preparação básica para sua integração ao mundo do trabalho. E para que isso ocorra a família, gestão e professores devem caminhar juntos.Depois é comentado que além do fazer pedagógico de qualidade é necessário investir na infraestrutura, formação e remuneração dos professores , dentre outras medidas. Quanto ao teste vocacional no ensino fundamental maior, seria de grande valia pois evitaria que possíveis insatisfações surgissem no decorrer dos anos. O aluno estudaria já dentro de sua escolha profissional e com isso evitaria grande evasão na Escola. E o estudo seria mais prazeroso.
Os comentários acima citados foram da professora Piedade.
Por encontrarmos um material humano muito diversificado tanto culturalmente, como socialmente e economicamente na nossa escola a e ao mesmo tempo reconhecer essa grande desigualdade e não fechar nossos olhos a ela, logo estaremos prontos para fazer a grande transição, que será uma travessia delineada por nós professores. O projeto de formação humana integral propõe-se a superar a dualidade presente na organização do ensino médio, promovendo o encontro sistemático entre “cultura e trabalho”, como foi bem ressaltado por alguns professores. Para avançar nessa travessia, é fundamental o seu envolvimento nesse processo, lutando pela melhoria das condições de trabalho, incluindo remuneração e carreira e, ao mesmo tempo, apropriando-se criticamente dos conteúdos das novas DCNEM para que, juntamente com os demais colegas professores, seja possível contribuir coletivamente para a sua materialização no chão da escola.
Sabemos que os problemas que enfrentamos hoje na educação do Brasil tem como base a nossa história,afinal as escolas que existiam aqui no inicio faram criadas para a elite e não para o povo.De nada adianta teses,porcentagens,etc.Temos que trabalhar com a realidade,o que temos no dia a dia,são escolas sucateadas professores saturados,devido às péssimas condições de ensino,a verdade é que não somos ouvidos,as leis são criadas as mudanças no sistema educacional acontecem e nós professores temos que nos adequar.Para que a mudança real ocorra temos que ser ouvidos,na maioria das vezes a realidade pesquisada não condiz com a verdade,pois nem sempre quem pesquisa vivencia o que ocorre no chão da escola.Existe uma preocupação muito grande por parte do governo,hoje,em relação ao numero de alunos que estão no ensino médio,entretanto para que tenhamos alunos detentores de conhecimentos temos que ir lá na base e resolver os problemas que existem lá.Só assim teremos uma mudança satisfatória no Ensino Médio.Embora eu tenha lido o caderno preferi aqui falar o que sinto e vejo todos os dias.
A obrigatoriedade dos recursos públicos federais destinados ao Ensino Médio evidencia vontade política de ampliar e de melhorar esse importante nível da escolaridade básica brasileira.
Os professores terão papel fundamental no desenvolvimento de ações que estejam voltadas para a formação humana integral dos alunos do Ensino Médio, incluindo maior utilização dos recursos tecnológicos que a escola dispõem para dinamizar as aulas e propiciar aprendizagem de diversos conteúdos.
Os problemas da educação brasileira extrapolam os limites da sala de aula. O desempenho pífio revelado em avaliações internacionais se deve a uma combinação de falhas de educadores, governantes e famílias, na opinião de especialistas. Essas deficiências incluem erros de gestão, falta de recursos e pouca cobrança social por melhores resultados.
Outro problema vem também da carga horária dos professores, pois o professor ganha um salário pequeno, tendo que trabalhar mais turnos para ter um salário digno para atender as necessidades da sua família. Dessa forma aumenta seu número de alunos, atividades para corrigir, menos tempo para criar, projetar aulas melhores e dinâmicas, se tornando um grande sacrificio. Os professores na maioria das vezes, passam aquela aula chata de dar sono. Assim o rendimento da sua aula se torna consideravelmente baixo.
Lucélia
A história mostra que a educação brasileira surgiu pela necessidade de atender à elite social. No entanto, essa elite sempre teve condições financeiras para manter seus estudos no Brasil o em outro país. O mesmo não aconteceu com a classe menos favorecida que sempre foi privada de usufruir de qualquer tipo de direito, principalmente, direito à educação.
Hoje,depois de mais de 500 anos de história, a situação não mudou muito. As condições sócio-econômicas continuam favorecendo, apenas, a elite brasileira. Para que, após séculos de omissão, os problemas apontados nesse primeiro caderno sejam resolvidos é necessário solucionar os problemas sociais que criaram um abismo, cada vez maior, entre o ambiente de ensino e o brasileiro em idade escolar. Também não se pode esquecer que o desenvolvimento do sistema de ensino e evolução da educação no Brasil dependem de duas coisas: investimento e o fim da corrupção que está presente em diferentes níveis e setores dos serviços públicos.
O processo de formação da educação no Brasil, desde sua origem no período colonial, foi estruturada para atender os interesses elitistas, seja em relação ao acesso ou mesmo aos conteúdos. De certa forma, os anseios de uma classe dominante criaram, ou contribuíram,para a formação de um modelo excludente e que se solidificou ao longo do tempo; o caráter conteudista;a dificuldade de ruptura com modelos tradicionais (mesmo com o surgimento de tendências e escolas pedagógicas que pregam tal ruptura) e, sobretudo, a falta de dialogo com os os educandos para construção de estratégias curriculares e, porque não, metodológicas, tornaram as escolas presas a "moldes" ou "modelos" muito ultrapassados.Assim, como poderemos almejar certos avanços em nossas escolas sem perceber a importância da participação dos alunos no processo educacional? parece utópico, ou então estamos reproduzindo a cada ano, e confirmando que ainda somos (professores, diretores, supervisores...) o centro do processo educacional, reafirmando que a escola ainda reproduz o ensino voltado para vestibulares e outros concursos de acesso a outras etapas do ensino e esquecendo a função de formação humana com muitas faces e valores que deveriam ser somados ao processo (civismo e civilidade, criticidade aos direitos da pessoa humana, solidariedade dentre outros).
Em relação aos índices atuais temos que pensar logicamente em mudanças, mas não asseguraremos isso somente ampliando o tempo de permanência do aluno no espaço escolar,pois quando feito sem planejamento torna-se desgastante e pouco proveitoso. O diálogo entre as disciplinas, criando grupo de estudos sistematizados a implementação ou a reelaboração de projetos já existentes, os trabalhos de campo a criação de comissões entre os alunos dentro das áreas de afinidade (ciencia e tecnologia lingua estrangeira, cultura, desporto e lazer etc), são sugestões para que a nossa escola possa atacar os baixos índices e melhorar a participação dos educandos na construção de uma escola de formação verdadeiramente integral.
Marcio Claudio de Jesus Ferreira
A problemática do ensino médio, está atrelada muitas vezes a má qualidade do ensino na educação básica. Hoje temos inúmeros investimentos no ensino superior, outros no ensino médio, já na educação básica esses projetos são pífios, o que temos de projetos mais concreto é a busca da erradicação da analfabetização propriamente dita. O que adianta erradicar, se hoje nossos alunos recebem as piores notas em testes mundiais, pois, são considerados analfabetos funcionais, não conseguem interpretar gráficos, realizar contas básicas, ou interpretar textos. Enquanto o Estado não fizer um investimento como os países asiáticos na educação básica, seremos meros coadjuvantes de repetição de uma educação da elite, que quer um ensino publico de má qualidade, para praticarem o domínio sobre as classes menos letrada menos critica da realidade, em que tudo se conforma, e o Estado continue assim praticando a boa e velha política do pão e circo. Devemos mudar logo esse panorama nacional, para isso, requer uma mobilização da classe dos professores, da sociedades, exigindo mais investimentos, mais qualidade do ensino, melhores salários, enfim mais dedicação de todos nós e para todos nossos alunos.
Para melhorarmos os índices, levando-se em consideração que a educação brasileira era (ainda é) voltada para as elites que a constituem, faz-se necessário que os educadores tratem os desiguais de forma igual, proporcionando ao estudante aulas com a mesma qualidade que os estudantes da escola particular recebem.
Também precisa-se compreender o nosso educando como síntese de múltiplas determinações, seja cultural, política ou econômica e que,esse contexto, faz com que ele não se sinta como sujeito transformador da realidade que está inserido. Aliado a esse contexto, torna-se necessária a construção coletiva, orientado pelo docente,de um projeto de vida para cada estudante, pois verifica-se que, os mesmos não possuem tal projeto definido para o término da educação básica.
Outro fator que merece grande atenção é em relação as dúvidas que os estudantes trazem consigo, precisamos compreender que, as dúvidas são resultado de um processo em que houve ensino, mas que não houvera aprendizagem e que, ao revisitarmos aquilo que não fora aprendido, estamos proporcionando a verdeira aprendizagem significativa.
É necessário romper com o paradigma que os estudantes deveriam saber tal conteúdo porque o viram em séries anteriores. Ele não viu, tudo bem, o que vamos fazer para que ele possa se apropriar desse conhecimento que não fora adquirido?
Se reproduzirmos o que ele passara a maior parte de sua vida escolar ouvindo, estaremos apenas reproduzindo a mentalidade que apenas as elites tem direito a educação de qualidade.
"Lindas palavras sem bom exemplo não valem nada!"(São João Bosco)
Reginaldo júnior
Após a leitura do caderno e reflexão sobre os questionamentos colocados no mesmo pude perceber que existe uma preocupação atual para a melhoria do ensino médio nas escolas públicas, porém essa preocupação tem ficado apenas no papel, não tem efetivamente passado para a prática, que é o que realmente vai resolver ou pelo menos amenizar de forma significativa o problema.
Na minha opinião, para que haja uma melhora significativa no ensino médio em nossas escolas, é preciso uma maior interação entre teoria e prática, precisamos encontrar uma forma de tornar as aulas mais interessantes e mais reais para os alunos, mostrando a eles onde, quando e como irão aplicar os conhecimentos adquiridos na escola. Assim o interesse pelos conteúdos aumentará a partir do momento em que o educando reconhecer a importância em sua vida e a aplicabilidade de cada assunto estudado.
Para isso, eu sugiro mais trabalhos práticos, pesquisas, experiências científicas, mostras culturais e projetos que envolvam efetivamente o trabalho e a participação dos alunos. Só assim eles irão se sentir parte integrante da escola e sujeitos capazes de construir seus próprios conhecimentos. Acredito que estas ações desenvolvem a autoconfiança do discente e trás a ele um interesse maior em permanecer na escola, uma vez que ele encontra nela um ambiente favorável ao seu desenvolvimento integral.
Outra proposta que eu acredito ser interessante e viável, seria promover dentro da escola durante todo o ano letivo mostras, workshops, oficinas e exposições dos diversos cursos de nível superior através de parcerias com as universidades públicas e até particulares, para que os alunos pudessem ter contato e conhecessem um pouco de cada curso oferecidos pelas mesmas. De modo que quando esses alunos tenham subsídios para escolherem de forma mais consciente a sua carreira em nível superior. No meu ponto de vista isso também traria para o educando maior interesse no estudo e aprimoramento no seu desenvolvimento intelectual, uma vez que este aluno tenha um objetivo maior a ser alcançado.
Marilú Araujo.
Para uma educação de qualidade é preciso em primeiro lugar a participação da família.
Lígia fala...
Com base na leitura do texto referente ao fortalecimento do Ensino Médio destacamos a participação do sujeito da educação, digo, o aluno, pois acreditamos que buscando uma parceria entre professores e alunos, através de atividades feitas com os mesmos, é que farão surgir os elementos que possam vir a contribuir com o melhoramento dos conteúdos atrelados com o seu viver. Como isso seria feito? Seria feito através de oficinas, onde seriam sorteados temas livres ligados aos conteúdos trabalhados, por exemplo, a)pesquisas de erros ortográficos nas redes sociais; b) noção de cálculo, através de visitas, em centros comerciais da cidade; c) análise sobre sistema político-social em jornais, revistas e outras mídias, para que dessa forma o próprio aluno entenda o funcionamento da máquina governamental do seu país, consequentemente, da sua localidade.
Faz-se necessário lembrar que ao longo das leituras histórico, o aluno é visto como alienado, ou, distante da sua realidade, no entanto, com as oficinas, veremos a própria reflexão que o mesmo tem a oferecer, tendo em vista a sua visão de mundo. Dessa forma, possivelmente, teremos não só um ensino médio de qualidade, mas toda uma educação igualitária para todos.
Historicamente como vimos, a educação brasileira surgiu pela necessidade de atender à elite. Atualmente parece que não mudou muito, apesar de várias reformas ocorridas no âmbito do sistema educacional, ainda hoje estamos tentando mais uma vez adequar o fazer pedagógico as necessidades dos educando. Foi dito que “o ensino médio é o nó da educação básica”, porém digo que esse nó tem início lá no ensino fundamental onde os alunos não podem ser retidos e a seleção para o ingresso no ensino médio favorece algumas escolas e a maioria recebe os excluídos das escolas tidas como as “melhores” da rede. Penso que essa mudança deveria inicia desde o ensino fundamental, porém como não é o nosso objeto de estudo, acredito que deve haver maior conscientização por parte do educando enquanto ser beneficiado. E nós professores devemos “ compreender que a aprendizagem é um processo singular e social que ocorre de diferentes formas”.
Maria da Gloria Barros
No meu ponto de vista, a grande problemática do ensino no Brasil esta relacionada as questões orçamentárias mal aplicadas. As verbas existem, mas como elas são aplicadas que será a grande questão a ser resolvida, já que muito daquilo que é destinado não chega e não é aplicado da forma que deveria ser realmente realizado. É muito fácil exigir dos profissionais maior aplicação e desempenho, mas esquecem que não temos uma dedicação exclusiva e muito menos tempo de qualificação, os governantes exigem melhores profissionais, mas nem tempo pra fazer um curso de aperfeiçoamento conseguimos, haja visto que ultimamente a dificuldade de conseguir liberação para estudos é cada vez mais diminuída. Não dispomos de laboratórios ou bibliotecas adequadas, e fora estrutura física.
Mas outra questão tem relação com o fato do profissional de educação hoje em dia se sentir cada vez mais isolado, visto que muitos pais simplesmente nos relegam alguns papeis que seriam de sua responsabilidade. O aluno sem o devido acompanhamento da família tem se mostrado cada vez mais desinteressado, e isso tem refletido no seu desempenho escolar, bem como a falta da autoridade familiar tem de certa forma contribuído para o aumento significativo de problemas de comportamento e ate mesmo de violência nas escolas do país. Cabe a nós um reflexão sobre o nosso papel dentro de um processo de integração desses pais no processo de aprendizagem. Não podemos de forma alguma acreditar que todos os problemas da educação estão apenas em nossas mãos e que sozinhos teremos as soluções para eles.
Newton Junior
Terezinha
Para melhorar os índices no Ensino Médio é necessário que a escola organize uma proposta pedagógica que contemple as necessidades, aspirações, expectativas da comunidade interna(professor, aluno e equipe gestora) e externa (família e sociedade).Outra prática, é a metodologia adotada pelo professor que se constitui em ação para a efetivação da aprendizagem que deve contemplar formas diversificadas, favorecendo a formação do educando numa perspectivas dialógicas coerente com os objetivos propostos. É importante também oferecer aprendizado significativo com aulas dinâmicas, práticas e com uso de recursos didáticos diferenciados.
Acredito que para se ter um Ensino Médio de qualidade com índices produtivos é necessário que se tenha professores também de qualidade e escolas de qualidade. Professores de qualidade no meu entender são professores dedicados ao trabalho de aprender e de ensinar, ser pesquisador, ser totalmente voltado para a sua profissão. Mas este perfil de professor não é muito fácil de encontrar, pois a maioria dos professores não têm nem se quer tempo de preparar as suas aulas, já que estão trabalhando em mais de uma escola para ter condições de pagar suas contas. O governo deveria olhar para a situação salarial do professor e para as condições de trabalho, isto é, para as escolas, tornando-as escolas equipadas para o bom desempenho de professores e alunos.
Vanda Gomes.
SeuRiba.
A educação no Brasil sempre esteve pautada para a formação de um servidor da nação. Os debates e mudanças na sociedade têm ampliado está compreensão. Não temos uma nação homogenia e, portanto uma escola uniforme como se lê, ”..... nas escolas brasileiras, sabe que em nosso país não se pode falar no ensino médio (EM), mas nos ensinos médios, posto que o acesso a essa etapa educacional não é igualitário nem universal. p.26, cad.I.”
A partir desta premissa podemos pensar a educação com um momento de muitas possibilidades, sem um modelo ou receitas a ser seguida com um alunado com anseios que precisam ser escutados para o bom desempenho do seu aprendizado.
O professor tem de cada vez mais esta atualizada para atender a esta nova situação procurando diversificar as linguagens como prática de ensino procurando utilizar os conhecimentos prévios dos alunos (empíricos), para leva-los a um aprofundamento e aplicação dos conhecimentos científicos.
Torna-se, portanto, importante compreender que a aprendizagem é um processo singular e social que ocorre de diferentes formas.p.35,cad.I.
5Célia Regina disse...
As relevantes modificações sofridas
Por nossa sociedade no decorrer do tempo, dentre elas o desenvolvimento tecnológico e aprimoramento de novas maneiras de pensamento sobre o saber e sobre o processo pedagógico, tem refletida principalmente nas ações dos alunos no contexto escolar o que tem se tornado ponto de dificuldade e segurança entre professores e agentes escolares; resultando em forma de comprometimento do processo ensino aprendizagem.
Desta forma faz-se necessário a busca de uma nova reflexão no processo educativo, onde a escola passe a vivenciar essas transformações de forma a beneficiar suas ações, podendo buscar novas formas didáticas e metodológicas de promoção do processo ensino e aprendizagem com seu aluno, sem colocar com mero espectador dos avanços estruturais da sociedade, mais como instrumento motivador desse processo
Josué Gomes (CEMCOII) disse:
Hoje no Brasil temos um ensino médio que permeia princípios fundamentados no tecnicismo e também pretendendo formar cidadãos conscientes e participativos; em outra face propõe uma formação global e contínua do educando que visa como ponto forte o ingresso do aluno no ensino superior.Contrapondo à época colonial hoje não sendo exclusivamente papel da família vem cada vez mais perdendo força nesse processo de mudança, pois, a família torna-se cada vez mais impotente frente aos problemas da vida moderna e escola não tem mais êxito na formação dos seus alunos "jovens e adultos" deixando uma gama de pessoas à margem da sociedade.
Historicamente, A educação brasileira passa por vários períodos.
A Educação no período Pombalino estava atrelada aos interesses comerciais e baseado na fé,Pombal queria que educação servisse aos interesse do Estado.
No período Joanino não foi diferente,embora a educação brasileira com a chegada da família real,sofreu uma mudança.Nesse período são fundadas academias Militares,Escola de Direito e Medicina,a Biblioteca Real...,o Jardim Botânico e a escola de Engenharia do Rio de Janeiro.
Já no período Imperial é outorgada a primeira constituição brasileira,a qual no seu ART.179 dizia que a "instrução é gratuita para todos os cidadãos".Contudo O Brasil contava com uma população de 10 milhões e apenas 150.00 alunos alunos matriculados em escolas primárias.O direitos a uma educação de qualidade,nesse período ainda estava longe de ser alcançar,uma vez que,era grande o número de analfabetos.
Na primeira e segunda república,a Educação brasileira é seletiva,uma vez que, as poucas escolas de preparação profissionais existentes da época constituíram o ensino do "povo" e de secundária para alunos de classe mais elevadas.
Nos dias atuais o sistema educacional brasileiro,continua elitista e com seletivos,pois observamos que mesmo em escola pública há aquelas que são ditas como "melhores",portanto visada por quem pode pagar cursos preparatórios para concorrer a uma vaga na mesma,visto que a oferta é através de concursos.
Enfim a Educação sempre foi um processo duplo:primeiro ela significa a atividade que é desempenhada pelos os pais,visto que,são os primeiros educadores e depois são substituídos ou auxiliados pelos professores.Para uma educação de qualidade é necessário a participação de todos:Família,Escola e Sociedade.
Lucia Nascimento.
A preocupação com a educação esteve sempre ligada a formação profissional e a preparação da elite para continuar no poder. Foi assim com os padres jesuítas que instruíam os nativos para facilitar a sua doutrinação e ocorre até hoje, com os cursos (com bolsas) que mascaram a necessidade de escolas mais adequadas para os nossos alunos.
O vicio do discurso desatrelado da prática e da cidadania, transformou boas ideias em ações vazias que perpetuam as antigas atitudes, resultando em pouco ou nenhum avanço nas metodologias educacionais.
A nova sociedade, decorrente da revolução tecnológica e de seus desdobramentos na produção e na área da informação, apresenta características possíveis de assegurar à educação uma autonomia ainda não alcançada. Isso ocorre na medida em que as competências cognitivas e culturais são exigidas para o desenvolvimento da pessoa.
A proposta de educar tem como objetivo maior, fazer o indivíduo um ser mais completo, ou seja, ampliar seus horizontes para compreensão do mundo, valorizando os aspectos intelectuais e as suas possibilidades criativas, compreender mais intensamente seus sentimentos. Este processo permite uma liberdade que todo ser pode possuir quando entende minimamente o ambiente onde vive e os seus sentimentos. “É claro que o homem quer ser mais do que ele mesmo. Quer ser um homem total. Não lhe basta ser um indivíduo separado; além da parcialidade de sua vida individual, anseia uma plenitude que sente e tenta alcançar, uma “plenitude” de vida que lhe é fraudada pela individualidade e todas as limitações; uma plenitude na direção da qual se orienta quando busca um mundo mais compreensível e mais justo, um mundo que tenha significado” (FISCHER). E para isso é necessário que a educação se faça de modo a ter significado para quem aprende. Repassar conceitos sem que este tenha correspondência com a vida, torna as experiências vazias, sem relevância e sendo assim transforma-as em apenas sinais.
Sandra
Para mudarmos o rumo que tomou a nossa educação deforma geral muita coisa precisa ser feita disso todos sabemos, mas, também sabemos que poucos têm interesse em fazer ou deixar que seja feito e daí ficamos sempre na mesma, dando voltas e mais voltas, sem nenhuma visão real de uma luz no fim do túneo.O que realmente é lamentável.
Para mudarmos o rumo que tomou a nossa educação deforma geral muita coisa precisa ser feita disso todos sabemos, mas, também sabemos que poucos têm interesse em fazer ou deixar que seja feito e daí ficamos sempre na mesma, dando voltas e mais voltas, sem nenhuma visão real de uma luz no fim do túneo.O que realmente é lamentável.
Bem, o ensino público precisa de atenção imediata, como estrutura digna para professores e alunos, material didático confiável, professores bem qualificados e remunerados,uma atenção maior paro o ensino fundamental, porque ali inicia o caminho.
Incentivar também os pais a participarem ativamente na vida escolar de seus filhos.
ROSANGELA LOBATO
A transformação começa dentro de cada um de nós e acontece pelo engajamento,de forma consciente,na necessidade de se buscar novos conhecimentos que fundamentem a prática
pautada por reflexão crítica.
O Mote continua sendo o Ensino de Qualidade,a Formação ou Educação Integral,em meio a tanta desigualdade e fragmentação cultural,sócio-econômica e até cognitiva,onde os menos desiguais tem mais oportunidades e os "outros'adentram o "funil" da concorrência onde poucos se salvam.E como se isso não bastasse,as Leis que dizem garantir a Formação ou Educação Integral têm se tornado inócuas,pois carecem de fluidez,pragmatismo.Eficácia mesmo.Não que as propostas e Leis criadas e aprovadas pelos congressistas sejam ruis,pelo contrário,são bem intencionadas.Então onde está o gargalo que as torna não exequíveis? Outras causas devem existir,uma entendo primordial,que a falta de envolvimento,participação daqueles que são os verdadeiros atores,protagonistas do processo que são os professores,alunos e a comunidade escolar.Cremos que dessa forma as demandas,os anseios serão ouvidos ,considerados e cobrados,porque todos vamos nos sentir partícipes do processo,já que não se concebe formação integral humana (cidadã) deixando de contemplar de forma efetiva,esse público que se pretende atingi,nas áreas de saúde,segurança alimentar,saneamento básico,tecnologia e da cultura.Dessa forma a escola enquanto polo gerador de formação e extensão,com o apoio das esferas governamentais,poderá transpor seus muros e preconceitos indo até a comunidade,às famílias,já que sem a participação delas não há formação que resista.Não haverá PNE que mude esse panorama.Precisamos encontrar um meio de trazer as famílias à Escola não apenas nas reuniões esporádicas.O vídeo recomendado, tratou de forma enfática essa interação,essa parceria.Findo ressaltando que nós professores devemos ficar atentos para que no nosso fazer pedagógico,não caiamos na armadilha conteudística centrada no preparo para o ensino superior e nem na formação para o mercado de trabalho.Ambas são mutiladoras do ser humano.Nisso concordamos inteiramente com o texto.
Segundo a LDB 9394/96 a “educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”.
Por isso, quando se fala em educação remete-se à prática social, uma vez que o educando é o agente de cidadania na sua comunidade. Os níveis hierárquicos na formação escolar nada mais são do que as etapas em que os estudantes passam em sua vida, sendo o Ensino Médio o momento em que há maturação do cidadão e um maior aprofundamento nos conteúdos, além da preparação para atuar, profissionalmente, no espaço em que vive e prosseguir nos estudos.
No entanto, o que se observa no Brasil é uma disparidade entre educação de ricos e pobres, onde aqueles mais abastados prosseguem nos estudos e ocupam os altos cargos e os provindos das instituições de ensino público, numa parcela considerável, são marginalizados.
Para combater isso, os profissionais de educação, agentes mais próximos dos alunos, devem conscientizá-los de que a Educação é um dos mais importantes direitos sociais adquiridos ao longo do tempo e através de muita luta; isto por que é o caminho para a melhoria nas condições de vida do cidadão, uma vez que o torna consciente de sua própria condição dentro da cidade.
Quando a educação pública de qualidade é negligenciada pelo Estado, nega-se a própria cidadania.
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