A "Educação Proibida"
Nos
últimos anos, várias tendências surgiram como o pano de fundo de muitas
políticas educativas no Ocidente.
Como vimos, em 1979, a ópera rock do Pink Floyd,
“The Wall” que foi dividida em três partes - “Parte I” (Memórias), “Parte II”
(Educação) e “Parte III” (Drogas) – causou grande repercussão. Principalmente a
“Parte
II”, que é um protesto contra a educação escolar rígida, em geral e internatos,
em particular. A temática abordada, levou a música a ser banida na África do
Sul, depois da canção ter sido adotada por simpatizantes de um boicote de
âmbito nacional que protestava contra desigualdades raciais na educação. A canção tornou-se então profética. A imagem do professor dada pelo vídeo, apesar
de caricatural, retrata já a forma como era compreendida a educação e o papel
dos professores no mundo ocidental.
Em
1990, a Conferência Mundial sobre Educação
para Todos, realizada na cidade de Jomtien, na Tailândia, forneceu
definições e novas abordagens sobre as necessidades básicas de aprendizagem,
tendo em vista estabelecer compromissos mundiais para garantir a todas as
pessoas os conhecimentos básicos necessários a uma vida digna, visando uma
sociedade mais humana e mais justa.
O ideal da Educação para Todos tem
acompanhado a humanidade ao longo dos últimos séculos, sobretudo, a partir da
época moderna. Naquele contexto a ascensão da visão de uma cidadania universal
proclamada pela burguesia em contraposição aos privilégios feudais da Idade
Média, representou também a ascensão da ideia de educação universal. Segundo
Saviani (2003, p. 38), “a burguesia, classe em ascensão, vai se manifestar como
uma classe revolucionária, e, enquanto classe revolucionária, vai advogar a
filosofia da essência com um suporte para a defesa da igualdade dos homens com
um todo”, e “é sobre essa base de igualdade que vai se estruturar a pedagogia da essência”.
A ideia central da burguesia, a
“pedagogia da essência”, estava centrada na necessidade de consolidação da nova
ordem: “Escolarizar todos os homens era
condição para converter os servos em cidadãos, era condição para que esses
cidadãos participassem do processo político, e, participando do processo
político, eles consolidariam a ordem democrática, democracia burguesa, é obvio,
mas o papel político da escola estava aí muito claro. A escola era proposta
como condição para a consolidação da ordem democrática” (SAVIANI, 2003, p.
40).
Com
a consolidação desta nova ordem burguesa, e, consequentemente, da própria
burguesia como classe dominante, “a
participação política das massas entra em contradição” com os seus próprios
interesses. Neste momento, em substituição a “pedagogia da essência” a
burguesia vai propor a “pedagogia da
existência”, segundo o qual “os homens
não são essencialmente iguais: os homens são essencialmente diferentes, e nós
temos que respeitar as diferenças dos homens (...), há aqueles que têm mais
capacidades e aqueles que têm menos capacidades; há aqueles que aprendem mais
devagar; há aqueles que se interessam por isso e os que se interessam por
aquilo” (SAVIANI, 2003, p. 41). Esta visão das diferenças entre os homens
acabou conferindo a “pedagogia da existência” um caráter reacionário, pois, utilizava-se
da ideia do diferente com um fim de justificar e legitimar as desigualdades, a
dominação, a sujeição e os privilégios.
O Brasil, para atingir o objetivo da
proposta de Jomtien, iniciou o processo de “Educação para Todos”, com a
implantação da Nova LDB, da Emenda Nº 14/96, que criou o Fundef, dos novos
Parâmetros Curriculares Nacionais e das novas Diretrizes Curriculares Nacionais
que configurou a focalização da nova política educacional de universalização do
ensino.
Em 2007,
o Ministério da Educação no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação –
PDE criou o Programa Mais Educação, realizado por meio de parcerias entre a
esfera federal e governos estaduais e municipais, para propiciar o aumento do
tempo de formação a um número cada vez maior de alunos. A legislação mais
recente do Programa Mais Educação (Decreto 7.083 – 27/01/2010) delibera, em seu
Art. 1: §1º, que a educação básica em tempo integral será considerada como
“jornada escolar com duração igual ou superior a sete horas diárias”.
Estudiosos
dessa questão diferenciam três tipos de tempo utilizados na aprendizagem
escolar:
- 1º) Refere-se
ao número total de dias e horas do calendário escolar, o que inclui tempos
instrucionais e não instrucionais como os recreios, contraturno, reforço
escolar, projetos, cursos, etc;
- 2º) Diz
respeito ao tempo de classe dedicado especificamente ao estudo ou à tarefa,
descontado o tempo que se emprega para passar a lista de chamada, distribuir
materiais etc.;
- 3º) Refere
ao tempo comprometido com o estudo autônomo (por exemplo, na “tarefa de casa”),
aos períodos em que o aluno se concentra em materiais que não domina
totalmente.
Uma
política efetiva de educação integral não se traduz, apenas, em aumentar o
tempo de escolarização, mas requer mudar a própria concepção e o tipo de
formação oferecido aos futuros cidadãos. Uma jornada de tempo integral não pode
eliminar o tempo doméstico a que a criança e sua família têm direito.
Seguindo
esta mesma linha, em 2008, a Conferência Internacional de Educação em Genebra,
defende uma educação mais inclusiva,
onde diz que o caminho para um futuro de convivência pacífica, de respeito
recíproco e de enriquecimento através da conciliação dos dons de diferentes
culturas e tradições começa "pela
educação de todos". Esta educação deve ter em conta as exigências de
cada pessoa e em particular as dos pobres e dos mais vulneráveis, de pessoas
portadoras de deficiência, de jovens que vivem em áreas rurais e centros
urbanos, de jovens e adultos sem qualquer discriminação.
Mas, o
grande dilema é: Como enfrentar as desigualdades sociais, culturais e
econômicas em nosso país com uma educação ainda centrada no século XX? Como
adequar uma Educação Integral mais humana a nossa realidade proposta no Pacto
do Ensino Médio, onde deveremos levar em conta a vulnerabilidade social, a pobreza
e a exclusão? Como levar em conta o perfil e as exigências de cada pessoa?
Se
fôssemos ao século XIX e trouxéssemos um médico para um consultório ou uma sala
de cirurgias no século XXI, ele não saberia o que fazer, dadas as enormes
mudanças que ocorreram na medicina desde então. Se fizéssemos a mesma coisa com
um professor, ou seja, lhe colocássemos numa sala de aula no século XXI, ele
calmamente poderia pegar o giz e sair escrevendo no quadro negro, sem nem notar
a mudança de tempos.
O formato construído para responder as necessidades da
sociedade industrial que surgiu há uns 200 anos atrás, está caracterizado por
uma hierarquia rígida, vertical, com classes obrigatórias, currículos
com disciplinas que muitas vezes estão distantes da realidade dos
alunos e estimula a competição e que não se preocupa com o aluno enquanto
pessoa humana. Sem falar que é uma estrutura que não estimula a criança a
aprender, criticar, refletir e desenvolver sua criatividade. Portanto, é um sistema
falido e ultrapassado que necessita ser repensado.
Apresentar diferentes propostas que possam responder aos
nossos dilemas e que podem ajudar a alimentar um debate importante sobre as
bases que sustentam este modelo de escola, que já não atende mais as exigências
de nossa sociedade e que já vem sendo discutido há muito tempo, será o primeiro
passo.
Em
2012, um filme viral circula livremente pela internet desde sua estreia. O
longa-metragem, já foi visto mais de cinco milhões de vezes no YouTube e
baixado outras cinco milhões. Tanto sucesso parece vir exatamente dessa
constatação de que as formas educativas que nos moldam há tempos merecem, no
mínimo, uma revisão.
É o documentário
argentino “A Educação Proibida” de Germán Doin Campos, que se propõe a
questionar as lógicas da escolarização moderna da América Latina e a forma de
entender a educação, mostrando diferentes experiências educativas não
convencionais, propondo a necessidade de um novo modelo educativo.
Tanto
o documentário quanto a Educação Humana Integral proposta no Pacto pelo Ensino
Médio espera que o educando durante a sua formação, enquanto ser livre, possa
conhecer a realidade fora dos muros da escola, e que possa voltar e
compartilhar essas verdades, fazendo da sala de aula um ambiente rico, de troca
de saberes, para que outros alunos que ainda não saíram da sua “caverna” possam
perceber como é amplo esse mundo de conhecimentos, e como ele fica mais
compreensível se desvendado de forma coletiva. Torna-se necessário também o
entendimento de que é preciso entender a realidade vigente para transformá-la
de forma positiva para nós. Como sabemos, existem escolas de todos os tipos,
com mais ou menos tecnologias, formando cidadãos de todos os tipos, com
personalidades, interesses e classes sociais distintas para suprir a demandado
mercado de trabalho. Porém o que pode se observar e que todos estão inseridos
dentro de um sistema mal projetado.
Por
isso, apesar de alguns momentos tediosos e utópicos, o documentário ganha um
sentido de urgência e de importância, pois nos faz refletir sobre o papel da
escola nos dias atuais, e, como já foi dito, para que essa reflexão aconteça, o
filme nos mostra várias experiências educativas e experiências não
convencionais que mostram a necessidade de um novo modelo.
Vale
a pena assistir para um posterior debate. Para nós brasileiros,
o filme é muito pertinente, não porque a realidade cultural e socioeconômica da
Argentina é muito parecida com a do Brasil, mas porque seu foco recai sobre uma
realidade ocidental e latina da educação vigente.
Atividade
II – Caderno I
O tópico
03, do referido caderno, tem como base as novas DCNEM, na qual afirma o direito
à educação, à formação humana integral e o dever do Estado na sua oferta
pública e gratuita a todos, com princípios educativos na cultura, no trabalho e
na tecnologia, a fim de garantir a competência técnica, ética e o
direcionamento para melhorias coletivas. No mesmo caderno no tópico quatro, as
pesquisas nos apresentam indicadores da nossa realidade funcional.
Mediante
essa compreensão, como desenvolver propostas de enfrentamento na escola que
supere as dificuldades?
34 comentários:
Garantir Educação Igualitária para desiguais é um bom exercício de reengenharia pedagógica.È mais pé na estrada do que fundamentos teóricos.
adriano
Adriano(CEMCOII)
historicamente a educação sempre fio tratada com descaso pelo governo brasileiro,no período imperial e notório a limitação do acesso ao saber, a pequena pacela que se beneficiou desse saber veio da aristocracia brasileira. a medida qe o ensino foi se popularizando hove a dualidade da escola dos mais pobre e a escola dos mais ricos.atualmente percebi-se diferenças no ensino púplico e privado das instituições brasileiras onde essa apresenta melhor qualidade do aprendizado.
o ensino púplico apresenta diferenças quanto a qualidade dependendo das esferas do poder público(Municipal;Estadual e Federal)essa má distribuição de recursos destinado a educação é um dos principais fatores que elevam os baixos índices do ensino-aprendizagem
O Ministro Mercadante frisou que:"Se não resolvermos a questão da alfabetização,todo o processo de aprendizado posterior fica comprometido".Na "mosca".Mas na mesma entrevista diz que o maior está Ensino Médio.Pela sua premissa parece que tropeçou.Não existe nó maior,existe sim,o nó de cada fase.Não adianta desatar somente nó do EM enquanto os outros persistirem.Não é de bom siso legar ao EM o dom de desatar nó.Tentando contribuir para uma desatada exequível a curto e médio prazo é que propomos:1)Adequação da grade curricular respeitando nossas peculiaridades,mormente do ensino Noturno;2)Enxugar o rol de disciplina para o ensino noturno,priorizando Língua Portuguesa,Matemática e ciências.Redefinir o tempo na escola e horário de entrar e sair.3)Implantar o Cartão Eletrônico,no sentido de disponibilizar mais tempo ao fazer pedagógico.4)Investir na melhoria da infraestrutura físico-pedagógico,quantitativa e qualitativamente,no que diz respeito a laboratórios,bibliotecas,quadra poliesportiva,auditório e saneamento básico.5)Rever o quantitativo alunos/sala, acima de 35 torna a mediação precária,dificultando até mesmo a mobilidade.6)Planejar formação continuada de acordo com a demanda da comunidade escolar.8)Valorização dos profissionais da educação tanto no aspecto da qualificação,apoio instrumental e logístico quanto a uma remuneração digna que lhe permita também ser "integral",como a educação deve ser.9)Colocar na pauta do dia a Meritocracia compartilhada,inclusive com alunos.10)Exortar os governantes para que entendam que aumento na taxa de matrícula não é sinônimo de melhoria na educação.
Historicamente, no Brasil, inúmeros movimentos sócio-políticos
contribuíram para a construção de uma concepção ampla de educação, que
incorporasse a articulação entre os níveis e modalidades de ensino, bem como
os processos educativos ocorridos fora do ambiente escolar, nos diversos
momentos da prática social. Portanto cabe ao governo promover diretrizes e definir parâmetros para qualificação de professores e o direito á formação integral com qualidade.
A história tem mostrado que a educação, da forma e nas condições que está sendo posta em prática, dificilmente permitirá chegar ao resultado esperado. O modelo de educação que sempre houve no Brasil atende de forma eficaz os alunos das classes média e alta da sociedade, pois esses alunos só necessitam ocuparse dos estudos, não vivenciam os vários e complicados problemas sociais que são a realidade dos alunos das classes baixa e miserável.
As escolas públicas estão funcionando como um depósito prejudicado por diferentes fatores, entre os quais estão:
>carência de estrutura física adequada das escolas públicas;
> salas de aulas lotadas por causa do número insuficiente de escolas;
> carência ou ausência de recursos materiais, financeiras e de pessoal;
Esses são alguns fatores de uma lista numerosa de problemas que inviabilizam a concretizacao de projetos ou a mera execucao de qualquer boa ideia ou teoria educacional que venha melhorar o quadro da educação brasileira.
O primeiro passo para que essa situação mude deve ser o respeito que deve ser dado ao aluno, pois este deve ser visto como uma pessoas e não como mais um número nas estatísticas, as quais ajudam a conseguir verbas que não são gastas com o aluno. Também é necessário que sejam construídas mais escolas, que sejam nomeados mais professores qualificados, que diminua a quantidade de alunos nas salas de aula para que haja mais qualidade no processo ensino-aprendizagem, menos desvios de verbas públicas, mais investimentos, etc.
Em questão de educação brasileira é preciso recomeçar do zero.
Atividade II
“No item anterior, discutiu-se sobre a diversificação do EM, mas, como você sabe, além
de diversificada, essa etapa educacional é desigual. Os poucos melhores posicionados na hierarquia socioeconômica estão na escola privada, cujo fim é aprovar seus alunos nos cursos mais bem reconhecidos das universidades públicas, reduzindo a formação humana à dimensão da continuidade de estudos (unilateralidade, ao invés de formação humana integral).”
(Etapa I, Caderno I, Atividade II, Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, pág-31).
RESPOSTA DA ATIVIDADE:
“Imaginemos, que com nossas opiniões vamos mudar o que já está pré-estabelecido.” (Do começo ao fim do curso e/ou do DCNEM).
Que dificuldades?? Todo projeto é bem elaborado, passa por vistorias e é aprovado por uma comissão. Dentro desse projeto já está embutido o seu objetivo, que ora, convenhamos, é bem diferente do projeto da escola privada.
E do jeito que foi elaborado, está cumprindo o seu foco, criando uma clientela de Subserviência dos discentes de escolas públicas em relação aos da escola privada.
O projeto está correto, dentro do seu propósito, o que falta é coragem e ombridade para que seus autores assumirem o erro de terem elaborado algo que vai contra nossa realidade, e fazerem outro igual ou melhor do que das escolas privadas pois este sim, está dando certo.
Pois observem, mudanças e adaptações a esse projeto, sem fugir do seu escopo, já foram feitas diversas vezes, esse curso é mais uma delas.
Por isso a escola não pode entrar em contrassenso, remar contra a maré. O mundo é capitalista, globalizado e consequentemente de altíssima concorrência.
É preciso mudar a consciência dos discentes. Nas salas de aulas devemos preparar vencedores e não meramente participantes.
→ Espero que tenha contribuído, aguardo criticas para que possa evoluir com elas.
→ Gostaria de agradecer por estar participando, e também pedir desculpas por possíveis erros de português, afinal, essa não é minha área de aptidão.
edmilson100@bol.com.br
edmilfrazao@gmail.com
A verdade é que existe uma grande distância entre o que se fala e o que se faz.O que vemos na atual conjuntura são indivíduos cursando o ensino médio em busca de um certificado para entrar no mercado de trabalho,seja ele técnico ou não.O conhecimento é negligenciado sempre.O sistema separa o joio do trigo ,ou seja,os qualificados e os desqualificados.Entretanto existe um plano nacional de educação e erradicação do analfabetismo,que na pratica não serve para nada.A grande massa deveria entender que só existe um jeito de se mudar o gráfico da sociedade atual,que é sair da ignorância,através de uma consciência individual e coletiva,na medida em que esse individuo investe na sua qualificação.A lei faculta educação publica e de qualidade,o artigo terceiro ressalta"...dever do estado na sua oferta pública e gratuita a todos.. " Agora uma coisa é o que está na lei.Outra coisa é o que acontece na pratica.
Fala-se muito em na elaboração de um plano político pedágio , preservando as particularidades de cada local, comunidade, classe social. No entanto, PPP que é elaborado, no começo do ano letivo , as vezes não é cumprindo, ou por parte da dedicação dos docentes ou na maioria das vez ele é polido pela secretaria da educação. Esta impede a autonomia nas escolas, muitas vezes impondo projetos que não condiz com realidade escolar. Com, isso nossos alunos não se vêm atuantes nesse processo, e se sentem cada vez mais destimulados, é necessário, inserir logo nossos discentes na elaboração e na manutenção de projetos que com objetivo de melhorar o ambiente escolar.
Célia Regina disse...
Na definição de propostas devem ser consideradas fatores humanos, econômicos, políticos, sociais e tecnológicos. Propomos que existam três frentes de ações. A gestão, os professores, pais, alunos e comunidade.
Acreditamos nesse sentido que os principais pontos para a construção de um projeto político - pedagógico com intuito de melhor gerar uma organização escolar seriam: Avaliação de toda equipe, pautada na harmônia entre as ações dos elementos do grupo, muito importante para conseguir bons resultados.
As propostas devem considerar não só os conteúdos voltados para o ingresso noa cursos superiores, para o ingresso no mercado de trabalho, mas, sobretudo, a valorização de conteúdos que propiciem a todos que estejam cursando o Ensino Médio, uma completa leitura de mundo a fim de que esses indivíduos possam integrar-se totalmente à sociedade.
A nossa preocupação sempre será um ensino de qualidade, como iremos realizar se não temos suporte para fazermos de fato de verdade a coisa acontecer. Se de um lado tem uma minoria brigando para que um milagre aconteça dentro da Educação, tem uma outra torcendo ao contrário, dizendo que nada que faça daqui pra frente vai dar certo . Então eu pergunto será que já estamos preparados estamos pra mudanças, ou estamos engatinhando em passos lentos em direção a uma mudança que parece que está longe de acontecer? Quem tiver a resposta, estou aqui pra acatar os seus comentários.Falasse muito no ensino particular de ótima qualidade em virtude de ter melhores condições para o alunado e os números de alunos são reduzidos e também a tecnologia é de qualidade. Por que não implantarmos no ensino brasileiro de uma forma generalizada para que no futuro estejamos agradecendo pela oportunidade que nos foi dada depois tantos questionamentos nos estudos e de nossas aflições diante de tanta indiferença tanto com o alunado como para o professor.Esperamos que num futuro bem próximo estejamos também desfrutando desse ensino de qualidade tão desejado e tão falado pela sociedade. Piedade
A nossa preocupação sempre será um ensino de qualidade, como iremos realizar se não temos suporte para fazermos de fato de verdade a coisa acontecer. Se de um lado tem uma minoria brigando para que um milagre aconteça dentro da Educação, tem uma outra torcendo ao contrário, dizendo que nada que faça daqui pra frente vai dar certo . Então eu pergunto será que já estamos preparados estamos pra mudanças, ou estamos engatinhando em passos lentos em direção a uma mudança que parece que está longe de acontecer? Quem tiver a resposta, estou aqui pra acatar os seus comentários.Falasse muito no ensino particular de ótima qualidade em virtude de ter melhores condições para o alunado e os números de alunos são reduzidos e também a tecnologia é de qualidade. Por que não implantarmos no ensino brasileiro de uma forma generalizada para que no futuro estejamos agradecendo pela oportunidade que nos foi dada depois tantos questionamentos nos estudos e de nossas aflições diante de tanta indiferença tanto com o alunado como para o professor.Esperamos que num futuro bem próximo estejamos também desfrutando desse ensino de qualidade tão desejado e tão falado pela sociedade. Piedade
Desculpe-me pelos erros e concordância e também por ter enviado duas vezes. Eu ainda não me adaptei com a máquina.Piedade.
Josué Gomes ( CEMCOII)disse:
A educação do Brasil tem ao longo de sua história sofrido transformações: passando de uma obrigação familiar para uma obrigação do estado nos dias atuais. Durante este trajeto vem acumulando valores e perdendo outros que culminam em sua incapacidade de cumprir o seu papel principal que é de preparar o aluno para a vida social com competências inerentes as exigências atuais.
Para termos uma educação de qualidade com índices de positivos é necessário um conjunto de medidas que vão desde incentivo e acompanhamento do aluno como também uma nova visão sobre a real importância do professor como agente formador e sujeito partícipe deste processo; merecedor de melhores condições de trabalho e um salário digno possibilitando-lhe assim maior satisfação no exercício de sua função.
Ligia fala:
“Oh! Pacato Cidadão!
Eu te chamei a atenção
Não foi à toa, não
C'est fini la utopia
Mas a guerra todo dia
Dia a dia, não”.
(Pacato Cidadão,Skank .Compositor: Samuel Rosa E Chico Amara)
Segundo as novas DCEM, o ensino médio e um direito social de cada pessoa e dever do Estado na oferta pública e gratuita a todos (art.3,p.32.)
Porem, nos deparamos com as mazelas da atual realidade do ensino público em nosso país. Escolas com estruturas físicas de péssima qualidade, salas superlotadas, docentes mal remunerados e insatisfeitos com a situação em que desempenham os seus trabalhos em sala de aula.
Muitos dos nossos colegas de profissão acreditam que este estado de coisas é algo sem solução, este, desanimo com certeza perpassa ao nosso aluno, que também vive em uma sociedade castradora que o tempo todo o cobra por bons resultados como: boas notas na escola, cursar bons cursos (direito, medicina, engenharia, etc) ou ingressar no mundo do trabalho onde tenha um bom salário, uma boa casa, boas roupas de grife, etc.
Somente assim este jovem será respeitado e terá um bom lugar nessa sociedade.
Como fazer para fugirmos dessa mesmice, tão entranhada em nosso cotidiano.
Acreditamos que somente a formação humana integral e igualitária para todos fará vivermos em uma sociedade verdadeiramente democrática e consequentemente teremos jovens menos alienados e preparados para a vida.
SeuRiba.
"O nosso maior erro é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes."
Albert Einstein
Através do dialogo democrático procurando através do estudo e debate das questões principais que perpassam a vida escolar. A educação no Brasil sofre os reflexos das mudanças estruturais que vem ocorrendo principalmente a partir da década de 90. A escola mantem o seu papel de formar cidadãos para servir aos interesses do Estado é preciso mais investimentos na formação dos professores, gestores e funcionários para que estes possam se capacitar para atender aos interesses de um alunado que precisa ser mais participativo na sua vida escolar. A sua pratica através do dialogo democrático e que poderá contribuir para a sua formação com um ser humano capaz de questionar e propor soluções para as questões principais que apareçam durante a sua trajetória seja na escola na sua comunidade ou mesmo na sua nação.
" Acreditamos que a Educação está proibida. Não por culpa das famílias , das crianças ou dos docentes. Todos proibimos a Educação. Cada vez que você escolhe olhar para outro lado, em vez de escutar. Cada vez que escolhemos a meta, em lugar do trajeto. Cada vez que deixamos tudo igual, em vez de experimentar algo novo. Seja professor, seja aluno, seja pai, seja quem for, ajude-mos... A Educação tem que avançar, tem que crescer, tem que mudar. Encontrar-nos com os outros, conhecer e explorar suas experiências, trocar ideias e levá-las a nossa realidade".
No que diz respeito à resolução dos problemas existentes no Ensino Médio é complicado e difícil se apresentar uma proposta que os resolva de forma imediata e eficaz, uma vez que a maioria desses problemas aparecem no ensino desde as etapas de base. Porém sabemos que é necessário que se faça alguma coisa com urgência para mudar este quadro, pois de nada adianta apenas ficarmos no âmbito da discussão e não partirmos para a prática.No meu ponto de vista deveria haver uma reformulação geral no sistema educacional do Brasil. Algo que realmente tornasse o ensino realmente igualitário, sem distinção de classe social ou qualquer outro tipo de diferenciação. As escolas públicas deveriam ter a mesma qualidade das melhores escolas particulares, com todos os recursos e condições de trabalho por elas oferecidas. Concordo com meus colegas no tocante da grande quantidade de alunos em uma sala de aula, isso atrapalha até mesmo nas escolas particulares, quando estas por interesse financeiro superlotam as turmas causando várias dificuldades no desenvolver do processo ensino-aprendizagem.Precisamos também externar estas questões para que a sociedade como um todo possa se mobilizar e cobrar dos governantes medidas que possam sanar essas dificuldades, como mais respeito e valorização pelos profissionais da educação e pelos alunos que merecem um ensino de qualidade.
“Se estimula muito as crianças a competirem entre elas. Os melhores alunos tem reconhecimento, tem prêmios. Aquelas crianças que não se saem bem nos exames são chamadas à atenção. Em muitos casos nem sequer são levadas em conta. Todo mundo fala de paz, mas ninguém educa para a paz. As pessoas educam para a competição e a competição é o princípio de qualquer guerra. O que faz com que o estudante fracasse na escola? Não é o estudante quem fracassa, é o sistema que está mal planejado. É que as reformas educacionais atuais em voga, em muitas partes, estão mal enfocadas. As nossas escolas não são mais do que espaços de tédio e aborrecimento. É preciso que vejam a caricatura que tem que acabar. É um professor em frente a um quadro ditando, copiando aulas, em pleno século 21, isso não tem sentido”.
Lucélia.
Afirma-se que “o Ensino Médio é um direito social de cada pessoa, e dever do Estado na sua oferta pública e gratuita a todos” (Art. 3º), porem acrescentaria nesse artigo a palavra qualidade é o que falta, e é essa qualidade que estamos buscando, pois constatamos que não é possível termos qualidade de ensino em salas superlotadas, professores insatisfeitos com sua remuneração e com a situação em que desempenham os seus trabalhos em sala de aula. Essa insatisfação e desânimo dos professores perpassa
muitas das vezes aos alunos, que por sua vez vivem seus próprios conflitos de realidades distintas, alguns tem que se dividir entre a escola e o subemprego, outros entre a escola regular e o curso técnico e ainda temos os que não fazem nem uma coisa nem outra e mesmo assim não sentem o menor interesse em estudar. Como esses alunos poderão competir com os alunos de escolas particulares que são estimulados desde a alfabetização a só estudarem para obterem bons resultados, cursar bons cursos (direito, medicina, engenharia, etc). Essa competição é desleal.
Podemos dizer que é difícil mudar essa realidade, mas não é impossível. Acredito ainda na pedagogia de projetos envolvendo toda a comunidade escolar. Outra proposta também, como já foi citada, adequação da GRADE curricular respeitando as necessidades dos alunos e por que não fazer uma pesquisa de opinião com os próprios alunos para saber seus anseios e angustias? Afinal tudo está sendo feito em prol deles. E nós professores deveríamos compartilhar experiências bem sucedidas com os demais, pois assim poderemos avançar e alcançar nosso objetivo.
Dificuldades nas ações práticas correspondentes aos objetivos,levando à inexistente de uma compreensão democrática e,consequentemente,de uma prática democrática.A prática tem se pautado por costumes e tradições,desconsiderando a realidade concreta do cotidiano escolar,seu contexto socioeconômico e suas repercussões no processo ensino aprendizado,retardando a democratização do Ensino Médio(BRANCA p 33).
Sendo assim o acesso ao Ensino Médio torna-se mais difícil,caso não haja uma verdadeira redemocratização escolar.Pois quando observamos uma sociedade cada vez mais desigual e contraditória,a qual aliena e expulsa os jovens das salas de aulas,levando-os sem formação para o mercado de trabalho e algumas vezes torna-os vítimas das violências,tanto estrutural como por abando do sistema político-econômico.
Diante disso fica grande o desafio para educadores do Ensino Médio ter que atravessar um mar de descasos e de péssimas condições que enfrentam as escolas públicas do Brasil,utilizando somente o "Giz".
Enfim acredito ser a missão da educação ajudar cada individuo a desenvolver todo o seu potencial e tornar-se um ser completo,e não um mero instrumento da economia...(UNIÃO EUROPÉIA)ou seja,educar para adquiri conhecimento e ser protagonista da sua própria história. Lúcia Nascimento.
A educação brasileira concebida historicamente (em termos de qualidade e acesso)para uma minoria elitizada ainda mostra, em dias atuais, fortes indícios de uma organização curricular precária e em descompasso com os anseios sócio culturais dos educandos. Tal evidência é exposta em alguns pontos, que ao meu ver, são grandes entraves para o sistema educacional. Primeiramente a questão da meritocracia que fortalece e premia uma determinada "categoria" de aluno baseada em avaliações quantitativas e enfraquece cada vez mais o aluno que foge a determinados padrões quantificados através de testes universais, como se todos os alunos fossem (em todos os aspectos) iguais. Em segundo lugar a falta de dialogo entre as disciplinas que insistem em trazer a "aula de quadro e anotações" como recurso quase que exclusivo para as aulas e corroboram com a ideia de conhecimento particionado.
Com essa base, pensamos que universalizar o ensino e combater baixos índices requer um conjunto de mudanças que nem sempre podem ser atribuídas a uma hierarquia verticalizada de cima para baixo, o caminho pode ser o inverso; pode estar dentro da minha aula ou de qualquer outros colega. Não podemos conceber mudanças sem olhar para o cotidiano dos alunos, tampouco sem extrapolarmos os muros da escola (que numa concepção mais ampla não se restringe ao espaço físico a que estamos acostumados). Não podemos pensar em melhorar se estamos fazendo "vista grossa" para novas tecnologias e novos canais de informações, e o pior, tal negação faz parte do nosso discurso até mesmo de forma inconsciente.
Concorrer com o ensino privado ou mesmo perceber o mesmo como modelo, também parece ser um grande problema/desafio para nós, professores da rede publica; primeiro porque cairemos no reducionismo do ensino voltado para o ENEM e afins; depois nos encostaremos no discurso de vitimização por conta da estrutura física, o que acaba sendo mais um motivo (não de forma generalizada) para a baixa qualidade das aulas.
Ou agimos como células que podem se multiplicar de forma semelhantes ou sempre estaremos fadados a um conformismo velado e ao mesmo tempo capaz de um contágio irreversível.
Márcio Claudio de Jesus Ferreira
Devemos proporcionar ambiente de aprendizagem discente, compartilhando das responsabilidades com a família, valorizando as características individuais e coletivas de cada estudante.
Também faz-se necessário valorizar o que o aluno não aprendera em séries anteriores, proporcionando a este, mais uma possibilidade de retomada de seu aprendizado.
Nunca devemos dizer para nossos estudantes a expressão "Você não sabe?" pela expressão "Você não sabe AINDA!"
Reginaldo Júnior
É verdade, o sistema educacional brasileiro apresenta muitas dificuldades. Pouco incentivos para melhorias de espaço, de qualificação de seus profissionais e etc. No entanto, não é possível parar o processo educativo por causa disso. Não adianta apenas discuti as necessidades de mudanças é preciso colaborar com ações efetivas para elas acontecerem.
Para criar uma nova forma de pensar a educação de modo mais completo, onde todos têm os mesmo direitos e podem demonstrar suas habilidades sem correrem o risco de ser discriminada é importante atitudes novas.
A melhoria da educação esbarra na falta de recursos e no descaso dos governantes. Porém não se pode deixar de realizar um trabalho por não ter o material. Mesmo porque os alunos não podem esperar a conscientização política e social. Eles estão dentro da sala de aula, portanto deve-se desenvolver mecanismo para a sua educação. Mas, de modo algum estou levantando a bandeira do trabalho engendrado de qualquer jeito, de forma nenhuma. Só que a falta de recurso e formação inicial não podem tornar motivo para a inércia. Se não tem recurso, acabaram também as outras metodologias?
Cada dificuldade existente na escola só será superada se o plano de ação perceber, sem falsas utopias, a realidade educacional, não adianta começar pelo alto se a base não está firme. as pequenas ações efetivas já provaram ser mais eficiente do que palavras vazia.
Se pensamos que temos mais dificuldade do que benefícios, que os problemas ocorrem desde antes de eu ser professor e que tem pouco tempo, não saímos da prática gasta e sem utilidade prática.
Sandra
Sinceramente, não vejo como mudar o rumo que esta levando o EM sem olhar pro E.F. Menor e principalmente para a família, pois é lá que está a base de tudo, podem tentar o que quiserem,mas enquanto não levarem em conta as dificuldades que as famílias enfrentam pra manter seus filhos longe das drogas e da violência e tentar escondê-las nas escolas estaremos nadando contra a maré .tem que ser feito alguma coisa que dê à família a paz que ela tanto busca e merece para que seu filho tenha realmente um ensino de qualidade.
As DCNEM surgiram com o intuito de romper a dicotomia preparação propedêutica/preparação profissional e oportunizar ao sujeito uma formação integral de qualidade.Partindo desse pressuposto, torna-se necessário uma reorientação das práticas de ensino, da estrutura curricular e de investimentos eficazes que possibilitem aos professores melhores condições de trabalho.
É um processo que exige avaliação, reavaliação, continuidade e rupturas.Assim, mediante essa compreensão, destacarei a seguir algumas propostas de enfrentamento que considero necessárias para efetivação de uma formação humana integral e de qualidade.
1- Apropriação, discussão e implementação das DCNEM.
(...) Não há lei ou norma que possa transformar o currículo proposto em currículo em ação, não há controle formal nem proposta pedagógica que tenha impacto sobre o ensino em sala de aula, se o professor não se apropriar dessa proposta como protagonista mais importante".
2-Condições adequadas de trabalho.(nº de alunos,instalações e equipamentos,quadro funcional completo, material didático, etc)
3- gestão escolar democrática;
4- Currículo adaptado a realidade do aluno e as demandas sociais de modo contextualizado e interdisciplinar;
5-Alunos interessados e motivados;
6- Maior comprometimento da família;
7-Reavaliação das práticas dos profissionais que atuam na escola.
Vale ressaltar, que propostas por si mesmas não mudam as práticas, precisamos romper com o distanciamento que há entre o "querer" e a "ação", entre o que está "proposto" e a "prática".
"As coisas podem até piorar, mas precisamos intervir para melhorá-las".(PAULO FREIRE)
Loysianne Nascimento
Terezinha
Superar os problemas que enfrentamos na busca pela universalização do Ensino Médio não é tarefa fácil, mesmo porque alguns deles são de ordem cultural e suas soluções passam por uma mudança de comportamento e reflexão profunda de cada indivíduo sobre seu papel frente à sociedade. Para isso é necessário vencer vários desafios, o primeiro se encontra na permanência do aluno em sala de aula, essas ida e volta dar-se por vários motivos: falta de interesse pelo assunto abordado em sala de aula; conhecimento de conteúdo para compreender o que é ensinado; busca por um emprego para ajudar no orçamento familiar, etc. Segundo desafio é melhorar o desempenho dos alunos em relação às atividades propostas pelos professores e pelo governo. Então quando observamos um desafio desse nível no ensino médio, fazemos um questionamento de quem é a culpa? Tem culpados? A resposta está na participação de todos: escola, família e governo. Sem esse tri pé não resolvemos nenhum desafios e fica impossível avançar em busca de uma educação de qualidade.
vamos pensar um pouco na realidade de nossos alunos hoje em nossa escola,um grupo dorme nas últimas fileiras,um trio troca mensagens pelo celular,outros discutem sobre futebol e um pequeno grupo na frente se esforça para prestar atenção naquilo que nos aos berros tentamos dizer.E ai pensamos vou dar aula apenas para os que querem aprender.Quem não esta afim que saia.
Ai esta o nosso desafio como educador todos os nossos alunos sem exceção tem direito a educação.
Mas de quem é a culpa pela evasão?responsabilizamos o aluno pelo abandono é a sida mais fácil.Na verdade ,ele é o menos culpado.A própria escola colabora para agravar a evasão com os altos índices de repetência exercem um papel fortíssimo-longe de sua faixa etária original, o aluno se sente desmotivado a seguir aprendendo.
A miopia para enxergar o problema atrapalha,o desinteresse em sala,indisciplina e atos de violência
também são comuns.
Fica claro que a escola precisa olhar para si própria, uma providência essencial á atacar as causas da evasão.O acompanhamento eficiente da frequência,pois ajuda a mapear o problema e identificar os motivos das faltas.Dependendo da razão é possível
escolher a melhor forma de reverter o quadro:conversas com os pais e alunos,visitas ás famílias,aulas de reforço.Suspensão e expulsão não são eficazes,deve ter uma parceria e acolhimento essas medidas tem que ser discutidas em reuniões com todos os professores .Se a indisciplina é um dos motivos que levam a evasão não faz sentido punir o aluno impedindo que ele vá á escola.
ROSANGELA LOBATO
Se pensarmos que a educação no Brasil sempre foi vista como algo para as classes dominantes...basta lembrarmos no periodo colonial os mais ricos mandavam os seus filhos estudar na Franca e em Portugal, podemos perceber que ela nunca fez parte das prioridades seja do governo colonial, imperial ou muito menos republicano. O que vemos é que o baixo indice de aproveitamento e desenvolvimento de nossos alunos tem relação com a universalização da escola, recebemos todo tipo de aluno, seja ele com qualidades ou deficiencias. Mas vale ressaltar que nosso poder publico nao faz nada para diminuir essa diferença entre a escola dita privada e de elite, e nossa escola publica. Os proprios profissionais nao se sentem estimulados visto que somos engessados pela politica do governo com base na questao da inclusao acima de qualquer coisa, e nao verificamos que certas politicas deveriam ser mais especificas ao determinar como seria ou poderia ser feita esse processo. Defendo que pra melhoria o professor deveria ter uma dedicação exclusiva, mas que fosse oferecida as condiçoes pra que isso ocorresse.
Realmente o que vimos na nossa sala de aula são alunos bem diferentes e que as vezes não sabemos como lidar com estas diferenças. Tem aluno que assiste a aula e o professor, no caso eu, percebe que o mesmo não está entendo absolutamente nada, mesmo explicando várias vezes. Já tem outro que consegue sem entender com mais facilidade. Você acredita que é necessário sentar junto do aluno que não entendeu e explicar com mais um pouco de calma dando exemplos diferentes e buscando dele mesmo, ou seja, do próprio aluno estes exemplos para que o mesmo se familiarize com o assunto. Esta é justamente a minha sugestão para enfrentarmos o problema da aprendizagem. Mas em se tratando da situação vivida pelos professores e alunos, na qual exite horários para serem cumpridos, aulas para serem dadas, dificilmente o professor e o aluno terão esse tempo disponível para esta aula extra. Alguns professores dirão que isto pode ser feito durante aula. Pode e é feito. O professor explica, dar exemplos, repete várias vezes, faz exercícios e outros. Estou me referindo aos alunos que realmente têm problemas de aprendizagem e aos outros que não entenderam por causa de conversas e uso de celulares, por exemplo. Se é para ajudar, vamos ajudar a todos.
Vanda Gomes
São muitas as dificuldades enfrentadas na escola pública, tanto pelos professores e gestores quanto pelos educandos, isto devido ao índice considerável de violência nas escolas e nas áreas próximas, e também ao baixo rendimento dos estudantes, que muitas vezes não acompanham o ritmo dos conteúdos trabalhados em sala ou até mesmo porque já trabalham e têm pouco tempo para repassar o conteúdo.
Os tipos de violência sofridas ou praticadas pelos jovens são, em sua maioria, relacionadas ao uso de drogas. Para Maurício de Sousa “Violentas (são) as mortes por homicídios (assassinato), acidente, de trânsito e suicídio. Entre as causas dessa situação aterrorizante estão as drogas, as bebidas alcoólicas, a impunidade e o sentimento de imortalidade que o jovem muitas vezes tem”.
Outro tipo de violência muito comum nas escolas é o bullying, termo em inglês que significa a intimidação de alguém mais forte para com alguém numa situação inferior. Essa prática é recorrente e faz com que muitos alunos deixem a escola, dificulte a convivência em sala e o trabalho do professor.
Os dados negativos relacionados aos jovens brasileiros refletem-se na escola, uma vez que a mesma não está dissociada do meio.
Por isso, cada vez mais é imprescindível a relação entre as atividades realizadas na escola e o contexto social. Torna-se importante realizar projetos voltados para a conscientização dos alunos sobre a violência na escola, no bairro e a doméstica, onde os mesmos sejam os atores na elaboração e aplicação do estudo. Um exemplo já consolidado é o projeto desenvolvido em algumas escolas públicas sobre a Lei Maria da Penha.
Outro dado que não está nas pesquisas, mas deve ser considerado é que se o aluno não está na idade certa para a série - tendo baixo rendimento, se é o ator principal nos altos índices de violência e se precisa trabalhar desde cedo para se manter ou à sua família é por que já foi violentado pela falta de políticas públicas sociais eficazes ou pela corrupção desenfreada.
REFERÊNCIA:
SOUSA, Maurício de. Turma da Mônica Jovem - o jovem brasileiro corre perigo. Maurício de Sousa Editora, 2010.
São muitas as dificuldades enfrentadas na escola pública, tanto pelos professores e gestores quanto pelos educandos, isto devido ao índice considerável de violência nas escolas e nas áreas próximas, e também ao baixo rendimento dos estudantes, que muitas vezes não acompanham o ritmo dos conteúdos trabalhados em sala ou até mesmo porque já trabalham e têm pouco tempo para repassar o conteúdo.
Os tipos de violência sofridas ou praticadas pelos jovens são, em sua maioria, relacionadas ao uso de drogas, mas não é somente isso. Para Maurício de Sousa “Violentas (são) as mortes por homicídios (assassinato), acidente, de trânsito e suicídio. Entre as causas dessa situação aterrorizante estão as drogas, as bebidas alcoólicas, a impunidade e o sentimento de imortalidade que o jovem muitas vezes tem”.
Outro tipo de violência muito comum nas escolas é o bullying, termo em inglês que significa a intimidação de alguém mais forte para com alguém numa situação inferior. Essa prática é recorrente e faz com que muitos alunos deixem a escola, dificulte a convivência em sala e o trabalho do professor.
Os dados negativos relacionados aos jovens brasileiros refletem-se na escola, uma vez que a mesma não está dissociada do meio.
Por isso, cada vez mais é imprescindível a relação entre as atividades realizadas na escola e o contexto social. Torna-se importante realizar projetos voltados para a conscientização dos alunos sobre a violência na escola, no bairro e a doméstica, onde os mesmos sejam os atores na elaboração e aplicação do estudo. Um exemplo já consolidado é o projeto desenvolvido em algumas escolas públicas sobre a Lei Maria da Penha.
Outro dado que não está nas pesquisas, mas deve ser considerado é que se o aluno não está na idade certa para a série, se é o ator principal nos altos índices de violência e se precisa trabalhar desde cedo para se manter ou à sua família é por que já foi violentado pela falta de políticas públicas sociais eficazes ou pela corrupção desenfreada.
REFERÊNCIA:
SOUSA, Maurício de. Turma da Mônica Jovem – o jovem brasileiro corre perigo. Maurício de Sousa Editora, 2010.
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