A AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO
OBJETIVOS
- Apresentar os tipos de avaliação, as implicações para a
atividade docente e os aspectos da organização da escola;
- Reforçar a importância da integração entre a avaliação, o
projeto político pedagógico da escola e em consonância com as novas Diretrizes
Curriculares Nacionais para Ensino Médio.
ESTRUTURA DO CADERNO
- Tópico I: Avaliação
educacional: introdução
- Tópico II: Avaliação da
aprendizagem: algumas questões
- Tópico III: Avaliação e taxas de
rendimento: uma relação a ser problematizada
- Tópico IV: -
Avaliações externas: novos desafios e tensões
REFLEXÃO: AVALIAÇÃO ESCOLAR
O termo avaliar tem sido associado a fazer prova, fazer
exame, atribuir notas, repetir ou passar de ano. Nela a educação é imaginada
como simples transmissão e memorização de informações prontas e o educando é
visto como um ser paciente e receptivo. Em uma concepção pedagógica mais
moderna, a educação é concebida como experiência de vivências múltiplas,
agregando o desenvolvimento total do educando. Nessa abordagem o educando é um
ser ativo e dinâmico, que participa da construção de seu próprio conhecimento.
Nesse ponto de vista, a avaliação admite um significado orientador e
cooperativo.
A avaliação do processo de ensino e aprendizagem é realizada
de forma contínua, cumulativa e sistemática na escola, com o objetivo de
diagnosticar a situação de aprendizagem de cada aluno, em relação à programação
curricular. A avaliação não deve priorizar apenas o resultado ou o processo,
mas deve como prática de investigação, interrogar a relação ensino aprendizagem
e buscar identificar os conhecimentos construídos e as dificuldades de uma
forma dialógica. O erro, passa a ser considerado como pista que indica como o
educando está relacionando os conhecimentos que já possui com os novos
conhecimentos que vão sendo adquiridos, admitindo uma melhor compreensão dos
conhecimentos solidificados, interação necessária em um processo de construção
e de reconstrução. O erro, neste caso deixa de representar a ausência de
conhecimento adequado. Toda resposta ao processo de aprendizagem, seja certa ou
errada, é um ponto de chegada, por mostrar os conhecimentos que já foram
construídos e absorvidos, e um novo ponto de partida, para um recomeço
possibilitando novas tomadas de decisões.
A avaliação, dessa forma, tem uma função prognóstica, que
avalia os conhecimentos prévios dos alunos, considerada a avaliação de entrada,
avaliação de input; uma função diagnóstica, do dia-a-dia, a fim de verificar
quem absorveu todos os conhecimentos e adquiriu as habilidades previstas nos
objetivos estabelecidos. Para José Eustáquio Romão, existe também uma função
classificatória, avaliação final, que funciona como verificação do nível
alcançado pelos alunos, avaliação de output. Através da função diagnóstica
podemos verificar quais as reais causas que impedem a aprendizagem do aluno. O
exemplo classificatório de avaliação, oficializa a visão de sociedade
excludente adotada pela escola.
A Lei 9.394/96, a LDB, ou Lei Darcy Ribeiro, não prioriza o
sistema rigoroso e opressivo de notas parciais e médias finais no processo de
avaliação escolar. Para a LDB, ninguém aprende para ser avaliado. Prioriza mais
a educação em valores, aprendemos para termos novas atitudes e valores. A
educação em valores é uma realidade da Lei 9394/96. A LDB, ao se referir à
verificação do conhecimento escolar, determina que sejam observados os
critérios de avaliação contínua e cumulativa da atuação do educando, com
prioridade dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao
longo do período sobre os de eventuais provas finais (Art. 24, V-a). Devemos
nos conscientizar que aspectos não são notas, mas sim, registros de
acompanhamento do caminhar acadêmico do aluno. O educando, sendo bem orientado,
saberá dizer quais são seus pontos fortes, o que construiu na sua aprendizagem
o que ainda precisa construir e precisa melhorar.
Assim desenvolve a noção de responsabilidade e uma atitude
crítica. Para isso é necessário criar oportunidades para que pratique a auto-avaliação,
começando pela apreciação de si mesmo, de seus erros e acertos, assumindo a
responsabilidade por seus atos. Daí, a necessidade de uma educação dialógica,
abalizada na troca de ideias e opiniões, de uma conversa colaborativa em que
não se conjectura o insucesso do aluno Quando o educando sofre com o insucesso,
também fracassa o professor. A escola deve riscar do dicionário a palavra
FRACASSO. A intenção não é o aluno tirar nota e sim "aprender", já
que ainda existe nota, que ela possa ser utilizada realmente como um
identificador para o professor da necessidade de retomar a sua prática pedagógica.
A avaliação quando dialógica culmina na interação e no sucesso da aprendizagem,
pois o diálogo é fundamental, e o professor através dela se comunica de maneira
adequada, satisfatória e prazerosa com o aluno.
Rever o ponto de vista de avaliação é rever certamente as
concepções de ensino aprendizagem, de educação e de escola, apoiado em
princípios e valores comprometidos com a instituição de aluno cidadão. Quando
isso for colocado em prática a avaliação será vista como função diagnóstica,
dialógica e transformadora da realidade escolar.
Referencial: ALVES, N. & GARCIA, R.L. (orgs.) O sentido da escola.
Amélia Hamze
Profª FEB/CETEC e FISO
Profª FEB/CETEC e FISO
ATIVIDADE CADERNO VI - PARTE I (Individual)
A partir de sua formação (inicial e continuada), de sua
experiência docente e dos estudos do Caderno VI, reflita:
- Quais têm sido os seus maiores desafios no campo da avaliação
educacional?
- Qual sua concepção de avaliação e como ela se constituiu ao longo de
sua trajetória docente? Houve mudanças na sua forma de avaliar?


34 comentários:
A avaliação educacional para mim foi sempre uma questão complicada, pois da forma como aprendi (alguns anos atrás), a avaliação deveria ser somativa e quantitativa. Porém, sempre me questionei em relação a isso, acredito que a avaliação deva ser um instrumento para verificação do processo ensino-aprendizagem, uma forma de ver onde estão os erros ou a aprendizagem foi mais fraca, para que baseados nos resultados possamos rever a prática docente. Deste ponto de vista, a avaliação não pode ter o caráter citado anteriormente, centrada apenas no resultado dos alunos. Só que a realidade do nosso sistema de educação não nos permite fazer isso, uma vez que é cobrado o resultado final dos alunos medido em notas.
O maior desafio para mim tem sido justamente esse, o de juntar a necessidade de avaliar os alunos de acordo com que o sistema nos exige e levar também em consideração a prática docente.
Atualmente, após anos de experiência, eu compreendi que a avaliação não pode ser apenas uma forma de aprovar ou reprovar alunos, mas tem um objetivo maior que nos leva a rever a nossa prática e como os alunos estão reagindo a ela. A questão agora é fazer com que os alunos compreendam essa visão e cooperem com esse processo. Para tanto se faz necessário que haja uma reflexão contínua da prática avaliativa, e com isso a cada ano eu reavalio a minha forma de trabalhar e estou sempre buscando melhorar os mecanismos que uso para avaliar os alunos. A mudança precisa ser constante, pois a nossa prática educacional deve ser atualizada sempre.
A avaliação da aprendizagem sempre foi um dos grandes desafios dos educadores, seja por conta da heterogeneidade dos educandos seja por inadequação dos instrumentos avaliativos (quase sempre quantitativos). A avaliação da aprendizagem não envolve sujeitos vazios, sempre há um conhecimento prévio que, por geralmente não ser técnico enquanto conteúdo das disciplinas, acaba sendo desprezado no processo avaliativo. Global, gradativa, qualitativa; são palavras, que em nossa concepção de avaliação, não podem desvincular-se do referido processo.
A Educação Física, de modo particular, tem desafios peculiares como a aprendizagem motora que ultimamente vem perdendo força e deixando a questão da aptidão física e a aprendizagem do movimento como coadjuvantes. A disciplina em questão está ligada a conteúdos que façam o sujeito entender o movimento como fenômeno cultural (cultura corporal) e sua representatividade social. Desse modo, a avaliação na Educação Física Escolar ultrapassa aspectos meramente de performance e se preocupa com temas mais amplos de cunho social e critico.
Durante minha trajetória como professor desta área de conhecimento tive que mudar e me adaptar a essas novas tendencias percebendo que a disciplina Educação Física é muito mais do que um mundo biologicista ou tecnicista como a algumas décadas atras.
Iole disse:
No decorrer de quase vinte anos de profissão, muitas coisas mudaram, na verdade eu enquanto profissional fui me moldando. Avaliação para mim significa ver o resultado do meu trabalho durante o repasse dos conteúdos.Isso sob a ótica didática, entretanto avalio os meus alunos em todos os sentidos, desde o momento em que ele entra na sala de aula, até a hora que sai da escola. Pois acredito que educacionalmente devemos avaliar os alunos como um todo.As maiores dificuldades que tenho tido no campo da avaliação educacional, tem sido a falta de conhecimento dos conteúdos que antecedem à série que leciono, no caso o terceiro ano do ensino médio, pois em se tratando de Português, normalmente eles desconhecem às regras gramaticais básicas.Na minha opinião isso se deve a uma deficiência de aprendizagem das séries anteriores. Isso dificulta muito meu trabalho uma vez que, tenho de elaborar uma forma de ensina-los na revisão do início do ano conteúdos de uma vida escolar inteira.Além disso tem o fato de às famílias não participarem ativamente da formação desses indivíduos, ou por falta de interesse ou por não serem devidamente alfabetizados. Na verdade acredito que avaliar tem sido uma dos maiores desafios dos professores, afinal o que é bom para um aluno, pode não ser para o outro.Portanto as avaliações devem ser efetuadas de maneira coerente,visando sempre o conhecimento individual e coletiva das pessoas envolvidas,ou seja, tudo que envolve os alunos.
Analisando o contexto em que estamos inseridos, verifica-se como desafios para a avaliação discente, a zona de desenvolvimento proximal, visto que, devemos avaliar a cada dia, observando-se a evolução individual de cada aluno diante da situação inicial em que o mesmo se encontrava.
Na elaboração da avaliação escrita, devemos levar em consideração, o que o aluno aprendeu de fato para que possa ser cobrado. Se o professor sabe que determinado conteúdo, seus alunos não aprenderam, com qual objetivo poderá se cobrar numa avaliação? A avaliação deve ser entendida como o ápice do processo ensino-aprendizagem, não como um momento de acerto de contas ente professor e aluno.
Outro entrave que se verifica é referente ao ensino por competências. A sociedade atual exige que haja um aprendizado por competências, mas a escola ainda persiste na educação por conteúdos, esquecendo-se que os mesmos permeiam ao aluno o aprendizado por competências.
Hoje consigo compreender que a avaliação deve ser um momento prazeroso, nunca um acerto de contas, onde cada docente consegue visualizar o aprendizado de seus alunos e reavaliar e replanejar, com estratégias diferenciadas daquelas trabalhadas anteriormente, com o objetivo de promover a aprendizagem discente da maneira mais completa possível.
Devemos compreender o aluno como síntese de múltiplas determinações, sem tratá-los como seres passíveis de pena, ou algo do gênero. Devemos proporcionar o melhor para que cada um possa se tornar protagonista de sua própria história, rompendo os paradigmas em que estão inseridos por causa da situação em que se encontra.
Reginaldo Júnior
Avaliar a nossa forma de avaliação nos remete a varias reflexões. Como estamos ensinando, qual a tendência pedagógica que mais nos influencia e qual o nosso compromisso (objetivo) com a aprendizagem, quais as condições que temos para a nossa prática, dentre outras. Estamos “ensinando e de repente aprendendo”, como queria Guimarães Rosa? Ou apenas estamos cumprindo o “nosso dever”! São muitas as indagações que me apareceram ao ler o caderno VI e que me remetem a pensar os desafios no campo da avaliação educacional.
Como pratica tenho feito uma avaliação diagnostica e avaliações formativas, mais com deficiências (constatação a partir dos estudos).Pretendo realizar uma avaliação diagnostica com base em estudos que possa contribuir para conhecer melhor os alunos (os hábitos e habilidades dos alunos, potencial e deficiências),para isso estuou estudando trabalhos sobre abordagem qualitativa de cunho etnográfico como a da professora Elis Betânia Guedes da Costa disponível em http://www.faculdadedoserido.com.br/revista02/artelis.pdf, e a partir deste e outras contribuições poder entender como posso melhorar o ensino e como posso avaliar melhor os alunos. Pretendo aplicar avaliações formativas e somativas, como coloca Regina Cazaux, em avaliação do processo ensino aprendizagem.
Mais sem querer ficar nas reclamações penso que o numero de alunos por sala, a quantidade de turmas que temos para avaliar( e turnos para trabalhar), são questões que temos que utilizar estratégias para podermos sair de uma avaliação apenas burocrática e contribuir para uma avaliação qe contribua para pensamos como melhor o aprendizado e assim contribuir para o aprendizado e formação dos alunos e alunas como coloco Paulo Freire, . “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.”
Avaliação de aprendizagem para mim sempre foi um problema muito grande. Poque na minha época , foi sofrida e estressante, porque avaliava-se apenas o conteúdo para se ter noção se o aluno tinha realmente aprendido. Não se dispunha de livros para o aluno, não tinha bibliotecas para uma pesquisa enfim aprendia-se aquele conteúdo ensinado pelo professor. Até as avaliações teriam que ser a copia original do conteúdo oficial do professor, caso faltasse uma vírgula a resposta estava errada. Avaliação tornou.se para mim o bicho papão da escola. Como professora procurei com o decorrer dos tempos , mudar a minha maneira de avaliar meus alunos.Avaliar atualmente é observar o que meu aluno yem a oferecer durante o período de convivência com ele.De acordo com o sistema educacional devemos avaliar o aluno nos seus projetos, em seus relatórios, em suas apresentações de trabalhos,em apresentações de seminários, nos conteúdos, nas participações,na assiduidade, no interesse, em fim a todo momento, para que as pessoas envolvidas neste processo de ensino sejam capazes, num futuro próximo fazerem sua História.
Sempre compreendi a avaliação como uma das muitas etapas necessárias a conseguirmos atingir o objetivo final que é o aprendizado do aluno. Ao longo da minha vida docente e das formações que participei, tive a oportunidade de ver muitas formas diferentes de utilização da avaliação no processo de ensino e aprendizagem. Partiu de um mero instrumento para atribuir notas e verificar as quantidade de alunos que lograria a aprovação e, hoje, além da inclusão do conselho de classe, a avaliação é feita levando-se em consideração o aluno no seu todo, já não mais só um número, é uma pessoa que está inserida em um contexto e possui necessidades e dificuldades diferentes dos colegas.
Na disciplina que leciono a maior dificuldade que encontro é conseguir mostrar a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos na vida do aluno. Dai vem os outros problemas no processo de ensino e aprendizagem. Como muitos alunos não acreditam que a disciplina seja importante, também não levam a sério a maioria das atividades que proponho em sala de aula. Trabalho diferentes forma de avaliação e sempre estou buscando outras formas de avaliar meus alunos. Já consegui muitos progressos, mas são os alunos que, ainda, oferecem resistência ao estudo e aprendizagem da disciplina que me traz preocupação.
A avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho docente, que deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem. Por meio dela, os resultados que vão sendo obtidos no decorrer do trabalho conjunto do professor e dos alunos são comparados com os objetivos propostos, a fim de constatar progressos, dificuldades e, também, reorientar o trabalho docente. Assim, a avaliação é uma tarefa complexa que não se resume a realização de provas e atribuições de notas. A escola não pode estar desvinculada da vida, do mundo que a rodeia, mas tem de estar em sintonia com a comunidade e com o tempo em que vivemos. Logo, a escola responsável não ensina a memorizar, mas a refletir, fazer relações entre dados, informações e idéias, desafiar o senso comum, aprender a pesquisar, saber trocar idéias, ou seja, aprender a aprender aprendendo. Na nossa sociedade, reservamos às escolas o poder de conferir notas e certificados que, atestam o conhecimento ou a capacidade do indivíduo, tornando assim imensa a responsabilidade de quem avalia. A avaliação é comumente, acompanhada de dúvidas, incertezas e, muitas vezes, de incoerências. A avaliação é uma reflexão sobre o nível de qualidade do trabalho escolar tanto do professor como dos alunos.
Lucélia.
I-O maior desafio no campo da Avaliação Educacional, especificamente, a Avaliação da Aprendizagem, é romper com a cultura da avaliação seletiva e classificatória. As práticas avaliativas que se mostram dominantes, ainda são, baseadas nos resultados quantitativos para efeito de aprovação e reprovação, embora haja evidências de iniciativas que caminham em direção divergentes de tais práticas.
Vale ressaltar, que a formação profissional inicial, nem sempre fornece subsídios necessários, para que haja mudanças nesse sentido, muitos professores, ainda avaliam seus alunos da forma como foram avaliados, daí a importância e necessidade de constantemente buscarmos mecanismos e nos apropriarmos de saberes necessários para refletirmos sobre nossas práticas e se necessário for reorientá-las.
Segundo Luckesi, avaliar não é somente verificar o que o aluno aprendeu, implica muito mais: mudança de atitude, postura, significa novo modo de ser e viver, etc.
II-"A Avaliação configura-se sempre em relação a algo, necessita de uma referência, um Projeto Político Pedagógico, que é o horizonte a ser atingido, em função do qual a avaliação tem sentido". Para tanto, torna-se necessário que a concepção de avaliação e os princípios que a norteiam, bem como seus critérios e instrumentos sejam discutidos, analisados e definidos coletivamente, considerando "estudantes e professores como sujeitos e protagonistas do processo".
III- Para a efetivação de uma cultura de avaliação que vise a inclusão e o sucesso de todos, torna-se necessário analisar todos os aspectos intra e extra escolar que influenciam o processo, e não somente culpar o professor pelo fracasso do aluno.
Desse modo, torna-se necessário compreendermos, analisarmos e implementarmos as três dimensões básicas da Avaliação: Avaliação da Aprendizagem, Avaliação Institucional e Avaliação Externa. As duas primeiras, embora tenham objetivos distintos, são necessárias e indissociáveis, pois favorecem a tomada de decisões, o planejamento e redirecionamento de ações e o aprimoramento do processo ensino e aprendizagem.
Loysianne Nascimento
Desde a minha formação inicial, sempre compreendi a avaliação como um processo, como algo inacabado, que não termina em um único momento. Realizo observações ( e análises) de todas as atividades que os alunos realizam durante cada período. Dessa forma, o aluno é avaliado em vários aspectos, em todos os períodos, o que evidencia, aqui, o caráter democrático da avaliação.
Sempre considerei a avaliação como um aspecto relevante no processo de ensino e também no processo de aprendizagem. Coloco em prática a avaliação considerando as funções da mesma: diagnóstica, formativa e somativa. Procuro, sempre, observar a avaliação da aprendizagem em seu caráter educativo, detectando os erros e os acertos, assim como, proporcionando aos alunos, condições para que os mesmos possam analisar seu processo, suas ações, enfim, sua trajetória no Ensino Médio.
O maior desafio no processo da avaliação educacional é romper com a mesmice que teima em usar parâmetros que só servem para nivelar os alunos como se fossem mera estatística, através de testes que não avaliam o real aprendizado e não respeitam a autonomia dos alunos.Tende a ser apenas classificatória, oque não oportuniza um ensino de qualidade.Para Luckesi(2006),a avaliação é um ato amoroso,acolhedor,interativo e inclusivo e não uma forma de julgamento.Deve ser vivenciada,de forma partilhada com o aluno,que deve fazer parte desse processo como sujeito e o meio em que vive.No meu ofício como professor lido com o processo avaliativo de forma processual,considerando o contexto tanto quanto possível de cada um,sem esperar uniformidade.É evidente que na minha trajetória procuro sempre inovações,desvencilhando-me de lantejoulas e agregando experiências exitosas.Fico feliz quando a aprovação dos alunos se traduz em mais engajamento e participação nas aulas.Lembro no entanto,que para que isso ocorra, necessário se faz que o professor tenha uma visão holística e que se embase em uma avaliação diagnóstica.Só assim a avaliação pode-se tornar um instrumento de aprendizagem de inclusão.
MEU MAIOR PROBLEMA TEM SIDO A FORMA MASCARADA DO SISTEMA DIZER QUE O PROFESSOR TEM AUTONOMIA EM SALA DE AULA E PRINCIPALMENTE QUANDO SE TRATA DE AVALIAÇÃO, POIS NÃO É COMO ELES DIZEM,SENDO A DIREÇÃO COBRADA E POR SUA VEZ OS PROFESSORES TAMBÉM, PELA DIMINUIÇÃO DO NÚMERO DE REPETENTES O QUE NOS LEVA A ENCHER AS SALAS DE AULA DE ALUNOS DEFICIENTES EM SEU APRENDIZADO.NÃO QUERO COM ISSO DIZER QUE APROVO A RETENÇÃO DO ALUNO NA SÉRIE EM QUE ESTÁ MAS QUE ALGO MAIS DEVE SER FEITO PARA AJUDAR PROFESSOR E ALUNOS A MUDAR ESSA CONCEPÇÃO,E NÃO SOMENTE MASCARAR ESSA ABSURDA E TRISTE REALIDADE DE ESTADO COM GRANDE NÚMERO DE ANALFABETOS E DIPLOMADOS SEM CONHECIMENTO E SEM CONDIÇÃO DE BRIGAR POR UMA OPORTUNIDADE DE EMPREGO JUSTA,POIS DIPLOMA NÃO SIGNIFICA CONHECIMENTO, NÃO NA NOSSA REALIDADE QUE É A DA ESCOLA PÚBLICA.
minha concepção de avaliação é de ela tem um grau muito elevado de importância tanto para o aluno como para o professor, pois se nossos alunos fossem orientados a verem a avaliação como uma forma de reconhecer seu desempenho ou suas dificuldades e não apenas uma forma de obter nota nem que seja por meio da "cola" talvez eles se preocupassem menos com a questão da nota em si, e com isso o professor também ganharia pois saberia exatamente o ponto certo para atacar e tentar ajudar seu aluno a obter o que ele realmente deveria procurar em sala de aula,ao invés de somente brincar e fingir que esta estudando para que o professor finja que está ensinando, que o conhecimento necessário ao seu bom desempenho em todos os aspectos de sua vida,eu pessoalmente tenho aprendido muito com meus alunos através da forma de avaliar,pois tento ver sempre por esse ângulo: o que ele realmente entendeu de tudo o que nós vimos a cada bimestre.
LIGIA MARIA PINHEIRO. DIZ...
Acreditamos que, um dos maiores desafios que encontramos no campo educacional e no campo da avaliação é saber ate que ponto estamos atingindo a compreensão critica dos alunos, para que possamos através dos conhecimentos responder suas razoes que venham a se deparar no decorrer de sua trajetória escolar.
A avaliação segundo caderno VI, está dividida em três etapas: diagnostica formativa e a somativa, são etapas de suma importância, pois através da avaliação diagnostica temos o grau de conhecimento e entendimento de nossos alunos e assim sabermos coo abordar temas a serem trabalhados em sala de aula e no decorrer do ano letivo teremos então a ideia da formação e do entendimento e aprendizado dos nossos alunos.
Diante do exposto procuramos a cada etapa do nosso trabalho nos adequar as mudanças para melhor avaliar nossos alunos e nosso próprio trabalho.
A maior dificuldade encontrada é que nossos alunos não conseguem interpretar o que lêem durante as provas realizadas, isto é, um problema recorrente e percebo que essa dificuldade vem deste o ensino fundamental. Esse ano, tive a oportunidade de lecionar no ensino fundamental, e essa dificuldade é bem mais acentuada, tentei mudar esse quadro, com textos, resoluções de exercícios. No entanto a avaliação não é so prova, também atribuo uma avaliação qualitativa, umas das minhas três notas, é justamente essa, avalio a participação e a assiduidade do aluno na sala de aula, e fora dela também, e desta forma atribuo notas a eles. Também quando fujo do sistema tradicionalistas com outros métodos de avaliação como seminários, percebo a falta de compromissos e responsabilidades de alguns alunos, o que entristece nosso trabalho. A avaliação tem que evoluir como as metodologias de ensino, tornar elas mais agradáveis e menos estressantes para os alunos.
A avaliação é uma atividade didática essencial e constante do trabalho docente, que deve acompanhar em todos os momentos o processo de ensino aprendizagem. Dentre os desafios encontrados no campo da avaliação educacional está o desafio de garantir que todos os alunos aprendam o que precisam aprender na idade certa e ampliem suas oportunidades de prosseguir os estudos; falta de conteúdo de séries anteriores também é um enorme desafio na continuidade dos estudos, a base é essencial para o decorrer do ensino médio; outro desafio é o desinteresse dos alunos, desvalorização do professor, utilizamos várias técnicas e instrumentos para motivar os alunos, mas continuam sem interesse. Tudo isso prejudica que o professor desenvolva a verdadeira concepção de educação que consiste em princípio numa avaliação diagnóstica a qual visa perceber onde o aluno está no processo de aprendizagem e onde ele pode chegar.
Avaliação é um processo que acompanha e perpassa todo o processo ensino aprendizagem, que supõe juízo de valor e coleta de informações relevantes que possibilitem melhoria da qualidade do que foi ensinado. A avaliação precisa ser vista como uma ferramenta para o professor que irá ajuda-lo a conhecer melhor seus alunos, como estão aprendendo os conteúdos que você está trabalhando em sala de aula. Após a avaliação você poderá retomar o seu planejamento e trabalhar de forma diferente os conteúdos que não foram bem assimilados pela turma.
Ao longo de minha trajetória ocorreu várias formas de avaliar, primeiro a avaliação é realizada visando à exatidão da reprodução dos conteúdos, através e notas, o ensino é centrado no professor, hoje avaliar é dinamizar oportunidades de ação-reflexão, o professor como mediador do conhecimento, precisa ter atenção, ter uma compreensão diferenciada do que é avaliação, para que possa perceber todas as manifestações do aluno durante o caminho pelo qual ele percorre em suas construções do saber.
Terezinha.
A palavra “avaliação” em si é muito complicada, traz uma carga psicológica muito grande, ninguém gosta de ser avaliado, mas é necessário avaliarmos e fazermos a auto-avaliação. Em se tratando de avaliação da aprendizagem é um grande desafio a ser superado por muitos de nós professores, que passamos a vida sendo avaliados e avaliando os nossos alunos com o objetivo de verificar se o nosso trabalho teve sucesso, daí a expressão “si o aluno fracassa o professor também fracassa junto”. Um dos meus maiores desafios é o pouco conhecimento que os alunos têm na língua materna, que acaba dificultando a aprendizagem na segunda língua. Outro desafio é a falta de interesse dos alunos na disciplina. Daí ter que diversificar a forma de avaliar a aprendizagem dos alunos nos conteúdos aplicados.
1 QUAIS TEM SIDO OS SEUS MAIORES DESAFIOS NO CAMPO DA AVALIAÇÃO EDUCACIONAL?
É incontestável que as avaliações favorecem a tomada de decisões e o planejamento de ações para o aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem.
Logo, um dos meus maiores desafios no campo avaliativo são turmas com mais de 40 alunos, o ideal seriam 16 alunos por sala.
Onde poderíamos aplicar diversas formas e até dar um certo grau de diferenciabilidade, adequando a realidade de cada discente.
A outra grande dificuldade é convencer o mundo externo ao ambiente escolar, que há várias formas de avaliar, não somente no modo tradicional da forma escrita, classificatória, com aprovação e reprovação. Dever-se-ia convencer os institutos responsáveis por concursos públicos, como a FGV, Cesgranrio, etc, a adotar OUTRAS FORMAS que não a TRADICIONAL, até o MEC na elaboração do ENEM ( O qual também se caracteriza como uma forma tradicional de avaliação).
Precisamos mudar o pensamento deles, na forma de avaliar.
Ora, mas se não conseguirmos, é por que talvez eles estejam certo, assim sendo, a nossa forma tradicional de avaliar com provas é uma das melhores forma de interagirmos com o mundo exterior e prepararmos nossos alunos.
Mas, fica a dica, e se nos convencêssemos, ao MEC, que para o ENEM, caso o candidato, um possível aluno nosso, não conseguisse ficar na média de corte para o curso pretendido, não seria viável a aplicação de um CONSELHO para aprova-lo.
Assim, a maior dificuldade em avaliar é o grau de responsabilidade e maturidade dos nossos discentes em sentirem a necessidade e interesse em serem avaliados, para que eles sim, aprimorem mais os seus conhecimentos e busquem nos seus docentes a informação que não conseguiram assimilar com seu auto aprendizado.
edmilfrazao@gmail.com edmilson100@bol.com.br
2 QUAL A SUA CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO E COMO ELA SE CONSTITUI AO LONGO DE SUA TRAJETÓRIA DOCENTE? HOUVE MUDANÇAS NA SUA FORMA DE AVALIAR?
Devemos recordar que:
“Competência, segundo Phillipe Perrenoud, é a “capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiando-se em conhecimentos, mas sem se limitar a eles”. Para enfrentar uma situação, geralmente, colocam-se em ação vários recursos cognitivos complementares, entre os quais os conhecimentos.
As Habilidades instrumentais referem-se especificamente ao plano do saber fazer e decorrem, diretamente, do nível estrutural das competências já adquiridas e que se transformam em habilidades.”
Ou seja Competência é o que você aprendeu teoricamente, o que você estudou e Habilidade é aquilo que você faz com aquilo que você aprendeu, estudou. Claro que quando o aluno desenvolve a Habilidade ele fica mais próximo da Competência e a reciproca é verdadeira.
Para alcançar as habilidades exigidas dos alunos pelas provas, é preciso entender o percurso de professores e alunos até o desenvolvimento das competências leitoras.
A avaliação escrita consistia(ou consiste) na forma mais tradicional de verificar o aprendizado do discente e é através dela que os aprovados e reprovados eram(ou são) classificados. Esse tipo de avaliação era(ou é) considerada aterrorizante, alguns alunos se sentiam mal quando estavam diante de um documento que avaliaria se realmente ele estava apto a seguir em frente.
Hoje os profissionais podem utilizam diversos mecanismos capazes de verificar o aprendizado de determinado conteúdo. A diversificação no momento da avaliação tem o objetivo de promover o avanço o aluno de forma fragmentada e objetiva. Observe algumas ferramentas capazes de avaliar os alunos referentes ao Ensino Fundamental e Médio:
Provas Objetivas, Provas Dissertativas, Seminários, Trabalho em Grupo, Debates, Relatório Individual, Auto avaliação, Observação, Conselho de Classe.
Por isso devemos: avaliar tanto no campo das Competências quanto das Habilidades.
( Continua )
A premissa a ser seguida para a escolha das formas de avaliar está baseada nos objetivos da Arte dentro da escola, ou seja, possibilitar que o aluno conheça a produção artista, entenda o que ela representa na sociedade, formule seus próprios conceitos utilizando as linguagens especificas de cada modalidade artística e possa ser capaz de produzir artisticamente algo. O maior desafio é tornar isso realidade, tendo em vista, que normalmente descambado para uma prática manjada de provas escritas e muitas vezes os três eixos norteadores do ensino de arte se perde neste processo (produção, contextualização e apreciação).
No inicio da minha prática pedagógica o eixo mais explorado foi o da contextualização, pois só verificava, através de provas escritas, o nível de entendimento dos aspectos históricos, econômico e culturais de um determinado período artístico. Atualmente tenho me preocupado em incluir o eixo da produção: que desenvolve a criação artística, permite a manipulação de técnicas e materiais e o da apreciação: que desenvolve a capacidade de leitura crítica de obras de arte a partir do contato com os códigos que compõem cada linguagem artística. No entanto, depois de estudar sobre a avaliação percebo que ainda falta muito para consegui desenvolver avaliações adequadas que abarque este eixos corretamente e determine uma educação democrática de qualidade.
A minha forma de avaliação foi sendo modificada ao longo do tempo...como minha experiencia começou em escolas particulares...onde a busca por resultados era muito grande e onde os alunos tinham uma boa base teorica dos conteudos, havia desta forma um criterio de avaliação muito mais profundo e exigindo uma compreensação muito maior dos assuntos. Quando começou minha vida profissional na escola publica eu tive um choque de realidade que me fez deparar com alunos com pouco ou nenhum interesse(e não que eu fizesse um grande esforço para melhorar as aulas) mesmo sendo a forma de lecionar a mais dinamica possivel,mas tambem percebi uma carencia de base de leitura. Entao com o passar do tempo tive que fazer um tipo de avaliação de acordo com cada sala ou serie, em alguns casos exigindo mais, e voltado para as avaliações externas, em outros casos uma avaliação que leve em consideração apenas a leitura e uma interpretação basica de textos. Vejo que na verdade nós nos esforçamos para repassar conteudos que para nossos alunos pouco tem importancia, e que para eles a avaliação nao causa mais temor algum, haja visto a grande quantidade de oportunidades que eles possuem para conseguir se objetivo mais prioritario, o famoso passar de ano.
A avaliação é parte integrante do processo de ensino aprendizagem em todas a suas etapas. Discentes e docentes precisam acompanhar o respectivo desempenho, tendo como base indicadores qualitativos, mas, sobretudo, qualitativos. A prova escrita ou oral, tem um caráter limitado, pois se aplica em momentos pontuais, explora conteúdos selecionados e procedimentos usualmente reprodutivos, mecânicos, com resposta apenas para o que é perguntado. Dessa forma mme de se com a prova, somente o nível de aprendizagem de conceitos e, em menor grau, a capacidade de expressão do aluno.
Não venho aqui com a proposta eliminação da Prova escrita ou oral,apenas destacar que a mesma não pode ser a única ferramenta avaliativo, pois quando o professor reconhece a importância da avaliação como processo contínuo e como algo que lhe permite rever seus próprios instrumentos e suas estratégias, seu trabalho é enriquecido.
A falta de um sistema de avaliação que seja realmente capaz de diagnosticar o aprendizado e o desempenho dos alunos. Já que o processo avaliativo de ensino médio está pautado no desenvolvimento de competências e habilidades no aprendizado.
A avaliação deve ser baseada nos objetivos que escola propõe ao seu alunado e naqueles que o aluno propõe para si mesmo. Essa afirmativa remete ao Projeto Político Pedagógico sem o qual a escola nao consegue orientar seus rumos. É a partir dele que determinamos o perfil do aluno que desejamos formar e, portanto, dali saberemos como avaliar e por que avaliar.Tenho experimentado nestes muitos anos de magistério várias formas de avaliação e concluo que a escola só saberá avaliar o aluno se souber que indivíduo quer formar e se o aluno compreender também o que a escola e a sociedade espera dele. Assim o aluno também assumirá sua parcela de responsabilidade no processo.
Diante das dificuldades que se impõem atualmente à melhoria da qualidade da educação, a avaliação destaca-se como um conjunto de conhecimentos imprescindíveis ao cotidiano docente, na medida em que se constitui como prática reflexiva do processo ensino e aprendizagem.
Nesse sentido, pensar em avaliação no contexto escolar significa pensar em tomada de decisões dirigidas a melhorar o ensino e, consequentemente, a aprendizagem dos alunos. Refletir sobre como direcionar a avaliação para esse caminho supõe pensar no objetivo de avaliar, perguntar-se sobre as funções da avaliação.
O papel da avaliação é diagnosticar a situação da aprendizagem, tendo em vista subsidiar a tomada de decisão para a melhoria da qualidade do desempenho do educando. Nesse contexto, a avaliação, segundo o autor, é processual e dinâmica. Na medida em que busca meios pelos quais todos possam aprender o que é necessário para o próprio desenvolvimento, é inclusiva. Sendo inclusiva é, antes de tudo, um ato democrático.
O ato de avaliar, uma vez que está a serviço da obtenção do melhor resultado possível, implica a disposição de acolher a realidade como ela é, seja satisfatória ou insatisfatória, agradável ou desagradável. A disposição para acolher é, pois, o ponto de partida para qualquer prática de avaliação.
Em muitas escolas, ainda, o ensino de Química é desenvolvido de forma linear e descontextualizado. Muitos conteúdos são trabalhados de maneira estanque, sem relação entre si e com a vida do aluno.
Uma aprendizagem superficial que contribui muito pouco para o desenvolvimento pleno do aluno. Precisamos formar sujeitos ativos na produção e na compreensão do conhecimento.
Uma das alternativas pedagógicas é a aprendizagem por projetos. O trabalho com projetos é um enfoque do ensino que trata de re-situar a concepção e as práticas educativas na escola, atualizando-as”. A aprendizagem deixa de ser uma mera reprodução do conhecimento para se tornar uma tentativa de resolver uma situação problemática.
Segundo esta concepção, o aluno é o sujeito do processo, é co-responsável pela sua aprendizagem. O professor torna-se um guia, é a ponte entre o que se sabe e o conhecimento novo.
No ano retrasado de 2013 tivemos uma experiência similar no C E Cidade Operária, com os projetos do ensino médio inovador, coordenados pela professora Macilda que tirou os aluno de meros conceitos para práticas de realidades sociais mudando nossa definição de avaliação é de entendimento do aluno.
Glaubert Freitas Santos.
Célia regina:
Um dos maiores desafios no campo educacional é quebrar esse paradigma que avaliação se dar somente de forma normativa, mas ela deve ser contínua, participativa, e de maneira geral e não somente quantitativa.
Célia Regina:
Qual sua concepção de avaliação e como ela se constitui ao longo de sua trajetória docente? Houve mudança na sua forma de avaliar?
Resposta: Sim, no início de minha carreira dava mais importância ao quantitativo, mas com a experiência percebi que a avaliação qualitativa deve caminhar com a quantitativa.
Célia Regina:
Proposta e formas de critérios avaliativas de acordo com as diretrizes curriculares que melhoram não só os índices das avaliações externas, mas que visam uma formação humana integral do aluno.
Resposta: De acordo com os dados e rendimentos da escola CEM II constatou-se um grande número de aprovações para series subsequentes mostrando uma grande taxa de rendimento em aprendizagem entre as disciplinas tendo em vista um ensino voltado para enem ou vestibulares, e elaboração dos planos relacionados a conteúdos do enem, etc...
Uma proposta seria intensificar na escala CEM II revisão geral, simulados, ofícios de redação em cada bimestre, como forma de avaliar o aprendizando do aluno e reorganizar sua prática docente.
A avaliação vem se constituindo em um importante campo de estudo e pesquisa,que carrega múltiplas idéias e conceitos constituídos ao longo do tempo.A avaliação do educando deve ser ativa,dinâmica para que possam construir seus próprios conhecimentos.Para isso temos que criar oportunidades para que pratiquem a auto-avaliação, de seus erros e acertos,assumindo responsabilidades de seus atos, pois,quando o educando sofre com o insucesso, também fracassa o professor.temos que motivá-los para que eles participem efetivamente do processo avaliativo, como é possível avaliar um aluno que não participa? se prestássemos um pouco mais de atenção em nossos alunos,veríamos o quanto é incômodo o fato da avaliação servir apenas a função somativa.
Luckesi, denomina de "pedagogia do exame", segundo ele,ainda temos a resistência em transitar do ato de examinar para o ato de avaliar, tendo em vista que as nossas experiências escolares.Não tivemos oportunidades de aprender outra forma de acompanhar a aprendizagem dos educandos que não fossem os exames escolares, para ele foram submetidos, durante os anos recessivos de nossa escolaridade. Esse condicionamento permanece influenciando as práticas até que sejam revistas e questionadas por outras experiencias, formativas, considerando que transitar do ato de examinar para o ato de avaliar não envolve apenas a modificação de uso de técnicas e práticas metodológicas...implica muito mais:mudanças de atitudes, posturas que significa novo modo de ser e de se relacionar-se com a prática educativa e com os educandos na perspectiva de uma educação de qualidade,para que todos se apropriem do conhecimento por meio de uma relação construtiva educador-educando.Se isso puder acontecer então estaremos nos abrindo para a possibilidade de trabalhar com a avaliação ,pois a lei DARCY RIBEIRO diz que:a avaliação não deve ser rigorosa e opressiva de noas, ninguém aprende para ser avaliado,aprendemos para termos novas atitudes e valores.
ROSANGELA
*notas*
Rosangela
Os maiores desafios na avaliação no meu cotidiano escolar, é que eu tenho a avaliação como um processo, por isso verificar os conhecimentos prévios do aluno, observar e medir o resultado a que se propõe o ensino-aprendizagem na minha prática torna-se muito complexo.
A concepção de avaliação é vista na minha prática educativa como um conjunto de atuações que envolve todos os sujeitos alunos, professores e supervisores com a finalidade de resultados positivos na aprendizagem do aluno.
Na minha forma de avaliar houve mudanças significativas hoje eu compreendo a avaliação como um processo, não como uma forma de punição.
Proposta de Avaliação: continuo batendo na mesma tecla que a avaliação seja processual que contemple as dimensões inicial formativa e somatória.
Os maiores desafios na avaliação no meu cotidiano escolar, é que eu tenho a avaliação como um processo, por isso verificar os conhecimentos prévios do aluno, observar e medir o resultado a que se propõe o ensino-aprendizagem na minha prática torna-se muito complexo.
A concepção de avaliação é vista na minha prática educativa como um conjunto de atuações que envolve todos os sujeitos alunos, professores e supervisores com a finalidade de resultados positivos na aprendizagem do aluno.
Na minha forma de avaliar houve mudanças significativas hoje eu compreendo a avaliação como um processo, não como uma forma de punição.
Proposta de Avaliação: continuo batendo na mesma tecla que a avaliação seja processual que contemple as dimensões inicial formativa e somatória.
Tenho dois principais desafios na questão da avaliação educacional. O primeiro é fazer com que o aluno visualize alguns fenômenos físicos que são essenciais para que ele entenda o conteúdo. Eu digo visualizar por que em algumas situações não temos equipamentos na sala de aula que facilite a compreensão do conteúdo, ou seja, não temos com que comparar o que estamos falando com a realidade do aluno. Sabemos que quanto mais perto ficar o conteúdo ensinado na sala de aula e a realidade em que o aluno vive, mas fácil será a compreensão do mesmo. O segundo desafio que tenho, na questão da avaliação, é a base matemática muito baixa. Os conteúdos de física estão diretamente relacionados com a matemática, pois precisamos provar algumas teorias físicas utilizando equações matemáticas e vemos que muitos alunos ainda não conseguem resolver equações com facilidade.
Em relação a segunda questão.
A minha concepção de avaliação é investigar o que o aluno realmente entendeu do conteúdo ensinado. Saber se o que ele aprendeu na aula é válido para o seu cotidiano. Durante a minha trajetória docente tentei e continuo tentando melhorar a minha forma de avaliar. Primeiramente faço uma auto-avaliação, pois é necessário saber como fui durante o ano com os meus alunos. Saber se realmente consegui transmitir de forma clara o conteúdo. Depois imagino as várias formas que poderei resgatar esse conteúdo através de uma avaliação.
Vanda Gomes
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