terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

6º Caderno - Parte II


A AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO


REFLEXÂO: Carta de Campinas




Reunidos no SEMINÁRIO DE AVALIAÇÃO E POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS ocorrido entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011 na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP – os profissionais abaixo assinados vêm a público trazer suas preocupações com o presente momento educacional brasileiro, no tocante às políticas públicas de responsabilização, meritocracia e privatização em curso.


1.    Faz parte do senso comum entender a avaliação como sinônimo de medida ou prova, tendo como função a classificação. Ainda não se construiu, no senso comum, a ideia de avaliação como um elemento que integra os processos de ensino e aprendizagem. As funções diagnóstica e formativa da avaliação educacional têm sido colocadas em segundo plano, especialmente nos últimos anos, a partir da grande valorização que se tem atribuído aos instrumentos de avaliação, por exemplo, a Prova Brasil e o ENEM - sem contar os inúmeros procedimentos de avaliação estaduais e municipais. Testes ou provas não são a avaliação de fato, mas apenas instrumentos para ela. Talvez essa distinção tão importante não tenha ficado clara para todos os setores da população interessados na questão educacional.

2.    Preocupa-nos que no cotidiano das salas de aula e das escolas, tal função classificatória e, portanto, seletiva e excludente, venha retomando um lugar de destaque, impulsionado pela aplicação dos exames de larga escala utilizados para avaliação externa das redes e escolas, em detrimento das funções diagnóstica e formativa, estas sim, avaliações da e para a aprendizagem. No Brasil, os testes avaliam predominantemente proficiências em áreas de leitura e matemática. Mas, afinal para que avaliamos as crianças e os jovens que têm direito constitucional de frequentar a educação básica? Qual o papel social de nossa escola? O que se aprende e o que se ensina na educação básica? Essas questões relacionam-se fortemente com o debate acerca da qualidade da educação oferecida.

3.    No que tange à qualidade, parece-nos que a avaliação tem sido utilizada como a redentora dos males da educação, transformando-se em um fim em si mesma. Há uma ilusão social de que avaliar os sistemas garante qualidade. Entende-se que aumentar a proficiência dos estudantes nos exames é o mesmo que elevar a qualidade, sendo esta medida somente por meio de indicadores e dados. Conceito polissêmico tanto do ponto de vista pedagógico, quanto social e político, a qualidade da educação não pode ser compreendida de forma descolada da historicidade do termo, favorecendo uma maneira superficial de entendimento e uso do mesmo.

4.    Assim, entendemos a qualidade na educação como um fenômeno complexo que possui determinações intraescolares (currículo, formação docente, gestão escolar, avaliação da aprendizagem, condições de trabalho, infraestrutura das escolas etc.) e extraescolares (condições de vida da população, capital econômico, cultural e social das famílias dos alunos, entorno social da escola, distribuição de renda, violência, entre outros).

5.    Os instrumentos de medição de aprendizagem permitiram o aprimoramento das estatísticas educacionais e o aprofundamento do diagnóstico da situação da educação brasileira. O seu uso como ferramenta de políticas públicas, contudo, requer a consciência de seus limites, pois a redução da concepção de qualidade educacional àquilo que pode ser verificado nas medidas pode induzir ao empobrecimento da compreensão do fenômeno educacional e ao empobrecimento da educação que pretendemos universalizar como direito de todos.

6.    As políticas de responsabilização seletiva (aquelas que responsabilizam em uma única direção – de cima para baixo) associadas às características de uma dada cultura de avaliação (já descrita acima) têm servido muito mais para premiar e punir, intensificar processos de individualização e competição, favorecendo a lógica da meritocracia e culpabilização, dificultando a organização dos agentes escolares a partir de princípios democráticos.

7.    As políticas públicas com frequência são pensadas no âmbito global das redes de ensino e no âmbito específico das unidades escolares e, dessa forma, abstraem um conjunto de relações que são estabelecidas nos territórios entre as escolas, entre as famílias e entre os profissionais da educação. Com frequência esses agentes instauram relações de competição mais ou menos velada por alunos e profissionais, por postos de trabalho e por matrículas em escolas de boa reputação. Se essas interrelações não forem levadas em conta, as políticas que buscam promover melhorias nas escolas e nas redes poderão aprofundar a concorrência entre esses agentes e produzir ainda mais desigualdade, por dois fatores conjugados: o favorecimento daqueles que estão em posição de vantagens no mercado educacional e a produção de bolsões que concentrarão aqueles que estão em posição de desvantagem nesse quadro de relações.

8.    Países que têm experiência mais acentuada na implantação destas políticas (USA, Chile) já sinalizaram que o resultado das mesmas tem intensificado desigualdades escolares e sociais e estreitado currículos enfatizando apenas alguns conhecimentos cognitivos (leitura e matemática) em detrimento de outros. Essas políticas têm levado as escolas a preparar os alunos para os testes restringindo o conceito de qualidade da educação e limitando as possibilidades de formação humana.

9.    Frente a processos de responsabilização que se valem da distribuição de bônus, usados como estímulos (pressão) para que se trabalhe para a elevação dos índices tradutores de uma qualidade regida pelo viés mercadológico, um conjunto de respostas de cunho utilitarista pode surgir em algumas escolas ou redes de ensino, para melhor se localizarem no ranking nacional decorrente da divulgação dos resultados obtidos. Entre estas merecem destaque: a adequação da base curricular ao que os testes valorizam; a padronização das práticas pedagógicas; o apostilamento dos materiais didáticos; a desistência dos coletivos escolares de seu protagonismo na formulação plural dos destinos do projeto da escola; a desvalorização dos profissionais da educação e a criação de processos de privatização da educação.

10. Entendemos que este estado de coisas nos convoca a um posicionamento contestatório de tais reducionismos, disputando propositivamente a agenda política da avaliação.

11. Na condição de direito assegurado pela Constituição Federal, a educação de qualidade para todos é um dever do Estado. Por isso, todos aqueles implicados na oferta educacional devem ser responsabilizados por sua qualidade. Decerto, isso envolve a responsabilização dos educadores que atuam nas escolas, mas envolve também os profissionais que atuam nos demais órgãos das Secretarias Municipais e Estaduais e Ministério da Educação, os formuladores e gestores de políticas públicas, bem como os representantes eleitos.

12. Daí que os processos de responsabilização (nas políticas de avaliação) devam ser horizontais, valorizando os instrumentos e dispositivos que podemos construir para aprimorar a responsabilização, mas também devam ser verticais, permitindo uma leitura de via dupla da responsabilização, não apenas descendente, como tem sido a praxe na implementação das políticas de avaliação, mas também, ascendente, fazendo com que a responsabilização encontre atores decisivos no sucesso ou fracasso das políticas. Esta responsabilização vertical constitui uma inovação na pesquisa da política pública, pois implica em questionar um “modus operandi” que também se verifica, na América Latina, no acatamento de modelos de políticas de avaliação supranacionais de comprovado fracasso.

13. O uso do conceito de valor agregado em educação tem reunido consensos em termos internacionais, pois diversos países têm vindo a contemplá-lo nos respectivos sistemas. No entanto, nem sempre se encontra convergência quanto à metodologia de operacionalização e à finalidade da sua utilização. De um modo geral, as principais finalidades e usos do valor agregado tendem a incorporar a lógica da responsabilização e da prestação de contas associada a sistemas de incentivos, com consequências de forte impacto para os profissionais envolvidos. De acordo com os estudos já realizados, essa lógica deve ser, ao invés, globalmente entendida nas suas dimensões política, pública, de gestão e administração, profissional e pessoal. A responsabilidade e, por conseguinte, a respectiva prestação de contas, atribuída ao governo, departamentos centrais e regionais, encarregados de educação e alunos, deve ser tal que, articulada e cumulativamente, sejam criados os meios, o contexto e o apoio para que as escolas possam maximizar as aprendizagens de cada um dos seus alunos e, assim, promover a melhoria da qualidade da educação.

14. É necessário assegurar às escolas públicas centralidade na elaboração e na implementação de políticas que considerem a singularidade da tarefa educativa desenvolvida em cada unidade escolar. Tal pressuposto exige que se desmistifique a relação simplificadora entre qualidade educacional e padronização de práticas pedagógicas, incluindo a propagandeada venda de “pacotes” aos sistemas públicos de ensino, com o apoio da mídia.

15. Parece ser estratégico examinar a existência de formas alternativas de organização, gestão e avaliação de redes de ensino visando identificar compromissos com uma visão de qualidade menos fluida e dependente de índices; com uma visão de qualidade que conduza a apropriações de valores sociais que não podem ser medidos nos testes padronizados, mas que nem por isso podem ser esquecidos; com um privilegiamento de modelos de regulação da qualidade da escola que considerem a titularidade dos atores locais como ponto de partida para processos de avaliação mais consistentes e abrangentes, que levem em conta inclusive as condições objetivas para a produção da qualidade, convocando o poder público a igual prestação de contas.

16. Vale lembrar ainda ser importante examinar as consequências positivas da implementação de políticas de responsabilização participativa que requerem inclusive um cuidado com os processos de formação inicial e continuada dos profissionais da educação de modo a que assumam protagonismo na organização dos atores internos e externos da escola, em busca de sua melhoria.



Campinas, 16 de agosto de 2011.


CLAUDIA FERNANDES - UNIRIO
LUIZ ENRIQUE AGUILAR - UNICAMP
LUIZ CARLOS DE FREITAS - UNICAMP
MANUELA ERRASECA – UNIVERSIDADE DO PORTO, PORTUGAL
MARIA MÁRCIA S. MALAVASI - UNICAMP
MARA REGINA L. DE SORDI – UNICAMP
MAURÍCIO ÉRNICA - CENPEC
MENGA LUDKE – UCP E PUC RIO
 REGIANE HELENA BERTAGNA – UNESP
ROMUALDO PORTELA OLIVEIRA - USP
SANDRA ZAKIA DE SOUZA – USP E UNICID
THERESA ADRIÃO – UNICAM




ATIVIDADE CADERNO VI - PARTE II (Individual)

Para finalizar a I Etapa com a conclusão do Caderno VI, você já procurou levantar os dados e rendimentos da nossa escola e procurou debater com os outros professores o que esse dados revelam? Você já procurou saber se existem eventuais relações entre as taxas de rendimento atuais e os tipos de avaliação da aprendizagem praticadas nas disciplinas ou em algumas das disciplinas?

Levando-se em conta que o Centro de Ensino Cidade Operária II trabalha no momento visando à preparação ao Enem e/ou Vestibulares, existe algum tipo de atividade voltada para essas avaliações externas, como, por exemplo, organização de simulados, laboratórios ou espaços de diálogos? A organização dos planos de ensino, de alguma forma, tem levando em conta as matrizes de referência do Enem?

Baseado nas reflexões acima, apresente propostas e formas de critérios avaliativos de acordo com as Diretrizes Curriculares, que melhorem não só os índices das avaliações externas mas que visem uma formação humana integral do aluno.







 

28 comentários:

Vania disse...

Depois de debatermos sobre o assunto, chegamos à conclusão que o rendimento escolar, ainda, está abaixo do esperado.Sabendo que todos os professores sempre buscam diferentes formas de avaliação,detectamos que os principais entraves para que o aluno tenha um bom desempenho são: falta de acompanhamento dos pais, problemas pessoais, falta de uma boa estrutura e de recursos na escola, fragmentária obtenção de conhecimentos no Ensino fundamental, entre outros problemas. A maioria dos alunos que chega no 1º ano do Ensino Médio, no Centro de Ensino Cidade Operária II, não possui o conhecimento mínimo necessário para obter um bom desempenho. Essa deficiência são percebidas, principalmente, em nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Quanto a disciplina de Língua Estrangeira (espanhol)eles não possuem conhecimento algum porque, somente, no Ensino Médio começam a ter os primeiros contatos com essa língua.
Infelizmente, a preparação dos alunos para o Enem e os vestibulares é feita somente na sala de aula. Não há um programa ou projeto voltado, especificamente, para esse processo. Com relação ás matrizes de referência do Enem, esse trabalho é feito na medida do possível, não há um trabalho conjunto dos professores.
Como sugestão de formas de avaliação há a contextualização do conteúdo estudado através: do estudo de caso com pesquisas; pesquisa de campo; laboratório de língua estrangeira, de leitura e produção textual; projetos interdisciplinares que envolvam toda a escola.

blogger da glorita disse...

Sabemos que estamos preparando nossos alunos para a vida. O que esperamos é que saiam da educação básica com aprendizado mínimo necessário para o enfrentamento dos processos seletivos/ classificatórios a fim de galgar uma tão sonhada vaga quer seja no curso superior ou mesmo em curso técnico ou ainda em concursos para uma vaga de trabalho. Pensando nessas avaliações externas, poderíamos incentivar a competitividade entre eles, levando- os a estudar determinados assuntos. Essa competição poderá ser em forma de gincana ou qualquer outro evento que os incentive a pesquisar e estudar. Daí cada disciplina envolvida pontuará de acordo com os critérios estabelecidos. Outra proposta de avaliação é a elaboração de simulados, que vem acontecendo já faz alguns anos, apesar de não ter ocorrido esse ano.

Anônimo disse...

Ao se propor a construção de uma Proposta de Avaliação da Aprendizagem para o Sistema Educacional, é necessário que se reflita sobre as questões políticas, geográficas e socioeconômicas que são resultantes de uma história de luta e de emancipação de cada região. Hoje faz forte, independente e acolhedor, circundado por outras questões e com uma razão que favorece a imigração e miscigenação de etnias, crenças, costumes e a cultura de um povo.
Para se atender a essas necessidades, exigem-se esforços coletivos no sentido de potencializar as diversidades na direção de uma educação de qualidade, desenvolvendo o ser humano no âmbito social, político, econômico e cultural, o que impõe a necessidade de se ofertar uma educação respaldada em uma política inclusiva e democrática.
Nesse viés, a proposta de avaliação da aprendizagem, em consonância com a Proposta Curricular do Ensino Fundamental e Médio, sugere uma avaliação que deve ser entendida como fonte de informação e referência para a formulação ou reformulação das ações pedagógicas, objetivando a formação integral do educando e o cumprimento da função social da escola.
Lucélia

Marlise Feitosa disse...

Costumo colocar as matrizes de referência do ENEM no meu planejamento,por isso, valorizo referidas matrizes ao elaborar questões das atividades e provas. Pesquiso questões de provas do ENEM para elaborar atividades e trabalhar na sala de aula, objetivando a preparação dos alunos para a realização das provas do ENEM.
Penso que os professores de todas as disciplinas deveriam trabalhar com as matrizes de referência do ENEM para que os alunos se familiarizassem com as questões e ficassem mais tranquilos no momento da realização das provas.

Unknown disse...

Procuro utilizar sempre questões e matrizes do Enem e da UEMA, os alunos sempre reclamam que as questões do Enem são muito grandes que eles não conseguem interpretar o que lêem. Diferente de outras escolas a nossa não tem um simulado bimestral com os alunos, esse simulado seria interessante ser inserido ao terceiro ano, como uma nova forma de avaliação e complementação da médi. Infelizmente quando acontece esses simulados, é sempre na véspera dos vestibulares. Em vez, te ajudar acaba agustiando muitos, já que não se saem bem no simulado, e já vão com medo das provas dos vestibulares.

Anônimo disse...

No nosso último encontro que debatemos chegamos a conclusão que ainda temos muito que trabalhar para que o alunado tenha um rendimento escolar satisfatório. A maioria da nossa clientela enfrentam grandes problemas.No CEM II os alunos precisam se comprometer com o ensino e também com a sua formação para um futuro determinado por eles. O ENEM e os vestibulares tornou-se um ponto de referência para quem quer fazer um curso superior. As sugestões para avaliações são que todas as disciplinas sejam nos moldes do ENEM para que eles não tenham um grande impacto na hora de fazerem suas provas do ENEM e de outros sistemas. Dessa forma a preparação deveria ser contínua para melhor desempenho do aluno.Piedade

Unknown disse...

2 QUAL A SUA CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO E COMO ELA SE CONSTITUI AO LONGO DE SUA TRAJETÓRIA DOCENTE? HOUVE MUDANÇAS NA SUA FORMA DE AVALIAR?
Devemos recordar que:
“Competência, segundo Phillipe Perrenoud, é a “capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiando-se em conhecimentos, mas sem se limitar a eles”. Para enfrentar uma situação, geralmente, colocam-se em ação vários recursos cognitivos complementares, entre os quais os conhecimentos.
As Habilidades instrumentais referem-se especificamente ao plano do saber fazer e decorrem, diretamente, do nível estrutural das competências já adquiridas e que se transformam em habilidades.”

Ou seja Competência é o que você aprendeu teoricamente, o que você estudou e Habilidade é aquilo que você faz com aquilo que você aprendeu, estudou. Claro que quando o aluno desenvolve a Habilidade ele fica mais próximo da Competência e a reciproca é verdadeira.
Para alcançar as habilidades exigidas dos alunos pelas provas, é preciso entender o percurso de professores e alunos até o desenvolvimento das competências leitoras.
A avaliação escrita consistia(ou consiste) na forma mais tradicional de verificar o aprendizado do discente e é através dela que os aprovados e reprovados eram(ou são) classificados. Esse tipo de avaliação era(ou é) considerada aterrorizante, alguns alunos se sentiam mal quando estavam diante de um documento que avaliaria se realmente ele estava apto a seguir em frente.
Hoje os profissionais podem utilizam diversos mecanismos capazes de verificar o aprendizado de determinado conteúdo. A diversificação no momento da avaliação tem o objetivo de promover o avanço o aluno de forma fragmentada e objetiva. Observe algumas ferramentas capazes de avaliar os alunos referentes ao Ensino Fundamental e Médio:
Provas Objetivas, Provas Dissertativas, Seminários, Trabalho em Grupo, Debates, Relatório Individual, Auto avaliação, Observação, Conselho de Classe.
Por isso devemos: avaliar tanto no campo das Competências quanto das Habilidades.
( Continua )

Unknown disse...

( Continuação da Resposta 2 )
Para que isso se torne realidade seria necessária uma redução na quantidade de turmas e alunos e assim poderíamos com qualidade, sem atropelar um ou outro eixo, harmonizar teoria e prática e assim nossa média estaria quantificando o conceito, de uma forma real, de Competência e Habilidade.
Porém, se nada der certo, recorremos ao Conselho de Classe, afinal através dele a sua disciplina pode até ser excluída, pois se um discente não alcançar a média esperada, o discente é avaliado em função das outras disciplinas. Você não precisa exacerbar a importância da sua disciplina na vida do discente, afinal ele pode simplesmente exclui-la e se dedicar a todas as outras, menos a sua, e surge um novo conceito de média, provindo da exclusão do seu conteúdo, da sua matéria, mas em função das outras.
E agora, fica uma dúvida. O Conselho de Classe é uma forma avaliativa para os discentes ou docentes¿ No momento que ele introduz a percepção da exclusão de sua disciplina, em relação a um determinado discente. Pois ele não é uma forma de punição, é apenas um novo instrumento avaliativo, que na verdade é uma opção, e que opção ótima, para o discente que não quiser interagir com sua disciplina.
Então, talvez, o conselho descreva a quantidade de discentes que o docente não consiga interagir no processo de transmissão de conhecimentos, o que não é uma boa avaliação para o docente, pois mostra que o docente não conseguiu preparar seu discente para ter êxito em nenhuma modalidade avaliativa por ele elaborada.
Ora, num momento em que algum discente, usou todas as suas ferramentas avaliativas e o docente não quis se preparar para tal, ou não conseguiu ser preparado, pois com o Conselho surge essas duas vertentes, o docente perde o controle sobre o discente, ele fica a encargo dos outros discentes decidirem por você. No momento que o docente aceita, ou recebeu a incumbência, de participar do Conselho, já aceitou as regras. Se você não conseguiu fazer seu discente progredir, os outros decidirão por você, com o pressuposto de uma avaliação geral, ampla.
“Afinal de contas, em uma escola onde a gestão democrática é realidade, o conselho de classe desempenha o papel de avaliação dos alunos e de auto-avaliação de suas práticas, com o objetivo de diagnosticar a razão das dificuldades dos alunos, e apontar as mudanças necessárias nos encaminhamentos pedagógicos para superar tais dificuldades.”
Que legal, o Conselho de Classe é uma ferramenta avaliativa moderna.
Ou, mais uma forma de mascarar o caos da educação.

edmilfrazao@gmail.com edmilson100@bol.com.br

SeuRiba disse...

Quantos alunos foram aprovados no Enem, em 2014? E em quais cursos? Em quais matrizes de referencias tiveram mais dificuldades? Estas e outas questões são importantes para caracterizarmos o ensino atual do CEM II, se este voltado para o ENEM e para o Vestibular.
No inicio do ano foram apresentadas proposta que visavam direcionar o ensino para o ENEM e para o Vestibular, incluía simulados com as matrizes de referencias, acompanhamento das dificuldades dos alunos e orientação vocacional, mais muito ficou a desejar?
Penso que um primeiro passo seria um planejamento em conjunto direcionado para este fim com o acompanhamento de um coordenador, muitos professores não sabem o que o outro está trabalhado, não promove integração (às vezes nem fala com o colega) e procura trabalhar em uma direção à formação e preparação do aluno.
Em uma rápida pesquisa podemos confirmar que os alunos querem fazer um curso superior um curso técnico, mais, lembrando-se de um assunto já estudado e debatido neste fórum pode concluir que nem todos alcançarão seus objetivos, por isso e importante que possamos criar mecanismos que colaborem para que os alunos percebam que possuem tendências e talentos que podem ser desenvolvidos e seguidos dentro ou fora de uma universidade.
Como sugestão precisamos fazer atividades que possam demostrar o talento e tendências dos alunos para, a partir dai planejamos como ajuda-los em sua formação integral.

Anônimo disse...

Ligia Pinheiro, disse......
As avaliações internas têm sido feitas para cumprir o cronograma e procurar avaliar o aprendizado do aluno, mais precisamos melhorar no sentido de podermos ter um quadro mais real das deficiências e como melhorar o ensino e o aprendizado para isso, precisamos aumentar os recursos humanos e técnicos dentro da Escola.
Com relação às avaliações externas temos que intensificar o acompanhamento e aplicação de simulados inclusive com mérito para os principais alunos como forma de incentivar os demais a procurar melhor os seus índices e procurar entender que todos são capazes e podem se tiverem empenho aprender e ate chegar a passar em um concurso ou curso superior.

Anônimo disse...

Tendo em vista o que já estudamos até aqui a respeito de avaliação escolar, pude perceber que muitos problemas ainda existem para serem solucionados. Um deles é fazer com que as avaliações deixem de ser vistas pelos alunos apenas como um meio de passar de ano, mas passem a ser compreendidas como um instrumento que serve de base para se alcançar os objetivos educacionais. Uma vez que a partir dessa prática é possível se verificar quais as habilidades bem desenvolvidas e quais aquelas que precisam ser melhor trabalhadas.
A minha sugestão mediante os parâmetros curriculares e as referências do ENEM, é a de promover uma avaliação interdisciplinar envolvendo as disciplinas de Arte, Língua Portuguesa, Literatura, Língua Inglesa e Espanhola. A avaliação se daria da seguinte maneira: Os alunos realizariam uma pesquisa sobre gêneros literários, escritores e seus respectivos textos nas disciplinas citadas. Posteriormente, seria realizado no pátio da escola um "sarau de poesias", no qual os alunos iriam expor seus trabalhos pesquisados através de recital de poesias, mesas redonda, apresentação de músicas e até representação de trechos de peças teatrais conforme material pesquisado.
As notas seriam atribuídas aos alunos individualmente pelos professores das respectivas disciplinas levando em consideração a parte escrita e as apresentações.
Eu creio que dessa forma estaríamos oportunizando aos alunos desenvolver a prática da pesquisa e do estudo, bem como dos mesmos aprimorarem mais o senso crítico e também as habilidades artísticas e o gosto pela literatura e demais artes, tudo isso feito de uma maneira mais estimulante e agradável tanto para os alunos quanto para a escola como um todo uma vez que estaremos unindo a teoria à prática.
Marilú Araujo.

Anônimo disse...


CADERNO VI-ATIVIDADE II
QUESTÃO I
Como destacado no caderno VI, a Avaliação do Ensino Médio não necessariamente deve seguir o modelo que considera apenas o desempenho de seus alunos em Avaliações Externas.
Muitas escolas tem enfatizado a preparação para o Enem e o Vestibular, sem contudo, analisar outros aspectos importantes, como a taxa de rendimento, aprovação, reprovação e evasão escolar.
As informações produzidas pelas avaliações em larga escala, apontam problemas e necessidades que implicam tanto na ação do professor quanto na gestão da escola, entretanto, elas não são o único parâmetro de verificação de qualidade.
Observa-se que dados referentes ao rendimento escolar só são debatidos e analisados durante a Semana Pedagógica e nas reuniões de Conselho de Classe e ainda assim, de forma superficial, restringindo-se em informar os resultados, sem analisar as possíveis causas que o determinaram. Entretanto, é preciso apropriar-se dos resultados e compreendê-los profundamente.
QUESTÃO II
A organização dos planos de ensino,na maioria das vezes,baseiam-se nas orientações das Diretrizes Curriculares ,preconizando o príncipio da interdisciplinaridade e contextualização para o desenvolvimento cognitivo dos alunos,ou seja, para além da matriz de referência do ENEM, uma vez que a mesma é apenas um recorte do currículo escolar.Entretanto, muitos professores, de forma individual,trabalham atividades específicas visando à preparação ao Enem e/ou vestibular.
QUESTÃO III
“Os critérios avaliativos refletem uma expectativa, um padrão de desempenho estabelecido a partir dos conteúdos e objetivos propostos”.
Sugestão: Realização de 2 simulados, 1 em cada semestre,onde seriam avaliados os conteúdos essências de cada área do conhecimento,levando em consideração os seguintes critérios:
*Interpretação de Dados;
*Raciocínio lógico
*Pertinência das informações;
*Atendimento as normas gramaticais,dentre outros.
Loysianne Nasimento

Sandra disse...

O dado dos resultados negativo do rendimento da escola demonstram que não é a prova escrita que está errada, mas a utilização de só esse mecanismo, já foi atestado que as pessoas aprendem e demonstram esse aprendizado de modo diferente e deve ser utilizando, também várias maneiras de identificar o que foi aprendido.
Na verdade não sei se existe relação direta entre baixo rendimento e o tipo de avaliação, mas acho que o problema está em usar apenas um mecanismo avaliativo.
Eu acho que a maioria dos professores do CEM II não utilizam as matrizes de referencia do Enem. A preparação para essa prova, normalmente, é pautada nos conteúdos estudados durante o ano.
O grande objetivo da educação atual é promover a formação de indivíduos produtores, autônomos, participativos e criativos, capazes de problematizar o mundo em que vivemos para superar as contradições sociais e reelaborá-las constantemente. Uma visão de educação nesse sentido, concebe a avaliação enquanto meio de reflexão sobre a ação. Ação que leva as novas reflexões e consequentemente à transformação da realidade. Para caminhamos nesta direção e os nossos alunos conseguirem obter bons índices nas avaliações externas temos que colocar em prática o planejamento interdisciplinar, porque na escola os conhecimentos estão desmembrados, mas na vida, ele é único. Sem falar que um conteúdo de uma disciplina pode ajudar a entender uma outra.

Anônimo disse...

Iole disse:

Considerando a realidade dos nossos alunos, ou seja a precariedade de conhecimentos por parte destes, devido os problemas de aprendizagem que envolvem as séries anteriores, devemos de acordo com o processo democrático da educação consulta-los para definir qual método deverá ser utilizado quando for ministrar as aulas. Logo a participação destes é fundamental no que se refere ao planejamento interdisciplinar, sem no entanto afetar a autonomia dos professores. É de suma importância o interrelacionamento das disciplinas tais como: português, história, artes e afins. Para que as avaliações estejam sincronizadas, a terceira série do ensino médio segundo as necessidades vigentes deve ter como carro chefe os simulados como método prioritário de avaliação, bem como as provas escritas, já a segunda e a primeira série além desses dois tipos de avaliação devem fazer trabalhos de pesquisas e projetos que no decorrer do ano envolvam as várias áreas de conhecimento. Os alunos e professores devem ser conscientizados de sua participação a partir dos métodos utilizados que devem ser focados no interesse dos mesmos, variando de acordo com a sua capacidade cognitiva.
Por tanto em se tratando de avaliação não se pode moldar em definitivo nenhum tipo de metodologia mas devemos acreditar que são possibilidades passíveis de concretização.




Unknown disse...

Para cumprir a função ensino-aprendizagem, a avaliação deve possibilitar o trabalho como no o, numa dimensão criadora e criativa que envolva o ensino e a aprendizagem. Dessa forma, estestabelecerá o verdadeiro sentido da avaliação:Acompanhar o desempenho no presente, orientar as possibilidades de desempenho futuro e mudar as práticas insuficientes, apontando novos caminhos para superar problemas e fazer emergir novas práticas educativas (LLIMA,2002). Nesse contexto é importante ressaltar que a avariação é parte do trabalho do professor, que deve se concretizar de acordo com que se estabelece nos documentos escolares, como o Projeto Político Pedagógicos, juntamente com com a presença
Propostá Pedagógicas Curriculares.
Baseado na reflexão do blog. A avaliação em Geografia, visa acompanhar a aprendizagem dos alunos e nortear o trabalho do professor. Considerado que os discentes têm diferentes ritmos de aprendizagem, possibilita a intervenção do professor para que, todos possam aprenderem e participarem das aulas. Nesse cão a avaliação em Geografia, considera mudanças de pensamento e atitudes do aluno, considerando alguns elementos que demonstram o êxito do processo de ensino/aaprendizagem, quais sejam: aprendizagem, a compreensão, o questionamento e a participação do aluno.
Ao destacar tais elementos o modelo parâmetros de qualidades do ensino e da aprendizagem, têm-se o aluno como protagonista e responsável pela mudanças sócioespacial em que vive, sob a perspectiva de transforma-ltransforma-lá onde quer que esteja.

Unknown disse...

Desculpe quaisquer erros ou palavras repetidas, pois estou sob efeito de sedativo. Bom feriado a todos.

AAPOLI disse...

Avaliar significa definir um método que avalie para as competências e habilidades esse método consiste num projeto interdisciplinar,multidisciplinar que vise articular os saberes e conhecimento científico dos alunos com o intuito de resolver situações apresentadas aos mesmos.

AAPOLI disse...

Avaliar significa definir um método que avalie para as competências e habilidades esse método consiste num projeto interdisciplinar,multidisciplinar que vise articular os saberes e conhecimento científico dos alunos com o intuito de resolver situações apresentadas aos mesmos.

Profª disse...

Observo que em conversas informais e/ou em reuniões de professores há uma unanimidade em relação aos baixos rendimentos dos nossos alunos e suas causas que são diversas como a colega Vânia bem descreveu. Não posso deixar de referir também que considero que os maus resultados dos nossos alunos em avaliações podem estar relacionados ao formato conservador que alguns colegas ainda utilizam para testar a aprendizagem. É preciso lembrar que o aluno pode ser avaliado a todo momento e que este deve reconhecer a importância de sua participação no processo,compreendo e assumindo sua parcela de responsabilidade. O aluno deve entender o porquê da avaliação. Só assim dará o devido valor.

Anônimo disse...

Como citado na minha concepção de avaliação, falei que o ensino da química ainda é desenvolvido de forma linear e descontextualizada, sem muita relação entre si e a vida do aluno.
Aqui no C E Cidade operária trabalhamos na tentativa da mudança desse paradigma.
Hoje, costumo trabalhar valorizando as matrizes curriculares de referência do ENEM em minhas atividades de sala, para uma melhor compreensão dos meus aluno com a prova futura que vão deparar. Busco sempre tentar equilibrar a linearidade dos conteúdos com proposta das matrizes é vida do aluno, buscando assim uma contextualização é melhor entendimento da matéria. Glaubert Freitas Santos.

Anônimo disse...

Os meus planos são elaborados com referencia do ENEM,assim como a prof. Marlise também tenho a preocupação em pesquisar questões em bancos de provas de varias instituições de concursos e provas antigas do ENEM,para os alunos se familiarizarem com as provas de língua portuguesa e espanhola.
ROSANGELA

Anônimo disse...

Os meus planos são elaborados com referencia do ENEM,assim como a prof. Marlise também tenho a preocupação em pesquisar questões em bancos de provas de varias instituições de concursos e provas antigas do ENEM,para os alunos se familiarizarem com as provas de língua portuguesa e espanhola,através de atividades realizadas e debatidas em sala de aula .
ROSANGELA

Unknown disse...

2ª Atividade do Pacto.
Apresente propostas e formas de critérios avaliativos de acordo com as Diretrizes Curriculares, que melhorem não só os índices das avaliações externas mas que visem uma formação humana integral do aluno.
Resposta:
Já trabalhamos com isso, segue aqui, apenas, alguns itens trabalhados.
H1: 2º Ano em Física, por exemplo: Reflexão do som e : Sonar, Morcego, Ultrassom).
H2: Acústica no 2º Ano foi comentado sobre: Comunicação Analógica, e Comunicação Digital (Wi Fi, Celulares, Fibras Óticas, etc.).
H3: Em Termologia diferenciar Calor de Temperatura (No senso comum costuma-se falar: Que calor!); Em Cinemática diferenciar Direção e Sentido (No senso comum um veículo ao virar para a direita, alguém pode perguntar qual a direção que ele foi?); Em hidrostática diferenciar Peso de Densidade (No senso comum, no mesmo liquido, um prego afunda e um folha de isopor flutua pois o prego é mais pesado?); etc.
H4: Em Eletromagnetismo falar das Fontes Alternativas de Energia Renováveis.
H5: Fazer um pequeno projeto elétrico de uma residência, com planta baixa, calculando a potência instalada, os condutores, a proteção e a energia consumida.
H6: O projeto de H5 segue normas e tabelas da NR 5410.
H8: Em Eletromagnetismo fala-se da geração de energia da Biomassa (Cana de Açúcar) e s Créditos Carbono.
H10: Em Eletromagnetismo os resíduos da Energia Nuclear.
H12: Em Eletromagnetismo os Impactos Ambientais na construção de Hidroelétricas.
H17: Em todos os assuntos da Física sempre aparecem, gráficos e tabelas. Isso já é um padrão na disciplina Física.
H18: A Física está intimamente ligada à tecnologia, logo todo assunto da disciplina Física se reporta à um sistema ou produto tecnológico.
H19: Em Eletrodinâmica, encontrar a proteção adequada para instalação elétrica através das variáveis: potência, tensão e corrente.
H20: Na Dinâmica observamos que o movimento dos corpos deve-se a uma força, assim como na Gravitação.
H21: Na Termodinâmica vemos o funcionamento das Máquinas Térmicas Atuais (Geladeira, Turbinas a Vapor) , no Eletromagnetismo as Máquinas Elétricas.
A maioria dessas Diretrizes podem ser avaliadas por: Seminários, Projetos, Provas, Apresentações à Comunidade sobre o Racionamento de Energia e a Economia da Água, etc.

MÁRCIO CJF disse...

Mesmo com a certeza que as escolas, inclusive a nossa, tem como foco os vestibulares e o ENEM, este ultimo me parece com maior prioridade, não conseguimos formalizar diálogos e reflexões sobre a disciplina Educação Física e o desempenho dos alunos nos EXAMES EXTERNOS; há somente uma conversa no universo da informalidade com nossos alunos sobre o que acharam das provas ou coisa parecida. Desse modo a disciplina que faz parte do bloco de códigos e linguagens, deve ser mais participativa (critica pessoal) no processo de construção dos resultados externos, mesmo que contribua apenas com três questões no ENEM e nem seja cobrada em outros testes. De modo geral, acredito que o CEM Cidade Operária II já saiu do marco zero e começa a se organizar para preparar os alunos para tais provas, contudo, falta uma organização como, por exemplo, a formulação de uma comissão onde tenha representantes de cada área do conhecimento ou de, no mínimo, de cada bloco de disciplinas (aos moldes das avaliações externas) para discutir e elaborar desafios, simulados e outros instrumentos que ajudem nossos alunos a se familiarizarem com o que é cobrado deles em provas como o ENEM. Simulados que sejam feitos mensal ou bimestralmente e sirvam como uma das notas do período em todas as disciplinas em com nota por porcentagem de acertos e não por numero de acertos (exemplo: o aluno que acertar acima de 70% terá como nota final entre 9 e 10). Devemos também utilizar espaço nesses simulados pontos extras através de desafios sobre temas regionais (historia e geografia do maranhão etc). Acho que seria muito enriquecedor para nós e para os alunos discutirmos sobre avaliações no modelo exposto.

joselia disse...

Preparar o aluno para a vida profissional e pessoal é o que a escola e a família vem tentando fazer ao longo de todo o tempo escolar que conheço e trabalho, mas ainda não se encontrou o caminho certo, creio eu que por falta de interesse de vários seguimentos: do próprio aluno, da família,de alguns profissionais da educação e dos governantes, que se dizem responsáveis ou responsabilizados para este fim e não cumprem seu papel, a começar por não prepararem adequadamente profissionais capacitados e ambientes saudáveis e apropriados para um bom desenvolvimento inter disciplinar, a família por não saber mais o que fazer para acompanhar e de certa forma "proteger" seu filho dentro e fora da escola, umas por falta de tempo outras por total descaso e indiferença com quem colocaram no mundo,o aluno por não saber e não querer aproveitar da melhor forma possível o tempo que esta na escola e por não demonstrar nenhum interesse no que vai aprender, pois não vê sentido em nada do que é dito em sala e nem ta preocupado com isso, pois foi "empurrado" das séries anteriores sem muito conhecimento e simplesmente se acomodou com a situação, pois sabe que uma hora "eles" vão lhe dar um diploma quer tenha aprendido alguma coisa ou não, pois o "combate ao analfabetismo não pode parar!" e por fim alguns profissionais da educação que às vezes não sabem nem pra eles e teimam em não se reciclarem, contribuindo de forma lastimável para essa triste realidade já citada,outros ainda têm a coragem de falar pro aluno que ele já está reprovado sem ter concluído almenos o quarto período, pra alguém que já não está muito interessado em estudar e para alguém que deveria ter por compromisso, o incentivo e o estímulo para com seus alunos, esse, com certeza não seria e nunca será o discurso apropriado de um bom profissional que deveria ter a preocupação de aproveitar melhor seus alunos ao invés de praticamente expulsar da escola com tais palavras.mas só depende de cada um de nós incluídos nesse quadro pra mudar e reverter essa situação.

Terezinha disse...

A organização dos planos de ensino é de acordo com a matriz de referência do ENEN, utilizo questões contextualizadas de provas do ENEN para realizar atividades em sala de aula com a finalidade de preparar os alunos para execução das provas. Proponho que seja feito simulado semestralmente de acordo com os critérios das provas do ENEM e/ou vestibulares e que o plano de ensino seja feito de maneira integrado, por exemplo os professores de matemática do 1ª ano dos três turnos se reunissem para que, juntos, formulassem os planos de ensinos para padronização dos conteúdos.

Vanda Gomes disse...

Acredito que quando o conteúdo transmitido é realmente entendido pelos alunos, estes conseguem se sair bem nas diversas avaliações. Sejam elas internas ou externas. A minha proposta é que deveríamos adequar as nossas avaliações nas formas desejadas, ou seja, na forma do Enem e do vestibular. Não, necessariamente, todas as avaliações. Poderíamos fazer este trabalho em uma das avaliações do bimestre e em todas as séries, não somente no terceiro ano. Os conteúdos destas avaliações (Enem e vestibular) são de todo o ensino médio e assim estaríamos preparando os nossos alunos desde o primeiro ano até o terceiro ano. Além disso, poderíamos fazer simulados.
Vanda Gomes.

vivaldo Pantaleão Cordeiro disse...

Fico um pouco angustiado quando leio alguns critérios,conceitos ou mesmo experiências relatadas nas nossas formações ou encontros.Percebo um foco unidirecional,professor avaliador,aluno avaliado;onde fica o tal sujeito que queremos que nosso aluno seja,a liberdade para sua autoavaliação e até para avaliar o seu "mestre"?Da forma que alguns de nós encaramos o processo de avaliação o feedback tão enriquecedor vai por "água abaixo".Nunca vi ou ouvi,por exemplo,uma pauta para apreciarmos a quantidade homérica de disciplinas,12,13,14,nem sei ao certo.Vai ver que tal fato não é importância no processo avaliativo.