ÁREAS DE CONHECIMENTO E INTEGRAÇÃO
CURRICULAR
OBJETIVOS
- Discutir à respeito do direito, reconhecido pelas DCNEM, que o estudante do Ensino Médio tem de se inserir no mundo formal dos conhecimentos – culturalmente produzidos e sistematizados pelas ciências - e difundidos, aplicados e socialmente valorados – para que possam participar de maneira inclusiva na dinâmica da sociedade
- Provocar reflexões discutindo a elaboração de um currículo integrado no Ensino Médio, em suas diferentes modalidades, enquanto formação humana.
A charge abaixo, traz à questão, a diferença entre
os conhecimentos sistematizados da ciência e das letras, mais a experiência de
vida do aprendiz. Assim, é bastante comum entre nós professores indagarmos:
seriam as estruturas lógicas das disciplinas a melhor forma de promover uma
formação que leve ao desenvolvimento humano integral dos nossos
estudantes?
ATIVIDADE CADERNO IV - PARTE I
O trecho
abaixo foi retirado do livro Cartas a Théo, de Vincent Van Gogh. Nessa obra,
são compiladas cartas que o pintor holandês enviou a seu irmão de 1875 até sua
morte, em 1890.
CARTA Nº 195
Haia, abril de 1882
Eis o que penso sobre o
lápis de carpinteiro. Os velhos mestres, com o que teriam desenhado? Certamente
não com um Faber B, BB, BBB, etc., etc., mas com um pedaço de grafite bruto. O
instrumento do qual Michelângelo e Dürer se serviram provavelmente era muito
parecido com um lápis de carpinteiro. Mas eu não estava lá, e portanto não sei
de nada. Sei, no entanto, que com um lápis de carpinteiro podemos obter
intensidades distintas das destes finos Faber, etc.
O carvão é o que há de
melhor, mas quando se trabalha muito, o frescor se perde, e para conservar a
precisão é preciso fixar sem demora. Para a paisagem é a mesma coisa; vejo que
desenhistas com Ruysdaël, Goyen, Calame, e também Roelofs, por exemplo, entre
os modernos, tiraram dele ótimo partido. Mas se alguém inventasse uma boa pena
para trabalhar ao ar livre, com tinteiro, o mundo talvez visse mais desenhos à
pena.
Com carvão mergulhado
na água pode-se fazer coisas excelentes, pude ver isto com Weissenbruch; o óleo
serve para a fixação e o preto torna-se mais quente e mais profundo. Mas é
preferível que eu faça isto daqui a um ano e não agora. É o que digo a mim
mesmo, pois não quero que a beleza se deva a meu material, e sim a mim
mesmo.
Cartas extraídas do livro Cartas a Théo, L&PM
Pocket, 1997, com tradução de Pierre Ruprecht.
As
eventuais incoerências linguísticas foram mantidas pela editora para se
aproximar ao máximo dos escritos do pintor. Estamos diante de um texto
publicado na forma de livro, no qual o autor é um pintor, se referindo ao seu
trabalho e aos instrumentos que tinha disponíveis na época. Refere-se a diferentes
técnicas de pintura, à forma como a natureza pode ser captada a partir de cada
uma delas e, ao mesmo tempo, já trazendo dúvidas sobre o papel do instrumento
tecnológico na autoria da obra.
Com base
neste texto e no que estamos estudando:
1. Destaque as dimensões da cultura,
do trabalho, da ciência e da tecnologia presentes nesse trecho da obra, sabendo
que a:
Tecnologia: Altera a realidade física e social.
Ciência: Adaptação do
homem à realidade (RAZÃO
X MITO)
Cultura: É o conjunto de
riquezas humanas
Trabalho:
- Ontológico: forma pela qual o homem
produz sua própria existência na sua relação com a natureza e com os outros
homens e, assim, produz conhecimentos.
- Histórico: forma específica da produção
da existência humana sob o capitalismo. Portanto, como categoria econômica e práxis
diretamente produtiva.
2. De que forma o texto acima poderia
ser incorporado como material para discussão em sala de aula? Em que contexto e
com qual objetivo?
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26 comentários:
O texto mostra que o autor usa os seus conhecimentos culturais sobre os artistas que o antecederam, assim como, suas técnicas na atividade artística. Ele usa o conhecimento acumulado para experimentar novas técnicas de fixação da pintura. Essa nova tecnologia é conseguida depois de várias tentativas e observações de diferentes experimentos realizados anteriormente. Esse processo permitiu a ele encontrar a o material perfeito para adaptá-lo às suas necessidade de trabalho e ás sua realidade.
Com a ajuda desse texto é possível mostrar que sempre é possível modificar o conhecimento adquirido com novas informações. Apropriar-se dos conhecimentos culturais e científicos, da forma adequada, ajuda a melhorar o cotidiano. E, no contexto escolar, o aluno será capaz de perceber que o conhecimento sistematizado, que parece tão distante e sem utilidade, pode ser adaptado à sua realidade e proporcionar uma maior interação social. Qual a utilidade de aprender tantas fórmulas, tabelas, códigos, nomenclaturas, conjugações, técnicas de escrita, de leitura, fatos históricos, etc? A aprendizagem só faz sentido quando tem utilidade. Isso será possível quando o aluno conseguir perceber que os vários as informações das diferentes áreas de conhecimentos devem ser usadas juntas, em atividades práticas dentro e fora da escola, no seu dia-dia.
O texto poderia ser utilizado na sala de aula para abordar as dimensões da cultura, do trabalho, da ciência e da tecnologia, não necessariamente as quatro dimensões na mesma aula.
Nesse trecho da obra destacaríamos, no trabalho em sala de aula, a evolução dos materiais, dos instrumentos, das técnicas de pintura; a ação intencional do homem, através do trabalho, transformando a natureza, produzindo cultura e desenvolvendo a tecnologia.
O autor nos mostra todas as etapas de um processo de evolução. Comparando com o nosso trabalho dentro da sala de aula não é diferente.Pois cada dia surge algo novo e nem todos profissionais estão preparados para utilizar esta tecnologia dentro do seu trabalho.O aluno por sua vez não tem condições financeiras para apropriar-se desse equipamento de alta tecnologia, porém não devemos desistir e sim utilizarmos dos recursos que o meio nos oferece. Para que no futuro venhamos olhar para as conquistas adquiridas ao longo do nosso aprendizado.Piedade
QUESTÃO I
TECNOLOGIA: Evolucão das diferentes técnicas de pintura: Lápis de carpinteiro, Faber B,BB,BBB, carvão,óleo,etc
"Mas se alguém inventasse uma boa pena para trabalhar ao ar livre, com tinteiro, o mundo talvez visse mais desenhos á pena".
CIÊNCIA: Apropriação e conhecimento das diferentes técnicas de pintura.
" Sei, no entanto, que com um lápis de carpinteiro podemos obter intensidades distintas destes finos Faber".
..." O óleo serve para fixação e o preto torna-se mais quente e mais profundo".
CULTURA: Incorporação das experiências e conhecimentos produzidos e transmitidos.
" O instrumento do qual Michelangelo e Durir se serviam era muito parecido com um lápis de carpinteiro".
TRABALHO: Transformação de elementos da natureza em objetos de trabalho para satisfazer necessidades humanas.
"Eis o que penso sobre o lápis de carpinteiro.Os velhos mestres, com o que teriam desenhado?
QUESTÃO II
O texto em estudo pode ser trabalhado no contexto escolar de forma interdisciplinar, pois o mesmo, apresenta amplas possibilidades de diálogo e interação entre as áreas do conhecimento.
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
*Relação entre a arte e o mercado financeiro.
CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
*O papel das tecnologias na contemporaneidade.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
*Interação do homem com seu meio natural
* Impacto social, econômico, político e ambiental resultantes da relação homemxnaturezaxtrabalho.
LINGUAGENS,CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
*GÊNEROS TEXTUAIS
*Elementos das linguagens artísticas, técnicas, materiais,etc.
*Criação e apreciação de produções artísticas.
Loysianne Nascimento
Baseado no texto podemos concluir que não devemos abrir mão dos conhecimentos anteriores nem continuar arraigados somente a eles, mas devemos tomá-los como base para produzi novos experimentos até chegar ao que se adapte a nossa necessidade, assim como fez o artista, sabendo que não serão os últimos, pois de acordo com as necessidades surgirão novos experimentos e novos conhecimentos serão produzidos. Em sala de aula poderíamos utilizá-lo como exemplo para mostrar aos alunos que é possível associar o conhecimento “antigo” ao atual para produzir o novo, para isso e importante que eles se apropriem de tal conhecimento, que só através do conhecimento poderão mudar suas realidades, que não basta ter tecnologia, mas que é imprescindível que saibam utilizá-la a seu favor.
Na carta o autor fala de diferentes técnicas utilizadas por diferentes artistas, mas como produto final temos uma obra de arte. Nós professores temos que se utilizar de diferentes técnicas ou metodologias visando a passagem de conhecimento para nossos alunos, mas não quer dizer que as metodologias com equipamentos tecnológicos mais avançados será melhor que o quadro negro, giz e a explicação do professor em sala de aula. Logicamente, como cada aluno tem uma forma e um modo de captar o conhecimentos, determinados alunos acabam fixando melhor os conteúdos com uma determinada metodologia utilizada, e se nesta metodologia tiver a tecnologia junta pode até ser que eles compreendam melhor, mas nunca ira substituir uma explicação verbal do professor, como diz no texto "não quero que a beleza se deva a meu material, e sim a mim mesmo". Essa fala do professor pode servir de incentivo ao aluno de buscar algo mais.
Desta forma é possível se trabalhar com essa carta em diversas áreas do conhecimento, tais como Filosofia, Arte, História, refletindo a cerca de como o ser humano intervém sobre a natureza, modificando-a a seu favor. na Biologia pode-se analisar os compostos citados na carta como o carvão e o lápis de carpinteiro, os lápis faber e analisar os resultados conseguidos com o uso de cada um desses materiais nas diversas situações citadas, do carvão, por exemplo. Em Português pode-se trabalhar a biografia do pintor, bem como o significado de palavras citadas na carta que sejam desconhecidas dos alunos. Esse trabalho poderia ser desenvolvido em sociologia e geografia a partir da observação da paisagem onde moram além de utilizarem as diferenças entre paisagens naturais e culturais. também estimular a criação de textos que falem sobre a importância do bom uso das tecnologias na vida prática.
QUESTÃO 1.
TECNOLOGIA:Mas se alguém inventasse uma boa pena pra trabalhar ao ar livre, com tinteiro, o mundo talvez visse mais trabalhos à pena. - A necessidade de melhorar os trabalhos e facilitar a vida, leva o homem a buscar inovações tecnológicas.
CIÊNCIA:Eis o que penso sobre o lápis de carpinteiro. Os velhos mestres, com o que teriam desenhado? Certamente não com um Faber B, BB, BBB, etc., mas com um pedaço de grafite bruto. - A ciência se faz presente no conhecimento e na forma como se utiliza o material disponível ao favor da necessidade.
CULTURA: Com carvão mergulhado na água pode-se fazer coisas excelentes, pude ver isto com Weissenbruch; o óleo serve para a fixação e o preto torna-se mais quente e mais profundo. - O conhecimento adquirido a partir de experiências e práticas sendo transmitido de um uma pessoa para outra.
TRABALHO: Mas é preferível que eu faça isto daqui a um ano e não agora. É o que digo a mim mesmo, pois não quero que a beleza se deva a meu material, e sim a mim mesmo. - Aqui, a valorização da produção pessoal, independente dos recursos ou materiais disponíveis.
QUESTÃO 2
Usaria o texto no sentido de discutir de discutir a respeito da história do uso e da aplicabilidade de materiais para desenho e pintura. O texto é muito relevante quando se trata da qualidade do material em relação ao objetivo da pintura ou do desenho, então com o propósito de levar os alunos a reconhecerem que cada instrumento de trabalho se adéqua à realidade e à necessidade do artista.O texto, nos faz refletir a partir das colocações de um grande artista da história da arte, Vincent Van Gogh, que através da simplicidade de suas carta nos revela grandes fatos a respeito da pintura e do desenho artístico.
A cultura é destacada por meios dos efeitos das mudanças e aperfeiçoamento realizado. O trabalho é a transformação do carvão em grafite e depois em lápis. A ciência é expressa quando se fala das diferentes técnicas de pintura usando carvão mergulhado na água pode-se fazer coisas excelentes; o óleo serve para a fixação e o preto torna-se mais quente e mais profundo e a tecnologias citadas são Faber B, BB, BBB; grafite bruto; grafite bruto; lápis de carpinteiro; pena; tinteiro; óleo; etc.
O trabalho, a cultura, a ciência e a tecnologia podem se inteirar no âmbito escolar quando o trabalho pedagógico aplica a interdisciplinaridade no contexto de seus conteúdos, com o objetivo de tornar o trabalho pedagógico produtivo.
Terezinha.
Apesar de ser fragmentos de um texto, abordando o material usado pelo Vangogh, é rico em reflexões no meu entendimento no que se refere ao trabalho não é preciso de um bom material para se ter um trabalho bem feito. Penso que levando para o campo educacional, para o professor ensinar e ter resultados positivos requer muito mais que tecnologia, é preciso boa vontade em primeiro lugar, ter amor, gostar do que faz.
O processo ensino aprendizagem não é contemporâneo, eu diria que historicamente é antigo, mas apesar de ser antigo antes de tudo ensinar é cultural passa de gerações a gerações.
A prova esta nos dias atuais, temos tecnologia, bons professores, bons livros e muitas vezes não temos um resultado positivo. Os indicadores educacionais falam por si, que a educação no Brasil tem que muito que melhorar. Por fim, vale ressaltar que o texto é rico em reflexão e tem como objetivo principal a motivação.
IOLE
Pelo que pude observar Van Gogh, faz uma relação do velho com o novo, para isso faz uso do instrumento usado pelos carpinteiros para desenhar, o lápis,cita os grandes pintores que o antecedem.E põe no mesmo patamar os carpinteiros e os pintores, todos são artistas. É um fato que a tecnologia altera a realidade social dos seres humanos, uma vez que, este de posse de instrumentos que facilitem suas vidas, muda seu comportamento social e cultural e reescreve sua história. Portanto o texto em questão pode ser inserido em de aula baseado nas questões referentes à mudanças de valores, podemos propor aos alunos que escrevam cartas ao invés de email, fiquem um dia sem usar celular. Essas experiências pode mostrar aos alunos o valor das coisas simples.
Questão 01
Tecnologia: Relata a transformação da matéria bruta (carvão, grafite) em protudo industrial (lápis Faber B, BB, BBB).
Ciências: O autor relata observação experimental do carvão mergulhado na
água e seus efeitos fantástico.
Cultura: A utilização do carvão por vários desenhistas,comprova que conhecimento adquirido pelo homem, pode ser aperfeiçoado ao longo do tempo através de gerações.
Trabalho: Relaciona uma das ferramentas utilizadas pelos carpinteiro para traçar linhas finas (lápis de carpinteiro, o carvão e o grafite) com a realidade do ser humano, a evolução ao longo do tempo e do sistema econômico.
Questão 02
Pode-se trabalhar a carta em diversas áreas do conhecimento, como por exemplo: Geografia, História, Filosofia, Artes e Sociologia, abordando a cerca do homem um ser protagonista agindo sobre a natureza, modificando-a a seu favor. Além é claro da Biologia e Química trabalhando a preservação e a transformação dos elementos da natureza.
Questão 1
No fragmento, nota-se que o autor faz a comparação entre os tipos de lápis e o que se tem em mãos, propondo a modificação da realidade presente e adaptando-se a mesma. Para haver tal modificação, faz-se necessário sair da condição inicial e chegar a outro estágio, através da adaptação do homem à realidade em que vive, modificando-a de acordo com a sua necessidade, valorizando e respeitando o que já fora produzido.
Questão 02
Propondo aos alunos a construção individual do projeto de vida, valorizando-se as características de cada aluno e elaboração de metas para que os mesmos possam chegar a realizar os seus sonhos.
Reginaldo Júnior
Ao questionar a eficiência dos materiais e ferramentas de trabalho o nosso personagem se nos apresenta como a concretização do engenho humano transformando seu meio laboral e consequentemente cultural recorrendo a tecnologia distinta daquela até então conhecida.
O texto pode ser apresentado ao aluno como motivador, provocador, para despertá-los para os processos criativos de busca de solução de diferentes problemas. Ou seja, cada um, por seus meios e métodos tecnológicos e neurológicos pode interferir na realidade circundante.
Profª Macilda Sena
Trabalho:carpinteiros e mestres utilizavam o lápis para desenhar e conduzirem seus trabalho,produzindo objetos e mostrando diferentes técnicas que utilizavam em seus trabalhos.Essas ferramentas ajudaram o homem a desenvolver suas habilidades e assim aprimorando suas obras.
Cultura:O texto nos ajuda a refletir que é possível mudar,aprimorar nossas técnicas para obtermos melhores resultados.
Ciência:Uma ação humana consciente, tendo como produto novas descobertas,desenvolvendo diferentes trabalhos e interagindo com diferentes artistas.
Tecnologia:diferentes instrumentos utilizados pelos artistas como:carvão,grafite,pena e água.
O texto pode ser trabalhado no contexto escolar com varias disciplinas e com conteúdos relacionados a elas.
PROF.ROSANGELA LOBATO
O processo de transformar a natureza não só cria novos espaços, produtos,
objetos, mas fatos, relações sociais, histórias, processos de mudança no
mundo, novas técnicas, tecnologia. É a partir do ato de interagir com o meio
natural e social que as transformações se dão, as técnicas são aprimoradas,
tecnologias são desenvolvidas, e novos conhecimentos são construídos. O
ato de trabalhar é, ao mesmo tempo, o ato de produzir ideias, conhecimentos,
técnicas, tecnologias.
As transformações reali
1 Destaque as dimensões da cultura, do trabalho, da ciência e da tecnologia presentes nesse trecho da obra, sabendo que a:
Tecnologia: altera a realidade física e social.
O lápis de carpinteiro.
Ciência: Adaptação do homem à realidade.
... com um lápis de carpinteiro podemos obter intensidades distintas das destes finos Faber, etc.
Cultura: É o conjunto de riquezas humanas.
O carvão é o que há de melhor, mas quando se trabalha muito, o frescor se perde, e para conservar a precisão é preciso fixar sem demora. Para a paisagem é a mesma coisa; vejo que desenhistas com Ruysdael, Goyen, Calame, e também Roelofs, por exemplo, entre os modernos, tiraram dele ótimo partido. Mas se alguém inventasse uma boa pena para trabalhar ao ar livre, com tinteiro, o mundo talvez visse mais desenhos à pena.
Trabalho: Ontológico: forma pela qual o homem produz sua própria existência na sua relação com a natureza e com os outros homens e, assim, produz conhecimentos.
Com carvão mergulhado na água pode-se fazer coisas excelentes, pude ver isto com Weissenbruch; o óleo serve para a fixação e o preto torna-se mais quente e mais profundo. Mas é preferível que eu faça isto daqui a um ano e não agora. É o que digo a mim mesmo, pois não quero que a beleza se deva a meu material, e sim a mim mesmo.
2 De que forma o texto acima poderia ser incorporado como material para discussão em sala de aula? Em que contexto e com qual objetivo?
→Motivacional
Pois as vezes não conhecemos o nosso verdadeiro potencial. Que está ali, dentro de nós, inerte, precisando, apenas ser despertado, lapidado.
Aí entra a função do educador.
E assim, até aquele que parece ser um tanto quanto desprezível, ou melhor, passa despercebido, pode fazer muitas coisas fantásticas, até mesmo, obras de arte.
O texto se refere aos trabalhos e aos instrumentos que estão disponíveis em cada época. Esse processo permitiu encontrar o material perfeito para adaptá-lo às suas necessidades de trabalho e a sua realidade. Todos os dias surgem novas ferramentas com maior poder de modificação e precisão, porém nem todos os profissionais estão preparados para utilizar tais ferramentas no seu trabalho. Adriano Santos.
O texto se refere aos trabalhos e aos instrumentos que estão disponíveis em cada época. Esse processo permitiu encontrar o material perfeito para adaptá-lo às suas necessidades de trabalho e a sua realidade. Todos os dias surgem novas ferramentas com maior poder de modificação e precisão, porém nem todos os profissionais estão preparados para utilizar tais ferramentas no seu trabalho. Adriano Santos
Ligia disse........
Baseado no texto e nas reflexões de Vincent Van Gogh, podemos refletir como se relaciona o que sabemos com a gama de meios tecnológicos e como devemos usa-los para ampliar o nosso entendimento do meio em que vivemos sem, no entanto deixar de compreender que a tecnologia e mais um instrumento de produção de conhecimento que modifica e altera os comportamentos sociais, dessa forma mesmo com todo o atual aparado tecnológico devemos utiliza-los a nosso favor e aprendizado.
As novas tecnologias pode melhorar o desenvolvimento de uma produção, facilitar o trabalho, mas isso não representa um total descarte dos mecanismos antigos, pois a precisão conseguida com o novo pode diminuir os outros benefícios conseguidos com o velho. Para Van Gogh as novas tecnologias tão proporcionava a mesma qualidade.
O trabalho expresso neste trecho da carta está no desejo de construir um objeto que possibilite desenvolver um desenho com qualidade em qualquer lugar.
Na medida que os desenhistas utilizam outros tipos de matérias estão transformando o processo criativo e, consequentemente, reformulando a cultura e a ciência.
O debate na sala de aula pode ser iniciada pela importância de entender o valor de um conhecimento antigo para compreensão do todo. Porque não é prudente descartar as informações existentes, pois o aprendizado é uma soma de conhecimentos. Se algo anteriormente aprendido foi reformulado, considerado obsoleto, tudo bem, mas se ainda é válido não há motivo para descarta. A evolução humana ocorre devido as primeiras teses terem sido feitas discutida e aprimoradas. Nosso aprendizado deve utilizar tudo que está a mão, porque tudo faz parte do que nos tornamos.
O texto nos mostra o conhecimento sendo interpretado nas suas diversas formas: Na tecnologia é mostrado que o lápis, com que o autor escreveu carta, foi modificado ao longo do tempo para facilitar a escrita e adequar ao que se quer, ou seja, pintar, desenhar ou outros. Com os recursos da tecnologia a ciência se apresenta, pois o homem começa a utilizar estes recursos no seu dia a dia, adaptando-os às suas verdadeiras necessidades. Já em relação a cultura o autor deixa claro que todo o conhecimento em relação a história do lápis é válida, não deixando de lado somente as últimas etapas, isto é, as tecnologias mais recentes. Deve-se dar valor a todas as etapas do conhecimento, pois, uma surge a partir da anterior. No mundo do trabalho o texto nos mostra algumas profissões relacionadas ao assunto lápis, como o carpinteiro, pintor e desenhista. Vemos que a partir de um simples lápis (aparentemente insignificante) existe um mundo de conhecimentos inter-relacionados.
O texto nos mostra as várias formas que o conhecimento é apresentado. Isto nos abre a mente para podermos trabalhar com alguns materiais que temos em sala de aula. Na física, por exemplo, poderemos utilizar o ventilador no estudo de movimentos circulares, a cadeira no estudo do equilíbrio entre outros.
Vanda Gomes.
As mudanças de paradigmas e muito difíceis e complicadas, muitos preferem o conforto do conhecido do testado do comum, mais vivemos em uma realidade de rápidas mudanças e nestes tempos de globalização temos que conhecer os novos paradigmas e procurar formas para atuamos de forma mais dinâmica e produtiva em sala de aula sob pena de nos sentirmos como o jovem que foi congelado há cem anos e quando foi descongelado nos dias atuais viu que somente a Escola não havia mudado. O ensino a escola e educação têm passado por muitas mudanças, um exemplo e este estudo que estamos fazendo (a forma o conteúdo a interação). O conhecimento e o uso de novas linguagens devem ser vistas como os nossos aliados para o desenvolvimento integral do aluno, pois este e o objetivo da educação.
Questão 1.
A dimensão do trabalho é o modo pelo qual o ser humano produz para si o mundo, é o instrumento de intervenção homem sobre o mundo e sua apropriação. Já na dimensão ciência, esta não é o produto do pensamento arbitrário do pensamento, aqui se realiza a adaptação do homem à realidade. Já na tecnológica, acontece a transformação do conhecimento científico por meio da produção industrial, que é de natureza material, aqui é o caso das transformações que foram ocorrendo com o lápis de carpinteiro do texto. Assim, entendemos que na dimensão tecnológica houve uma evolução do lápis. Veja: carvão, grafite bruto, lápis de carpinteiro até os evoluídos Fabers B, BB e BBB.
Questão 2.
Em ciência (Química) podemos trabalhar, as noções de tempo, semelhanças , diferenças e mudanças do momento passado até os dias atuais, seguidos de suas evoluções estruturais e materiais. Glaubert F Santos.
Acredito que o fragmento traz uma analogia entre conhecimento e o lápis, que se usa para se dar forma aquilo que pensamos, e que cada tipo de lápis tem sua finalidade e sua especificidade...mas notei que ele deu importância ao carvão pelo fato deste ser um tipo de lápis em estado bruto...mas que a partir do traço perfeito e da delicadeza de quem o usa, este pode ser tornar o mais belo dos traços para o desenhista...da mesma forma que o conhecimento em estado bruto pode tambem a partir da forma como o tratamos...pode tambem ser moldado da melhor forma possivel e termos um resultado ate mesmo surpreendente...o que determina o resultado não é o material usado em si, mas a forma como nós utilizamos essa ferramenta.
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