O JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO MÉDIO
Objetivos do Caderno II
- Promover orientação de
estudo, discussão, debate e reflexão sobre o tema “O jovem como sujeito do Ensino
Médio”;
- Buscar compreender o que
significa ser jovem e estudante na atualidade;
- Mudar o olhar e superar
as representações negativas dos jovens;
- Reconhecer o jovem como
sujeito de direitos e deveres, reconhecendo suas potencialidades e experiências
no mundo tecnológico, do trabalho, território e projetos de vida;
- Aprender a respeitar,
perceber e reconhecer o outro e suas diferenças.
Reflexão: Quem são os culpados?
No cotidiano da escola e,
principalmente na sala dos professores, podemos perceber que o desafio de
trabalhar com os “jovens de hoje” costuma ser um tema constante nas rodas de
conversa entre colegas. Nestas conversas, é comum encontrar queixas sobre como
o cotidiano escolar é tumultuado por problemas provocados pelos jovens
estudantes. A indisciplina costuma ser o principal problema apontado. Ela se
manifesta na crítica à “falta de respeito” com os professores, nas relações
agressivas entre os próprios jovens, na agressão verbal e física, na
“irresponsabilidade” diante dos compromissos escolares e na “dispersão” devido
ao uso de celulares ou outros aparelhos eletrônicos, mesmo na sala de aula.
Como “virar este jogo” e
construir novos relacionamentos entre professores e nossos jovens estudantes?
Em sua percepção, faz sentido esta afirmação de que professores e jovens se
culpam mutuamente e os dois lados parecem não saber muito bem para que serve a
escola nos dias de hoje? E por que não elaborar estratégias para promover o
reconhecimento mútuo? E em quais outras iniciativas podemos pensar para ampliar
o campo de conhecimento sobre quem são eles e elas que estudam e vivem a
escola? E o que seria então a juventude?
Se quisermos, de fato, conhecer
nossos estudantes, precisamos construir alternativas para recriar outra imagem
ao “jovem problema”. Se nos apegarmos a “modelos” negativos socialmente
construídos, correremos o risco de produzir imagens em negativo de nossos
jovens. Buscar perceber como os jovens estudantes constroem o seu próprio modo
de ser jovem é um passo para compreender suas experiências, necessidades e
expectativas.
“O
jovem hoje, se vê diante de perspectivas, não só o emprego, mas também sobre um
projeto de futuro dominado num clima de incerteza e a escola não está
conseguindo dialogar com isso. O jovem que vem aí tem um pensamento
extremamente rápido, cognitivo, baseado na imagem, socializado com a televisão,
internet, redes sociais, enquanto que a escola vem baseada na lentidão do
quadro de giz. Existe ai uma diferença de ritmo, tempo e espaços muito
significativos.”
Retirado do Vídeo: Juventude nota 10.
As novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o
Ensino Médio (BRASIL, 2012) apontam para a centralidade dos jovens estudantes
como sujeitos do processo educativo. No parecer do Conselho de Educação (CNE,
2011), fica explícita a necessidade de uma "reinvenção" da escola de
tal forma a garantir o que propõe o artigo III, ou seja, o aprimoramento do
educando como pessoa humana. Com essa percepção, é preciso buscar
condições para conviver e dialogar com os jovens que habitam a escola sem culpa
entre professores e alunos e utilizar ferramentas que facilitem essa
interlocução.
Atividade Coletiva – Parte I
O Caderno II, nos primeiros tópicos da
página 05 à página 29, nos leva à reflexão acima. E como início do estudo do
referido caderno temos como atividade traçar o perfil dos alunos que recebemos
em nossa escola das duas primeiras séries, a fim de compreender o caráter
universal do jovem, as manifestações culturais, o valor das tecnologias e a
nossa resistência nesse processo ensino aprendizagem.
