terça-feira, 25 de novembro de 2014

2º Caderno - Parte I



 O JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO MÉDIO


Objetivos do Caderno II

- Promover orientação de estudo, discussão, debate e reflexão sobre o tema “O jovem como sujeito do Ensino Médio”;
- Buscar compreender o que significa ser jovem e estudante na atualidade;
- Mudar o olhar e superar as representações negativas dos jovens;
- Reconhecer o jovem como sujeito de direitos e deveres, reconhecendo suas potencialidades e experiências no mundo tecnológico, do trabalho, território e projetos de vida;
- Aprender a respeitar, perceber e reconhecer o outro e suas diferenças.


Reflexão: Quem são os culpados?


No cotidiano da escola e, principalmente na sala dos professores, podemos perceber que o desafio de trabalhar com os “jovens de hoje” costuma ser um tema constante nas rodas de conversa entre colegas. Nestas conversas, é comum encontrar queixas sobre como o cotidiano escolar é tumultuado por problemas provocados pelos jovens estudantes. A indisciplina costuma ser o principal problema apontado. Ela se manifesta na crítica à “falta de respeito” com os professores, nas relações agressivas entre os próprios jovens, na agressão verbal e física, na “irresponsabilidade” diante dos compromissos escolares e na “dispersão” devido ao uso de celulares ou outros aparelhos eletrônicos, mesmo na sala de aula.

Como “virar este jogo” e construir novos relacionamentos entre professores e nossos jovens estudantes? Em sua percepção, faz sentido esta afirmação de que professores e jovens se culpam mutuamente e os dois lados parecem não saber muito bem para que serve a escola nos dias de hoje? E por que não elaborar estratégias para promover o reconhecimento mútuo? E em quais outras iniciativas podemos pensar para ampliar o campo de conhecimento sobre quem são eles e elas que estudam e vivem a escola? E o que seria então a juventude?

Se quisermos, de fato, conhecer nossos estudantes, precisamos construir alternativas para recriar outra imagem ao “jovem problema”. Se nos apegarmos a “modelos” negativos socialmente construídos, correremos o risco de produzir imagens em negativo de nossos jovens. Buscar perceber como os jovens estudantes constroem o seu próprio modo de ser jovem é um passo para compreender suas experiências, necessidades e expectativas.


 “O jovem hoje, se vê diante de perspectivas, não só o emprego, mas também sobre um projeto de futuro dominado num clima de incerteza e a escola não está conseguindo dialogar com isso. O jovem que vem aí tem um pensamento extremamente rápido, cognitivo, baseado na imagem, socializado com a televisão, internet, redes sociais, enquanto que a escola vem baseada na lentidão do quadro de giz. Existe ai uma diferença de ritmo, tempo e espaços muito significativos.”
 Retirado do Vídeo: Juventude nota 10.

As novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (BRASIL, 2012) apontam para a centralidade dos jovens estudantes como sujeitos do processo educativo. No parecer do Conselho de Educação (CNE, 2011), fica explícita a necessidade de uma "reinvenção" da escola de tal forma a garantir o que propõe o artigo III, ou seja, o aprimoramento do educando como pessoa humana. Com essa percepção, é preciso buscar condições para conviver e dialogar com os jovens que habitam a escola sem culpa entre professores e alunos e utilizar ferramentas que facilitem essa interlocução.


Atividade Coletiva – Parte I

    O Caderno II, nos primeiros tópicos da página 05 à página 29, nos leva à reflexão acima. E como início do estudo do referido caderno temos como atividade traçar o perfil dos alunos que recebemos em nossa escola das duas primeiras séries, a fim de compreender o caráter universal do jovem, as manifestações culturais, o valor das tecnologias e a nossa resistência nesse processo ensino aprendizagem.